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Review de Batman: Arkham City para PS3 de E-Zine/MyGames

por Raziel619, fonte E-Zine/MyGames, data  editar remover


Quando Batman: Arkham Asylum saiu eu fui um daqueles que claramente descriminou o jogo por pensar que era mais um daqueles jogos de super-heróis ranhosos que defraudam completamente a personagem em questão e que por norma ninguém gosta. Graças a isto, só passados uns tempos é que o adquiri e pude sentir na pele como é ser o grande Batman.

Passado cerca de um ano do seu lançamento, a Rocksteady anunciou a sequela, e depois de uma experiência tão rica e imersiva como Batman: Arkham Asylum, eu só poderia esperar coisas grandiosas da continuação desta série. A lista de vilões presentes em Batman: Arkham City simplesmente não parava de aumentar, bem como a minha vontade de o jogar.

Agora que ele chegou às minhas mãos, eu posso finalmente dizer-vos se o hype que foi crescendo meses e meses a fio, à medida que novos detalhes iam sendo anunciados, se justifica.

A verdade é que Batman: Arkham City começa logo a matar com um início de jogo muito peculiar e que me fez gritar de imediato "GOTY!". Sem querer ser "desmancha-prazeres" no que toca a história, Batman encontra-se em Arkham City, uma "prisão" enorme dentro de Gotham City e que é gerida por Hugo Strange. Sem saber perceber muito bem as intenções de Hugo Strange e do seu "Protocol 10", nós - enquanto Batman - partimos à "descoberta" de Arkham City.

A primeira impressão é que a mecânica de jogo praticamente não sofreu alterações nenhumas e isso é óptimo, visto a jogabilidade ter sido um dos pontos altos de Batman: Arkham Asylum. O sistema de combate continua a ter como base um sistema de timing à medida que saltamos de inimigo para inimigo, enquanto contra-atacamos e partimos umas quantas cabeças que ousam meter-se com o Batman. As novas animações e armas vem dar algo mais ao jogo, enquanto o aumento de tipos de inimigos vêm trazer mais variedade.

Porém, é a inclusão de um mundo aberto que vem marcar o grande salto e catapultar a série Arkham para um novo nível, através de um mundo vasto e cheio de vida, onde os perigos se manifestam num número incrível de maneiras. As ruas, becos e edifícios de Arkham City estão apinhados de prisioneiros psicopatas que não perdem uma oportunidade para nos dar uma valente coça. Variando em números, tipos de inimigos e armamento, o confronto com estes "gangues" deve ser efectuado com precaução e a simples expressão "no sitio errado à hora errada" nunca teve tanto significado.

É graças a este factor, que a Rocksteady me obrigou a jogar de forma cautelosa e cuidada, onde um erro significa morrer e ter de começar de novo do checkpoint. Isto contribui para que a nossa jornada em Arkham City não seja rotineira e mais importante, é que mostra que o Batman é uma personagem de carne e osso. A Rocksteady mostrou-me, através de acontecimentos aleatórios em Arkham City, que o Batman não é o super-homem.

Temos ainda a possibilidade de jogar como Catwoman que, embora não seja tão divertida de controlar como o principal protagonista, os seus segmentos vêm refrescar a história e são uma boa mudança de ritmo. A sua história é intercalada com a principal (por essa razão aconselho a todos a adquirirem o DLC antes de começarem o modo história) e oferece uma jogabilidade um pouco diferente.

Catwoman tem o seu próprio arsenal e maneira de jogar que, ao contrário de Batman, usa as suas propriedades de felino para se deslocar. Is to significa que iremos andar "colados" no tecto, saltar de parapeito em parapeito e ainda usar o seu poderoso chicote para dar cabo dos seus inimigos. Uma boa adição e pretexto para adquirirem uma cópia selada.

Contudo, o génio da Rocksteady está na maneira em como nós abordamos o mundo que nos rodeia. Se antes as secções de "predador" eram só feitas em ambientes fechados, agora, isso pode ser feito em todo o lado e em qualquer altura mediante do nosso critério. Nós temos o poder de decidir seabordamos um grupo de inimigos "à maluca", criamos distracções para os ir eliminando um a um, ou simplesmente evitamos o confronto. Temos ainda o bónus gratificante de podermos assistir às reacções dos criminosos, quando começam a perceber que o Batman está a arrumá-los individualmente.

