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Review de Rise of Nightmares para X360 de E-Zine/MyGames

por Anônimo, fonte E-Zine/MyGames, data  editar remover




O Kinect é o sensor de movimentos da Xbox 360 que apesar de ter tido uma recepção algo positiva, teve um número de vendas muito positivo. Usando apenas os movimentos do nosso corpo, ou mais precisamente, dos nossos braços, vamos interagir com o jogo em questão, oferecendo uma experiência diferente, e fisicamente mais desgastante. Até agora, não existiam jogos que oferecessem uma experiência mais adulta ou séria para o Kinect, mas com o lançamento de Rise of Nightmares da SEGA, tudo muda. Com uma certa inspiração em filmes como Saw, Rise of Nightmares é um survival-horror que tira partido de maior parte das funcionalidades do periférico da Microsoft, mas que também oferece novas ideias interessantes que possam ser utilizadas em novos jogos que requeiram o Kinect.

Em Rise of Nightmares, vamos seguir a história de Josh, um jovem que se encontra em recuperação de um problema grave com o álcool, e que vai passar umas férias com a sua mulher Kate na Roménia. Tudo parece estar a correr bem até certa altura em fazem uma viagem de comboio no país. Josh parece estar a sucumbir novamente ao álcool, e a sua namorada descobre, mas os seus problemas pessoais deixam de ser importantes após testemunharem um acontecimento atroz. Uma figura estranha e enorme, ataca o comboio, raptando Kate e matando vários dos seus passageiros de uma maneira brutal, e causando um grave acidente posteriormente. Josh e alguns dos sobreviventes sobrevivem ao acidente, e dirigem-se para uma mansão que encontram, na tentativa de procurar abrigo. Mal sabem que esta mansão encontra-se habitada pelo doutor Viktor, um psicopata que mistura seres humanos com máquinas, criando uma espécie de mortos-vivos biónicos. Josh acaba por descobrir que Kate está na mansão, e irá fazer de tudo para salvá-la.


Usando uma história remota, o jogo irá demonstrar-nos os controlos, no qual o Kinect é o único controlador usado durante o jogo todo. Ao girarmos o nosso corpo com a cintura para os lados, a nossa personagem irá fazer o mesmo, sendo desta maneira que iremos gira-la. Para andarmos, vamos precisar de colocar um pé à frente, e quanto maior for a distância que dermos, maior é a velocidade da personagem, algo que é bastante estranho, visto que mesmo na mais alta velocidade, esta move-se a uma velocidade lenta. Para interagirmos com todo o tipo de objectos, alavancas ou portas, precisamos de apontar com a nossa mão para o sítio pretendido, e após escolhermos, vamos fazer o movimento necessário para activá-lo, como por exemplo, fazer o movimento de abertura de uma porta, para abrirmos uma porta, movimento de activação de uma alavanca, para activarmos uma alavanca, e afins. Para atacarmos, vamos ter várias armas espalhadas pelo chão, e devidamente assinaladas, e com uma simples pose de luta com os braços, a personagem prepara-se também para combater, no qual vamos ter que fazer os movimentos de ataque adequados à arma que possuímos.


Noutras ocasiões específicas, vamos ter que efectuar acções mais específicas, como correr, fazer silêncio total (visto que o Kinect possui um microfone interno), limpar os nossos braços rapidamente de sanguessugas e afins. Verdade seja dita que as técnicas inseridas são bastante frescas e abrem novas possibilidades para futuros jogos que necessitem do Kinect, mas em Rise of Nightmares, parece que estamos a controlar um enorme tanque com um volante super sensível. A tarefa de conseguirmos movimentar a nossa personagem pelo cenário, bem como evitar algumas armadilhas, é bastante desgastante, e torna a experiência enfadonha a longo prazo. Felizmente, a SEGA colocou uma opção que faz com que a consola controle sozinha a nossa personagem, evitando que estejamos sempre com um pé à frente do outro. Com o simples levantar do braço direito, ao estilo polícia sinaleiro, a consola controla a nossa personagem para o nosso objectivo, bem ao estilo on-rails. Em zonas com inimigos, a opção estará desligada para que consigamos derrotá-los primeiro.


O combate também foi de uma certa facilitado, no qual o jogo irá focar-se automaticamente num inimigo para que consigamos atacar sem problemas de apontar. Apesar de acessível, isto poderá causar algum transtorno, visto que ao focarmo-nos num inimigo, ficamos susceptíveis a ataques laterais de outra. Isto fica ainda mais agravado, visto que não existe maneira de alterarmos a mira automática, no qual esta só focará noutro inimigo, quando conseguirmos matar o que foi marcado. Uma das poucas maneiras de corrigir isto baseia-se em fazer grandes movimentos de ataque, que consigam abranger maior parte do nosso campo de visão, podendo acertar em inimigos que tentem atacar-nos de lado. Se mesmo assim, acham que estão a ficar sufocados de inimigos no ecrã, podem sempre fazer um movimento de pé ao estilo Rei Leónidas do filme 300, para atordoarmos o inimigo que estiver à nossa frente.


Graficamente, podemos dizer que a SEGA não se esforçou minimamente para tentar fazer um jogo exuberante, mas encontra-se num patamar aceitável de qualidade gráfica. Os inimigos e personagens encontram-se simplesmente credíveis, com efeitos de água e sangue também bastante credíveis. Certas situações no enredo são pura e simplesmente caricatas, pela negativa, como um inimigo escondido atrás de uma caixa, e assim que nos aproximamos levanto os braços e berra como se tentasse assustar uma criança, e isto não é ajudado pela actuação de voz fraca. Algumas linhas de texto não são efectuados com ênfase, como os gritos de uma vítima do doutor Viktor a ficar sem mão, e não ajudam à apresentação do jogo. Para além das actuações de voz, a música está também demasiado básica, onde as alturas de maior pressão, baseiam-se em versões electrónicas da famosa cena do chuveiro de "Psycho", o filme de Alfred Hitchcock.

No cômputo geral, Rise of Nightmares podia ser quase considerado como um teste para novas maneiras de interagir com o Kinect, mas como o jogo até é algo favorável, consegue oferecer a curto prazo uma experiência simples e até aterradora, visto que apesar da SEGA não apostar muito no departamento gráfico, não poupou na violência.


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