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Review de Baroque para Wii de E-Zine/MyGames

por Anônimo, fonte E-Zine/MyGames, data  editar remover


Após uma estreia na Sega Saturn e posterior adaptação à PlayStation, Baroque cedo ganhou um lugar no seio dos amantes de roguelikes. Para quem nunca ouvi falar do termo roguelike, ele define tradicionalmente os RPG que se baseiam na descida ou subida a uma torre, cujas salas são geradas aleatoriamente, e sempre que o herói é derrotado regressa ao primeiro nível, despido de todos os seus haveres. Esta definição remonta a 1980 e ao jogo Rogue, cujas premissas era exactamente essas.

Um dos pergaminhos mais apreciados em Baroque é o seu enredo, que alias já lhe granjeou a adaptação para manga. Desprovidos de qualquer memória, o personagem principal tem de atravessar um mundo distorcido, gerado pelo Mad God, fruto dos pecados do homem contra a humanidade e natureza. ?? assim que nos encontramos às portas de uma torre enorme, repleta de criaturas alteradas pela mencionada loucura e que atacam sem misericórdia.

A tarefa em Baroque é chegar ao derradeiro nível e eliminar o Mad God. Como qualquer RPG, a nossa personagem irá evoluir e recolher um número obsceno de itens durante a sua estadia. Espadas, armaduras, injectáveis, artefactos e alimentos, todos eles serão indispensáveis para a nossa sobrevivência. Até porque, se morrerem, sendo um roguelike já sabem o que vos espera ??? começar tudo de novo!

Para nos mantermos vivos e em forma há que saber gerir bem os dois pontos principais do nosso estado físico, a vitalidade (VT) e os pontos de vida (HP). Sempre que a VT estiver acima de zero, recuperamos HP. Sempre que a VT estiver abaixo de zero, perdemos HP. Como a melhor maneira de manter a VT em cima é eliminar monstros e apanhar os seus cristais, gera-se uma dinâmica que nos urge a movermo-nos rapidamente e a matar tudo o que se mova. Uma espécie de grinding forçado (obrigatoriedade em matar todos os monstros), mas que os fãs do género aprenderam a apreciar.

Outro ponto que irão apreciar em Baroque é o facto de poderem marcar cinco itens para estarem disponíveis à entrada da torre caso sejam derrotados e tenha que recomeçar. Apesar do transtorno de tanto backtracking (voltar a passar pelas mesmas áreas de jogo), o facto de podermos manter os nossos itens mais valiosos torna tudo menos penoso. Na torre encontrarão imensas espadas e roupagens, que conferem algum estilo extra e também mais poder à nossa personagem. No entanto, rapidamente tudo se torna muito repetitivo. Os inimigos não passam de exércitos de clones, cada grupo com uma táctica de ataque, que, caso não tivéssemos uma visão do campo de batalha tão disfuncional, seria extremamente fácil e monótona de lidar.

Contudo, dado que a câmara de jogo dificulta-nos imenso a vida, muitas vezes somos apanhados desprevenidos, o que torna Baroque muito mais difícil do que seria sem esse problema. O próprio grafismo não ajuda. Pobre em detalhe, esconde passagens na monotonia dos cenários, obrigando-nos a vigiar constantemente o mini-mapa à procura das saídas. Tudo parece datado, saído de tempos há muito expirados. Em poucas palavras, Baroque é um jogo feio. A sua componente sonora é razoável, mas deixa-nos entregues a silêncios ensurdecedores, de onde transpiram apenas os sons repetitivos dos nossos ataques. Com uma mecânica de jogo que inspira ao combate, é pena que a banda sonora não dê uma ajuda extra.

Se gostam de roguelikes e já esgotaram os níveis dos recentes Mystery Dungeon, poderão obter aqui algum prazer adicional. Contudo, para os menos puristas ou que simplesmente apreciam a qualidade acima de tudo, o melhor será mesmo esperar por Diablo III. O mundo de Baroque continua a evoluir e esperamos que no futuro a estrutura do jogo evolua de forma condizente.


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