A jogabilidade que de si já era um mimo tornou-se ainda melhor, principalmente, no que toca aos combates. A produtora elevou o seu jogo ao artilhar os inimigos com com vários brinquedos que reduzem a nossa margem de erro. E se antigamente subir para uma gárgula era uma prática recorrente para nos safarmos, mas agora os inimigos têm escudos, sensores infravermelhos, aparelhos que interferem como o modo detective e até facas, que nos obriga a executar um movimento especial para nos esquivarmos.

No entanto, também nós tivemos direito a novos brinquedos e movimentos. Bruce Wayne pode agora contra-atacar vários inimigos em simultâneo assim como usar a Batclaw para desarmar inimigos ou uma arma que lhes congela os pés. Nas situações de perigo iminente podemos ainda usar uma bomba de fumo para desaparecermos na escuridão. Existem ainda mais armas que podem ser usadas a nosso favor, aumentando bastante a variedade do combate. O nosso desempenho na execução de combos irá, à semelhança do anterior, permitir-nos evoluir os vários gadgets e habilidades.

Para nos ajudar nessas situações temos o regresso do modo detective, que nos permite ver o mundo de outra forma e obter informações preciosas. Algo que antigamente era apenas para verificar a existência de inimigos por detrás de uma parede ou para ver zonas escondidas, tomou agora novas proporções. O nosso personagem – Batman - faz mais que apenas andar em lutas sangrentas com os "fantoches" do Joker, Penguin ou Two-Face. Desta vez, iremos mesmo dar uso ao nome de "detective" e procurar pistas para os diferentes tipos de missões no jogo; sejam elas principais ou secundárias.

Estas missões vêm em grande quantidade e variedade, e vão desde descobrir os pontos de penetração de uma munição, a interrogar suspeitos para descobrir novas informações ou até triangular a posição de uma chamada telefónica, graças ao facto do Batman ter à sua disposição meios tecnológicos muito avançados.

25/10/2011 criado por Bruno Sirgado
Batman: Arkham City
Quando Batman: Arkham Asylum saiu eu fui um daqueles que claramente descriminou o jogo por pensar que era mais um daqueles jogos de super-heróis ranhosos que defraudam completamente a personagem em questão e que por norma ninguém gosta. Graças a isto, só passados uns tempos é que o adquiri e pude sentir na pele como é ser o grande Batman.

Passado cerca de um ano do seu lançamento, a Rocksteady anunciou a sequela, e depois de uma experiência tão rica e imersiva como Batman: Arkham Asylum, eu só poderia esperar coisas grandiosas da continuação desta série. A lista de vilões presentes em Batman: Arkham City simplesmente não parava de aumentar, bem como a minha vontade de o jogar.

Agora que ele chegou às minhas mãos, eu posso finalmente dizer-vos se o hype que foi crescendo meses e meses a fio, à medida que novos detalhes iam sendo anunciados, se justifica.

A verdade é que Batman: Arkham City começa logo a matar com um início de jogo muito peculiar e que me fez gritar de imediato "GOTY!". Sem querer ser "desmancha-prazeres" no que toca a história, Batman encontra-se em Arkham City, uma "prisão" enorme dentro de Gotham City e que é gerida por Hugo Strange. Sem saber perceber muito bem as intenções de Hugo Strange e do seu "Protocol 10", nós - enquanto Batman - partimos à "descoberta" de Arkham City.

A primeira impressão é que a mecânica de jogo praticamente não sofreu alterações nenhumas e isso é óptimo, visto a jogabilidade ter sido um dos pontos altos de Batman: Arkham Asylum. O sistema de combate continua a ter como base um sistema de timing à medida que saltamos de inimigo para inimigo, enquanto contra-atacamos e partimos umas quantas cabeças que ousam meter-se com o Batman. As novas animações e armas vem dar algo mais ao jogo, enquanto o aumento de tipos de inimigos vêm trazer mais variedade.

