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Review de The Legend of Zelda: Ocarina of Time 3D para 3DS de E-Zine/MyGames

por Anônimo, fonte E-Zine/MyGames, data  editar remover


Os videojogos foram criados essencialmente como uma forma de diversão, passatempo e competição entre amigos, porém, com o passar dos anos, estes foram assumindo formas além destes simples padrões, passando a procurar por um visual cada vez mais próximo do real, ou até ao ponto de criar o seu estilo próprio, digno de ser apelidado de arte.

Já passaram quase quinze anos desde que a Nintendo 64 chegou ao mercado e mesmo com a existência da Playstation e da Sega Saturn, ainda nenhuma destas consolas tinha consolidado ou idealizado um mundo totalmente tridimensional, ao mesmo tempo que conseguia ser um rombo de criatividade e impacto visual. Super Mario 64 foi o primeiro a tentar, mas apesar da sua mestria, foi com The Legend of Zelda Ocarina of Time que o cenário mudou de figura e os videojogos nunca mais voltaram a ser os mesmos.

Visto como um dos melhores jogos de todos os tempos e uma das aventuras mais bem construídas até hoje, era de estranhar que a Nintendo nunca tivesse dado uma roupagem nova a The Legend of Zelda Ocarina of Time.
Volvidos quase treze anos, o nascer da Nintendo 3DS trouxe consigo a promessa de um remake de Ocarina of Time, agora com visuais melhorados e mais algumas novidades. Mas como seria de esperar, um remake de um clássico é um risco enorme, pois existe um padrão de qualidade a manter e todo um legado de fãs a respeitar.
Será que a Nintendo e a Grezzo conseguiram revitalizar The Legend of Zelda Ocarina of Time, de forma a agradar aos novos jogadores, sem desagradar aos veteranos?

Como grande fã e coleccionador de The Legend of Zelda, quase todos os jogos da saga passaram pelas minhas mãos, mas apesar da minha grande adoração por The Legend of Zelda Majora???s Mask, este fica poucos pontos à frente de The Legend of Zelda Ocarina of Time, como dois dos meus jogos favoritos de sempre.
Depois de ter terminado The Legend of Zelda Ocarina of Time por duas vezes e ainda outra na sua versão Master Quest, foi com algum receio que deitei mãos a The Legend of Zelda Ocarina of Time 3D. Afinal não era o facto de ter melhorias que me preocupou, pois fazer melhor que o original era difícil, mas sim, se as alterações pudessem ter destruído o original.

Felizmente, o resultado final ficou bem longe do que eu imaginava, além do upgrade visual, muito pouco foi alterado em relação ao original. As casas e personagens continuam no seu lugar, as masmorras descrevem os mesmos padrões e desafios e o mundo continua a portar-se da mesma forma que a minha memória consegue recordar. Será isto bom? Certamente, pelo menos para os fãs do original, quanto aos jogadores que chegaram agora, há muito que explicar.
Cliquem aqui para ver mais imagens de The Legend of Zelda Ocarina of Time 3D
Caso sejam novatos em The Legend of Zelda, The Legend of Zelda Ocarina of Time 3D conta-vos a história de Link (ou o nome que lhe quiserem dar), um rapaz da floresta que vive amedrontado com pesadelos de uma figura negra. Certo dia, a grande Deku Tree, a árvore da vida e líder da aldeia dos Kokiri chama Link à sua presença e informa-o que um homem maligno com o nome Ganondorf está prestes a roubar o poder do Triforce, um objecto sagrado de extremo poder, e com ele planeia conquistar o mundo.

Assim, Link é incumbido da missão de parar o mal com o uso de três pedras sagradas, assim como ajudar a princesa Zelda neste processo.
A história não se fica por aqui, e podem contar com algumas surpresas e reviravoltas pelo caminho que vos vão levar aos quatro cantos de Hyrule, seja a pé, ou a galope, com a ajuda da fiel equídea, Epona.

Visto em termos puros e duros, The Legend of Zelda Ocarina of Time 3D é uma aventura com vários elementos de um RPG de acção.
Link passa quase toda a totalidade da aventura de espada na mão, havendo alguns intervalos onde é necessário resolver puzzles antes de poder progredir. Estes puzzles estão normalmente relacionados com o último item apanhado, ou a referências feitas por outras personagens que conhecem ao longo da aventura.

Para The Legend of Zelda Ocarina of Time 3D, poucas alterações foram feitas a nível de jogabilidade. A mais notória será certamente a utilização da câmara consola, que permite apontar a câmara na primeira pessoa (e em alguns casos, na terceira pessoa) de forma muito mais livre e prática, funcionando na maior parte das vezes, como uma forma de apontar com maior precisão.
Outra grande diferença vista, é a utilização do ecrã táctil para uma interacção mais simplificada com os novos menus, que foram renovados para esta versão. Agora são sempre acompanhados do mapa, dos botões de rápido acesso a objectos, ou páginas diferentes do menu, até a Ocarina pode ser ???tocada??? ao carregar nos botões do ecrã táctil.

