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Review de Batman: Arkham City para PC de Eurogamer

por Raziel619, fonte Eurogamer, data  editar remover


Batman: Arkham Asylum representou um marco para os videojogos. Foi o primeiro jogo a provar que os videojogos baseados em super-heróis de banda desenhada podem atingir o patamar da excelência. Afinal, não é por acaso que pela Internet, vemos agora pedidos para que a Rocksteadypegue em outros super-heróis.

A prova desse patamar da excelência, é que não era apenas um jogo para fãs da personagem ou de banda desenhada, qualquer um podia jogar e ficar maravilhado. Não era necessário ter um conhecimento profundo do universo Batman, e ainda assim, os fãs ficaram deliciados. A fidelidade com que a Rocksteady retratou as personagens (Batman e vilões) não só a nível visual, como no comportamento e maneira de falar, o combate simples e espetacular, o enredo bem estruturado e a forma como as engenhocas do Batman podiam ser usadas para resolver os desafios e explorar a ilha de Arkham, tudo isto em conjunto, fez com que Arkham Asylum se tornasse imediatamente memorável.

Em Batman: Arkham City, a Rocksteady voltou a elevar a fasquia e a exceder os limites daquilo que se acreditava ser possível. Uma das primeiras preocupações foi criar algo ainda maior, não só para que uma evolução acentuada fosse possível, como para oferecer aos jogadores mais liberdade. Assim surgiu Arkham City, um local com a mesma função que Arkham Asylum, que é aprisionar todos os criminosos, psicopatas e malucos de Gotham City, mas muito maior.

Praticamente todos vilões populares do universo Batman podem ser encontrados neste local. Em Arkham City vamos encontrar novas caras como Hugo Strange, Two-Face, Penguin, Deadshot, Mr. Freeze, Mad Hatter, Solomon Grundy, e personagens que participaram em Arkham Asylum como Joker, Harley Quinn, Victor Zsasz, Poison Ivy e Bane.

A Rocksteady soube bem lidar com todas estas "estrelas" incluídas no jogo, e todas elas têm direito ao seu tempo de antena, umas mais que outras é claro. O que ajudou neste aspeto, é o jogo ser agora um mundo aberto e estar estruturado como tal. Existem missões que dão continuidade à estória principal, e missões secundárias, que embora não estejam ligadas diretamente à estória principal, são uma parte importante de Arkham City.

Apesar de estarmos agora diante de um mundo aberto, o enredo e a estória não são de menor qualidade ou receberam menos atenção do que em Arkham Asylum, pelo contrário, são até melhores. Desde o começo até ao fim que estória agarra-nos e surpreende, e só mesmo no final do jogo é que desvendamos tudo. E por aqui me fico, a estória é uma autentica caixa de surpresas que devem ser presenciadas na primeira mão.

Para além desta estória fenomenal, sentimo-nos na pele do Homem-morcego. A Rocksteady criou algo tão fiel e tão detalhado que o nível de imersão é enorme. De certa forma, Batman: Arkham City é um pouco como Assassin's Creed. O Batman consegue correr e saltar pelos edifícios, subir a torres enormes e desfrutar da paisagem. A deslocação é bastante fácil, sendo o gancho o acessório mais útil. Independentemente do local onde estiverem, podem simplesmente carregar R1 e subir a um telhado num ápice. A capa, que permite planar, é também igualmente importante na deslocação. Jogando com o subir e descer, é possível planar durante centenas de metros.

O combate continua fabuloso. Não é muito diferente de Batman: Arkham City, isto em termos de sensação e controlos. Todavia, a Rocksteady melhorou-o adicionando novas animações e novos inimigos para derrotar. As animações são do melhor que já se viu nos videojogos, e os movimentos/ataques do Batman (e Catwoman, da qual falarei mais adiante) são de uma autenticidade incrível.

O número de inimigos com que conseguimos lidar ao mesmo tempo, ou melhor, esquivar, é três, enquanto que em Arkham Asylum era apenas um. E a adição de novos inimigos, como um bruta-montes só com um braço equipado com uma marreta, ou ninjas equipados com katanas, cria um maior desafio e variedade na jogabilidade. Outra novidade são as armas brancas que obrigam Batman a esquivar-se de uma forma diferente. Não basta apenas carregar triângulo, há que pressionar nesse botão continuadamente e carregar "trás" até ao ataque acabar.

Para lidar com estas novas ameaças, Batman tem também novos ataques especiais ao seu dispor. É possível partir, ou desmontar se for uma pistola, as armas do inimigos tornando-a completamente inutilizável, ou então, atordoar todos os que nos rodeiam ao libertar morcegos da nossa capa.

Algumas das engenhocas de Arkham Asylum regressam juntamente com algumas novas. Para a progressão da estória principal, continuam a ser essenciais para ultrapassar e alcançar determinadas áreas, mas onde serão mais úteis, serão nos desafios do Riddler que regressam em força. Esqueçam Arkham Asylum, os desafios são bem mais complicados e requerem as habilidades físicas, engenhocas do Batman e a vossa perspicácia para serem resolvidos. Os desafios estão espalhados por toda Arkham City, seja no interior dos edifícios ou no exterior. Uma função bastante útil, tendo em conta que é um mundo aberto, é poder marcar um desafio quando o encontramos e ainda não o conseguimos resolver. Assim, no futuro será possível regressar ao local sem grande dificuldade.

O modo detetive é outro dos elementos que regressa de Arkham Asylum. O seu uso permanece essencial nas secções de stealth e para encontrar os desafios de Riddler escondidos por Arkham City. Para seguir pistas é também de grande importância, e uma das novidades introduzidas, é determinar a trajetória de uma bala, permitindo a Batman encontrar o local onde foi disparada.

Mesmo sendo algo incrivelmente útil, é importante sair do modo detetive para apreciar toda a beleza visual de Arkham City. Quer dizer, Arkham City é um local sujo, perigoso e sombrio, a beleza está na forma como tudo foi retratado, dando a sensação que estamos verdadeiramente dentro do universo Batman. Tudo foi feito de forma pormenorizada, e a Rocksteady não se preocupou somente com o aspeto exterior da cidade, pois os interiores dos edifícios são igualmente detalhados. E depois temos claro a fluidez como tudo se desenrola. O combate, as animações, as falas e expressões faciais, tudo parece estar em perfeita sintonia.

Para além do Batman, Arkham City oferece a possibilidade de jogarem na pele de Catwoman (para os compradores em primeira mão). Durante partes específicas da estória, trocaremos para esta personagem, e a sensação é tão soberba como jogar com o Batman. Todo o carisma e sensualidade de Catwoman estão presentes, seja na forma como se movimenta ou na elegância como despacha os inimigos. É uma personagem bem mais simples que Batman, não tendo nenhum acessório ao seu dispor para além do seu chicote, mas aí que está a sua beleza.

Depois de terminarem a estória, ainda há muito para fazer. Podem concluir as missões secundárias que deixaram para trás, completar todos os desafios do Riddler ou então começar a jogar de novo com todas as melhorias no "New Game Plus". Para quem procura alguma competição, há sempre o modo challenge (agora chamado Riddler Revenge) onde podem competir pela melhor pontuação nas missões de combate e de stealth.

Depois de duas páginas de elogios, devem estar a questionar-se se existe algo de errado com o jogo. Se existe, não encontrei. Ou se calhar estou demasiado maravilhado com tudo aquilo que o jogo faz de forma exemplar. Quer isto dizer que Batman: Arkham City é um jogo perfeito? É uma afirmação arrojada, mas se não o é, anda lá muito perto.


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