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Review de Child of Eden para X360 de E-Zine/MyGames

por ShadowsGamer, fonte E-Zine/MyGames, data  editar remover


Os Shooters são um género com muito tempo de existência, existência, esta que remonta já desde o tempo do clássico Space Invaders nas arcadas, ou até Battlezone, um género que ao longo do tempo foi evoluindo e criando vários sub-géneros como os FPS, Scrolling Shooters ou até os On-Rail Shooters, sendo este último, o tipo de jogo que vamos analisar em seguida. Criado pelas mãos de Tetsuya Mizuguchi, developer responsável por títulos muito conhecidos como Sega Rally Championship, Space Channel, Lumines e até Rez, eis que nasce Child of Eden, um shooter que pode ser considerado como um sucessor espiritual deste último, mas que se mostra algo diferente e inovador.

Em Child of Eden, vamos ser apresentados à história de Eden (o mesmo sítio onde Rez se decorre), um sistema de internet e inteligência artificial futurista que guarda todo o tipo de memórias da humanidade, e onde vive uma rapariga virtual de nome Lumi. Inesperadamente, um vírus ataca Eden e compromete a segurança de Lumi, os quais temos que salvar para restaurar a paz em Eden.



Child of Eden é um shooter bem semelhante a Rez, só que ao contrário dele, não vamos disparar com uma personagem na terceira pessoa, aqui vamos ter apenas uma mira no ecrã para derrotar inimigos e abrir caminho. A progressão do jogo é feita de uma maneira on-rails, na qual somos levados involuntariamente pelo cenário a dentro, enquanto limpamos o máximo de caminho e tentamos eliminar todo o tipo de objectos e seres hostis. Na verdade, quando disparamos sobre algo, não estamos a matar, mas sim a purificar dos vírus que os infectou.

Os inimigos que aparecem para nos destruir, costumam apresentar uma cor roxa ou amarela e dirigem-se na nossa direcção para atingir-nos. Vamos ter três tipos de ataques disponíveis: um deles que se baseia num simples disparo de tiros, que pode ser um ataque rápido mas faz pouco dano; um ataque ao género Lock-On, no qual vamos poder marcar vários alvos com este botão carregado, e ao soltarmos são lançados vários mísseis para os alvos em questão; e o último, de nome Euphoria, um ataque muito mais forte que elimina praticamente todos os seres do ecrã, e ao contrário dos anteriores, precisamos de apanhar este ataque durante o jogo. Para além de apanharmos o ataque Euphoria, durante a viagem, podemos recuperar também a nossa energia, apanhando power-ups que vão aparecendo.



Para uma experiência diferente, podem sempre experimentar Child of Eden com o periférico Kinect, dando uma vertente mais acessível a todo o tipo de jogadores. Child of Eden tira bom partido do periférico Kinect, oferecendo uma mecânica muito simples, no qual vamos usar o nosso braço esquerdo para usar o ataque com Lock-On, e o braço direito para usar o ataque com tiros simples, sendo de frisar que apenas um ataque pode ser usado de cada vez. Para usar o poder Euphoria, o jogador terá que levantar simultâneamente os dois braços, no qual irá disparar o ataque.

Para além da própria jogabilidade, é possível navegar pelos menus do jogo usando o Kinect, sendo que a mecânica adoptada, é semelhante à usada no dashboard da Xbox 360. Infelizmente, no que toca à longevidade, é possível repetir os níveis que terminamos, mas a totalidade destes é muito pequena, dando uma fraca longevidade.



A apresentação em Child of Eden é sem dúvida um dos pontos mais positivos de todo o jogo, mostrando-se muito atraente, bastante psicadélica, e que encaixa perfeitamente com a música envolvente, ao qual não aconselhamos a jogadores que possuam historial de epilepsia ou que sejam sensíveis a jogos com este tipo de apresentação.

Cada um dos níveis possui um tema principal que iremos atravessar, e que vão variar entre temas cibernéticos, aquáticos, mecânicos ou até de natureza, que com a progressão do nível em questão, vamos poder ver vários inimigos, cenários ou até bosses, alusivos a este tema, estando estes muito bem conseguidos e bem trabalhados.

A sonoplastia é outro ponto muito bem conseguido, que encaixa na perfeição com o jogo, e onde vários sons são desencadeados pelos nossos ataques, levando-nos esporadicamente a disparar de propósito para o nada, só para ouvir uma certa batida encaixar na banda sonora. A banda sonora ficou a cargo da banda nipónica Genki Rockets, e com o seu perfil electrónico, assenta como luva em Child of Eden.


Child of Eden é um shooter bem conseguido por Tetsuya Mizuguchi, e que oferece uma experiência imensa no que toca interacção entre jogador e jogo, colocando-nos na primeira pessoa desta aventura. Infelizmente, a longevidade não favorece o jogo, mas daquilo que jogamos, acabamos por ficar bastante satisfeitos. Se possuem um Kinect, então este jogo é uma mais valia para o vosso periférico, tirando bom partido e oferecendo uma experiência algo diferente da do comando.



Pontos Fortes

- Apresentação muito bem conseguida
- Banda sonora fantástica
- Mistura entre os dois pontos acima descritos
- Compatibildade com o Kinect boa

Pontos Fracos

- Fraca longevidade


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