Claro que o ecrã táctil é uma boa forma de facilitar a interacção com os menus, mas a sua utilidade é algo duvidosa, pois poucos são aqueles que vão querer jogar The Legend of Zelda Ocarina of Time 3D com o estilete na mão (não dá muito jeito), levando de imediato ao carregar do ecrã com os dedos que estiverem mais próximos.
Cliquem aqui para ver os vídeos de The Legend of Zelda Ocarina of Time 3D
Além da história principal, The Legend of Zelda Ocarina of Time 3D é um bom exemplo de um jogo que aproveitou da melhor forma todo um mundo tridimensional para introduzir um leque de zonas altas e subterrâneas, assim como missões alternativas para fazer, partindo das simples lojas de tiro ao alvo, chegando até à entrega de máscaras ou a demanda épica de matar 100 aranhas douradas espalhadas pelo mundo.

Como já foi referido, The Legend of Zelda Ocarina of Time 3D é um refazer em grande parte do visual de do Ocarina of Time, e não há dúvida que muita coisa foi melhorada. Os cenários estão visivelmente mais bonitos, detalhados e pormenorizados, havendo distinção entre as ervas dos arbustos, e cada um dos dedos de Link.
Falando em Link, este foi um dos elementos que sofreu mais melhorias, estando a anos luz do a sua versão quadradona do jogo original. O mesmo não se pode dizer de todas as personagens restantes, pois muitas delas não sofreram os retoques necessários que uma Nintendo 3DS consegue oferecer.

Em relação ao 3D, ainda foram poucas as vezes que recomendei jogar um jogo por inteiro com esta função ligada, mas com The Legend of Zelda Ocarina of Time 3D o caso muda de figura. Não é um jogo que deva ser jogado com o 3D no máximo, mas jogar com o 3D, pelo menos no mínimo, vai oferecer aos veteranos uma nova camada de espectacularidade ao mundo de Hyrule que vale bem a pena ser visto. A minha recomendação, joguem sempre com o 3D no mínimo nas zonas de acção e exploração e retirem sempre que houver longas conversas.

Em relação ao trabalho sonoro, não há muito a dizer de The Legend of Zelda Ocarina of Time 3D, afinal, estamos a falar de uma banda sonora clássica, galardoada e com algumas das músicas mais mágicas dos videojogos feitas até hoje. Músicas como a Saria???s Song e Zelda???s Lullaby voltam a infiltrar-se na cabeça após uma sessão de jogo.
Quanto aos sons, também pouco ou nada mudou, com as personagens a fazer barulhos ao bom estilo de da série Zelda e tal como no Ocarina of Time original.

Como já devem ter percebido, The Legend of Zelda Ocarina of Time 3D é uma demanda épica, com várias horas de jogo para conquistar e outras tantas missões alternativas para fazer, o que estende uma sessão de jogo até bem perto das 50 horas caso tentem fazer tudo. De qualquer forma, The Legend of Zelda Ocarina of Time 3D ainda inclui a aventura Master Quest, que é desbloqueada após o término do jogo principal e um modo Time Trial com os bosses da aventura. Caso não conheçam a Master Quest, este é uma versão muito mais difícil e com novos puzzles da história original, que vale bem a pena experimentar.

Infelizmente, The Legend of Zelda Ocarina of Time 3D não está isento de problemas, e estes surgem em alguns pontos. Para começar, a câmara não foi melhorada mesmo após estes anos e o Z-Targeting (agora feito com o L) não funciona sempre da melhor forma.
Por vezes, realizar um puzzle que abre uma porta coloca Link a descrever estranhos círculos sobre si próprio, e os bugs dos cenários continuam a mostrar um mundo vazio além das paredes.
Outro ponto negativo vai também para o analógico, não pelo seu funcionamento, pois acaba por ser melhor que o da Nintendo 64, mas sim por causar algum desconforto quando é necessário percorrer longas distâncias.



Por fim, falta falar dos gráficos, que apesar de renovados e muito bem-criados, já foi visto bem melhor na Nintendo 3DS, em jogos como Super Street Fighter 4 3D Edition e Dead or Alive Dimensions, que se aproximam muito mais da actual geração do que The Legend of Zelda Ocarina of Time 3D que está mais próximo do visual das 128 Bits.
De qualquer forma, o visual renovado é luxurioso e a arte continua tão impressionante como na altura.

?? no mínimo curioso ver como após treze anos, The Legend of Zelda Ocarina of Time ainda consegue ser um jogo perfeitamente jogável e actual, com uma progressão divertida e bem estruturada. Dei por mim a jogar o jogo por horas a fio, e a pensar que já tinha terminado este jogo por várias vezes, que podia muito bem ir jogar outra coisa mais actual ou até nova, mas só o fim da bateria da Nintendo 3DS me conseguia fazer pousar a consola.

Dead or Alive Dimensions já o havia feito, mas com The Legend of Zelda Ocarina of Time 3D, já existe mais uma boa razão para comprar a Nintendo 3DS. Pode não ter o brilho de antigamente e já estar atrás de vários jogos em diversos planos, mas um clássico é sempre um clássico, por isso agarrem no vosso fato verde e na Nintendo 3DS e visitem (ou regressem a) Hyrule, não se vão arrepender de forma alguma.


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