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Review de Kirby's Return to Dream Land para Wii de GameTV

por Anônimo, fonte GameTV, data  editar remover




A bola rosa volta aos moldes clássicos com muito estilo

A fórmula dos jogos do mascote rosinha da Nintendo sempre mudam. O que não muda é o fato deles serem, quase sempre, ótimos. As inovações que surgem na franquia, como mudanças na jogabilidade ou no estilo de arte, são sempre bem vindas, já que uma boa solução para manter uma franquia fresca e sem cara de "mais do mesmo" é inovar dentro do mesmo padrão. E o tal padrão dos jogos do Kirby não podia ser mais simples: eles são leves e divertidos, esteja a bolotinha dividida em dez ou lutando contra ratinhos.

Após o mundo recheado de fofura e sacarose de Epic Yarn era de se esperar que as novas peripécias de Kirby no Nintendo Wii surgissem, novamente, de uma maneira criativa e que fugisse da estética original. Felizmente, Return to Dreamland conseguiu uma façanha: entregar um Kirby maroto, pronto para sugar habilidades, flutuar por aí e destruir alguns inimigos, no maior estilo retrô. É um dos títulos que ficaria faltando caso não constasse no catálogo do Nintendo Wii.

Com a ajuda de seus amigos vilões Meta Knight, Waddle Dee e King Dedede, Kirby aceita a missão de ajudar um alienígena, chamado Magolor. O tal alien chegou em Pop Star de um jeito bem dramático: sua nave bateu e um monte de pecinhas cairam por aí, fazendo com que Kirby e seus amigos-não-tão-amigos saiam em uma busca por 5 mundos, cada um com seu próprio chefão. Caso você já tenha jogado os clássicos do Kirby, como Super Star, não existem muitas novidades em questões de jogabilidade. Continua tudo tão bom, rápido e funcional quanto costumava ser. Cada habilidade que surge pelo caminho tem uma série de funções que mudam caso você esteja correndo, pulando ou apenas andando, semelhante ao estilo criado em Kirby & the Amazing Mirror.



Kirby em sua melhor forma

Muitas habilidades estão de volta, como Sword, Flame e Rock, cada uma com seu design especial. Até o Sleep Kirby, que nunca serviu para absolutamente nada, a não ser fazer a bolota rosa tirar um cochilo desnecessário, voltou. Algumas novidades, como Leaf, que coloca várias folhas cortantes ao redor de Kirby e Whip, um chicote que dá direito a um chapéu super estiloso, estão presentes. O detalhamento feito nas habilidades e o design do Kirby em si ao usá-las, dá um show a parte. Distorções de calor no fogo e uma água que se move de um jeito bem fluído na hora de deslizar por aí são alguns dos detalhes que prendem a atenção na hora de passar pelas fases. Já os gráficos das fases seguem uma linha bem clássica da série, o que pode não agradar muito quem ficou boquiaberto com toda aquela ambientação mágica de Epic Yarn, mas agrada os mais nostálgicos e quem é novo na série.

Uma novidade são as Super Abilities, que transformam Kirby em um gigante apelão, por um curto período de tempo. Os ataques pegam quase toda a tela e, normalmente, quando aparecem, servem para descobrir passagens secretas que dão em um universo paralelo. A apelação de Kirby termina por aqui, essas telas paralelas podem ficar bem complicadas. É preciso sair correndo, sugando tudo, antes que um inferno roxo que o persegue leve seu Kirby desta para melhor. No final de cada estágio, tem um mini-chefão que, conforme o jogo vai passando, vai ficando cada vez mais complicado de vencer, com direito a buracos no chão e meteoros que surgem do nada.

Já que Return to Dreamland faz uso do Wii Remote, nada melhor do que algumas adaptações dos poderes de Kirby para os controles. Poucas mudanças foram feitas: a inalação de Kirby fica mais forte caso o jogador chacoalhe o Remote para cima e para baixo e algumas habilidades específicas, como o Plasma, possuem uma segunda habilidade caso o jogador faça movimentos com o controle. Nada que exagere, mantendo o tom de plataforma 'old school'.