Porém, é a inclusão de um mundo aberto que vem marcar o grande salto e catapultar a série Arkham para um novo nível, através de um mundo vasto e cheio de vida, onde os perigos se manifestam num número incrível de maneiras. As ruas, becos e edifícios de Arkham City estão apinhados de prisioneiros psicopatas que não perdem uma oportunidade para nos dar uma valente coça. Variando em números, tipos de inimigos e armamento, o confronto com estes "gangues" deve ser efectuado com precaução e a simples expressão "no sitio errado à hora errada" nunca teve tanto significado.

É graças a este factor, que a Rocksteady me obrigou a jogar de forma cautelosa e cuidada, onde um erro significa morrer e ter de começar de novo do checkpoint. Isto contribui para que a nossa jornada em Arkham City não seja rotineira e mais importante, é que mostra que o Batman é uma personagem de carne e osso. A Rocksteady mostrou-me, através de acontecimentos aleatórios em Arkham City, que o Batman não é o super-homem.

Temos ainda a possibilidade de jogar como Catwoman que, embora não seja tão divertida de controlar como o principal protagonista, os seus segmentos vêm refrescar a história e são uma boa mudança de ritmo. A sua história é intercalada com a principal (por essa razão aconselho a todos a adquirirem o DLC antes de começarem o modo história) e oferece uma jogabilidade um pouco diferente.

Catwoman tem o seu próprio arsenal e maneira de jogar que, ao contrário de Batman, usa as suas propriedades de felino para se deslocar. Is to significa que iremos andar "colados" no tecto, saltar de parapeito em parapeito e ainda usar o seu poderoso chicote para dar cabo dos seus inimigos. Uma boa adição e pretexto para adquirirem uma cópia selada.

Contudo, o génio da Rocksteady está na maneira em como nós abordamos o mundo que nos rodeia. Se antes as secções de "predador" eram só feitas em ambientes fechados, agora, isso pode ser feito em todo o lado e em qualquer altura mediante do nosso critério. Nós temos o poder de decidir seabordamos um grupo de inimigos "à maluca", criamos distracções para os ir eliminando um a um, ou simplesmente evitamos o confronto. Temos ainda o bónus gratificante de podermos assistir às reacções dos criminosos, quando começam a perceber que o Batman está a arrumá-los individualmente.

A jogabilidade que de si já era um mimo tornou-se ainda melhor, principalmente, no que toca aos combates. A produtora elevou o seu jogo ao artilhar os inimigos com com vários brinquedos que reduzem a nossa margem de erro. E se antigamente subir para uma gárgula era uma prática recorrente para nos safarmos, mas agora os inimigos têm escudos, sensores infravermelhos, aparelhos que interferem como o modo detective e até facas, que nos obriga a executar um movimento especial para nos esquivarmos.

No entanto, também nós tivemos direito a novos brinquedos e movimentos. Bruce Wayne pode agora contra-atacar vários inimigos em simultâneo assim como usar a Batclaw para desarmar inimigos ou uma arma que lhes congela os pés. Nas situações de perigo iminente podemos ainda usar uma bomba de fumo para desaparecermos na escuridão. Existem ainda mais armas que podem ser usadas a nosso favor, aumentando bastante a variedade do combate. O nosso desempenho na execução de combos irá, à semelhança do anterior, permitir-nos evoluir os vários gadgets e habilidades.

Para nos ajudar nessas situações temos o regresso do modo detective, que nos permite ver o mundo de outra forma e obter informações preciosas. Algo que antigamente era apenas para verificar a existência de inimigos por detrás de uma parede ou para ver zonas escondidas, tomou agora novas proporções. O nosso personagem – Batman - faz mais que apenas andar em lutas sangrentas com os "fantoches" do Joker, Penguin ou Two-Face. Desta vez, iremos mesmo dar uso ao nome de "detective" e procurar pistas para os diferentes tipos de missões no jogo; sejam elas principais ou secundárias.

Estas missões vêm em grande quantidade e variedade, e vão desde descobrir os pontos de penetração de uma munição, a interrogar suspeitos para descobrir novas informações ou até triangular a posição de uma chamada telefónica, graças ao facto do Batman ter à sua disposição meios tecnológicos muito avançados.