A missão principal do jogo, em si, é bem fácil. Cada tela possui alguns extras, totalizando 120 deles, que servem para abrir desafios e telas de cópia de habilidade dentro da nave de Magolor, que pode ser acessada a qualquer momento. É aqui que o jogo fica difícil naquele nível jogar o Wii pela janela, em um acesso de raiva, na esperança de que ele quebre para sempre. Zerar o jogo é bem rápido, no máximo, leva umas 10 horas. Tentar pegar todos os extras e tirar medalha de ouro em todos os desafios...ah, meu amigo, só chorando. Conseguir coletar todas as 120 pecinhas para abrir todas as telas extras também é um desafio. Algumas ficam mais escondidas e outras terão de fazer você passar pela mesma tela diversas vezes, até pegar a manha de ativar uma bomba na hora certa, por exemplo.

As telas de desafio são baseadas em um tipo de habilidade, precisando fazer um número de pontos acima do nível ouro para conseguir a tal medalha. Normalmente, você não pode passar sem pegar moedas e precisa matar todos os monstrinhos, sem tomar dano, para conseguir sentir aquele "Ufa!" quando ver que tirou ouro. Existe até uma tela em que Kirby tem menos saúde e muito mais inimigos para matar, deixando tudo um pouco mais complicado. Outro extra interessante é a sessão de mini-jogos, composta, infelizmente, por apenas dois joguinhos. Eles podem ser jogados com um amigo, fazendo o uso do Wii Remote na horizontal, da maneira original do Wii. Em um deles, o objetivo é acertar um alvo em movimento, com o Kirby Ninja em ação, o que tende a ficar um tanto quanto caótico. No outro, Kirby faz uso da Super Scope, acessório do Super Nintendo. Aqui, os jogadores terão de derrotar um robô gigantão, em ambientes cheios de mísseis teleguiados pronto para deixa-lo paralisado um tempão, caso você fique de bobeira.



Inalação nunca foi tão engraçado

Lembra de como se unir com 4 amigos para uma partida de New Super Mario Bros. era caótico? A Hal implementou o sistema em Return to Dreamland, e o resultado foi até melhor. Do mesmo jeito que dava para estragar toda a jogatina do seu amigo em New Super Mario Bros. Wii, jogando ele por aí sem que ele pudesse fazer nada, dá para sugar seus amigos e carrega-los por aí em Return to Dreamland, o tempo que for necessário (ou até alguém decidir jogar o controle na sua cabeça). O modo cooperativo em jogos plataforma já provou ser cômico o bastante para ser um elemento que vale a pena.

Seus 3 amigos frenéticos e cheios de vontade de sair correndo pelos cenários de Return to Dreamland podem escolher entre Meta Knight, Waddle Dee, King Dedede e até um outro Kirby, com uma corzinha diferente, mantendo a habilidade de inalação. Meta Kinight é bom na hora de cortar coisas (como cordas que seguram plataformas), Waddle Dee é um bom lutador (dá para convencer seu amigo a atacar os chefões e ficar morrendo) e King Dedede possui um martelo de madeira (útil na hora de pressionar botões).

Toda a facilidade das fases principais pode ser sabotada por algum amigo sem graça que decidir ficar gastando suas vidas com mortes bobas. A tela fica focada no Kirby principal, o que facilita na hora da câmera, que, dessa vez, chegou sem problema nenhum, mesmo que seus amigos fiquem em lugares mais altos ou mais baixos.

Return to Dreamland é um apego as raízes clássicas da franquia, com potencial o bastante para atrair novos jogadores e fãs de carteirinha. Os desafios são praticamente um jogo a parte e a missão principal, mesmo sendo fácil, consegue ser cativante por ser tão bem trabalhada. A releitura do clássico resultou no título do Kirby que todos os fãs esperavam para o Wii.


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