Arkham City é tão rica em segredos que iremos passar uma grande parte do tempo com este modo detective ligado. À nossa espera estão cerca de 400 desafios do Riddler, sendo que alguns irão fazer-nos puxar pela cabeça, afinal de contas estamos a falar de uma personagem que faz das adivinhas a sua vida. Por outro lado, está um sem fim de comunicações de rádio, cartazes e menções referentes ao universo do "homem-morcego" que valem a pena ouvir e/ou parar para observar, e que certamente são bem sucedidos em captar a nossa atenção.

É também nesta vasta cidade que vamos encontrar alguns dos vilões mais icónicos do mundo de Batman. Joker está de regresso, com Mark Hamill encarregue de lhe dar mais uma excelente interpretação, assim como a estreia de Penguin, Two-Face, Mr. Freeze, Solomon Grundy, entre outros. À vossa espera, em missões secundárias, estão vários vilões que não foram anunciados para não estragar a surpresa aos fãs de Batman, embora lhes seja dado um papel secundário que, infelizmente, fazem com que estes não sobressaiam enquanto personagens.

Mas mais que um mundo aberto, Batman: Arkham City é uma narrativa brilhante, a cargo de um dos grandes escritores da DC Comics, Paul Dini, e que conta com interpretações fantásticas do já mencionado Mark Hamill (Joker) e Kevin Conroy (Batman). É impossível estar sentado em frente ao LCD e não criar algum tipo de ligação com as personagens.

Batman: Arkham City fez com que eu fosse obrigado a dar uso a todos os sentidos. Estamos perante uma obra de arte que conjuga de forma eximia os sentidos da audição e visão, fazendo com que as vozes coincidam na perfeição com as expressões faciais dos vários personagens, que se encontram muito bem detalhadas e caracterizadas. É simplesmente fantástico.

Aliás, esta versão modificada do velhinho Unreal Engine é responsável por nos dar o ambiente que tanto caracteriza esta série. As ruas de Arkham City são escuras e os efeitos de luz predominam através de postes de electricidade, ou de cartazes tipicamente americanos a piscar. E apesar de por vezes vermos alguns pop-in, o motor de jogo consegue oferecer um grafismo bastante acima da média. Está tudo tão detalhado que é possível ver o fato de Batman a deteriorar-se consoante leva facadas e bastonadas, sem que os seguementos de "pancadaria", com inúmeros inimigos no ecrã, façam com que frame rate sofra.

As pequenas liberdades que a Rocksteady teve direito a fazer nas personagens e no mundo em geral vieram, mais uma vez, provar que a produtora sabe o que está a fazer. Relembro que Batman: Arkham City é apenas o terceiro jogo da Rocksteady, e que esta foi a única que conseguiu a proeza de tornar Robin num homenzinho, contrariando a tendência de um jovem rapaz de colãs.

E mesmo quando acabam a campanha, que dura cerca de 12 horas, mais as missões secundárias que duram outras tantas, Batman: Arkham City continua a oferecer motivos para jogar. Para além do "New Game +", temos ainda diversos "challenge maps" com a oportunidade de utilizarmos "modifiers" que nos permitem, entre outras coisas, alterar a quantidade de vida que temos, tornando -o ainda mais desafiante.

É difícil para mim enquanto redactor descrever o quanto Batman: Arkham City é fantástico. Existem tantas coisas para admirar no jogo que só experimentando é que vocês irão conseguir perceber. Ainda assim, penso que a melhor maneira de elogiar este jogo é dizer que quando meto o jogo na PS3, eu sou o Batman.

Graças a este excelente trabalho, Batman: Arkham City tornou-se um inegável candidato a jogo do ano. A Rocksteady conseguiu manter a essência do título anterior, adicionando uns valentes extras que elevaram o super-herói a um novo patamar. A sua narrativa e apresentação conjugada com a representação estelar de indivíduos como o já muito referido Mark Hamill, Nolan North e Kevin Conroy fazem com que Batman: Arkham City seja um jogo RECOMENDADO.


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