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Review de Killzone 3 para PS3 de GameVicio

por PixelGeek, data  editar remover


Introdução

Quando o primeiro Killzone foi anunciado, ele carregava as esperanças da Sony de criar um jogo de tiro capaz de rivalizar com Halo. A gigante japonesa se referia ao projeto ? conduzido pelos holandeses da Guerrilla ? como ?Halo Killer?. Killzone acabou tendo uma recepção medíocre por parte do público e imprensa. Alguns anos depois a Sony usou a mesma estratégia, tentando criar um hype em torno de sua maior esperança. O trailer de apresentação de Killzone 2 ? totalmente pré-renderizado ? foi vendido como uma demonstração do poder do Ps3. Mais dois anos se passaram e Kz2 chegou as lojas com visuais muito distantes da promessa inicial. Killzone 3 é, talvez, o primeiro game da série que não vem carregado de falsas expectativas. O público já sabe o que esperar da franquia da Guerrilla, e ela já possui o seu grupo de fãs. A missão de Killzone 3 tornou-se portanto mais justa e realista; não é mais ?matar Halo?, é simplesmente ser o FPS polido e grandioso que a Sony sempre sonhou.

História

A história começa exatamente onde o capitulo anterior terminou. Com a morte de Visari, a guerra não acaba. Pelo contrário. O governo Helghan racha e duas facções tentam demonstrar que são as mais adequadas para suceder o grande líder do planeta. E o que seria melhor do que varrer da existencia os assasinos do falecido líder? Se você jogou Killzone 2 sabe o quão frágil é o roteiro do game. Os personagens são caricatos e irritantes e somente o final ? que deixa no ar questionamentos sobre destruição que a vingança pode causar ? tem alguma relevancia emocional. ?? portanto triste observar que a Guerrilla soube sugerir uma trama mais densa porém definitivamente foi incapaz de executar esta idéia. Rico continua sendo um dos mais irritantes protagonistas da história dos videogames e a suposta tensão entre ele e o Capitão Narville é tão empolgante como uma sessão novelesca de Vale a Pena ver de novo. Ao menos Sev ? o outro protagonista e avatar do jogador na história ? continua sendo uma figura carismática, heroica e de fácil identificação. Apesar de minhas críticas ao raso escopo narrativo de Killzone 3, é justo destacar que a trama se desenrola de modo mais elegante que no jogo anterior. A Guerrilla conseguiu criar belas sequencias de ação e as ótimas expressões faciais dos modelos 3D contribuem para que a experiencia ? se não cartastica ? ao menos seja uma agradável viagem de ação.

Gráficos

Graficamente Killzone 3 é um colírio para os olhos de qualquer gamer. A paleta de cores abandonou o cinza insistente dos dois primeiros jogos da franquia. Durante as 6 horas de jogo, você será levado a regiões geladas, ferro velhos amarelados, desertos banhados por energias luminosas e esverdeadas, estações espaciais lotadas de vidro e metal? Tudo com um design artistico ainda melhor do que antes, o que é um feito considerável quando lembramos a excelencia dos trabalhos anteriores do estúdio holandês. As texturas de pele são o único ponto negativo no que diz respeito ao visual do game. ?? nítido que a abordagem do título não é realista, mas a pele dos personagens é excessivamente rústica e borrada.

Áudio

A trilha sonora possui qualidade, mas não espere originalidade ou algum tema marcante. Séries como Halo, Metal Gear, Gears of War e Uncharted, conseguiram criar identidades sonoras quase cinematograficas, fazendo como que consigamos identificar seus temas com imediatismo dada a qualidade da trilha.Este não é o caso de Killzone 3. Como console temos um bom design de som e uma mixagem excelente. A dublagem americana melhorou significativamente em relação ao game anterior mas ? novamente ? não se trata de um trabalho memorável.


Conclusão

Minha maior crítica aos dois primeiros Killzone eram a monotonia de sua campanha. A progressão linear, acompanhada da ausencia de momentos de impacto tornava toda a experiencia um tanto sonolenta. Este não é o caso de Kz3. A Guerrilla criou uma imensa variedade de ambientes e situações a serem exploradas o que tornou a aventura muito mais fluida e empolgante. Só não espere criatividade já que este não é o forte do estúdio holandês. Kz3 traz sequencias praticamente transplantadas de alguns sucessos da Microsoft. Em um dado momento Sev descobre que os humanos estão sendo capturados pelos Helghan. Logo em seguida ele presencia ? horrorizado ? o triste destino dos prisioneiros. Parece familiar? Se você jogou Gears of War 2, tenho certeza que sim. Não há aqui, entretanto, um momento de conexão emocional profunda como no jogo da Epic. Enquanto em Gears 2 temos o marcante suicidio de Kalisto e o pesadissimo encontro entre Dom e Maria como marcos narrativos de choque, em Killzone 3 isto se resume a um homem explodido por uma nova arma inimiga? A inspiração na obra da Epic não para por ai. Em determinado momento, Rico e Sev usam a indumentária inimiga para infiltra-se nas linhas Helghan. Parece com algo que você jogou em 2008 não é?
Halo também é ?homenageado?. Assim como em Reach, Killzone 3 usa uma batalha espacial como um de seus momentos críticos. Infelizmente trata-se do trecho mais fraco do game, que abandona suas mecânicas sólidas e competentes de FPS para abraçar uma experiencia sobre trilhos baseada em tentativa e erro. Esta conclusão é ainda mais grave quando se leva em consideração que, momentos antes, o jogo apresentou seu melhor momento. Uma batalha emocionante contra um mecha (robô) gigante. A batalha é muito, muito bem conduzida e visualmente arrebatadora. Se torna deprimente ter que enfrentar um final tão anti-climático após aquele que é, claramente, o melhor momento da história da série. Ah, você gostou de usar o jetpack em Halo? Saiba que ele também dá as caras em KZ3?
O balanço final da experiencia singleplayer é de um sucesso modesto. Claramente temos uma experiencia mais equilibrada, empolgante e divertida ? usando da mesma fórmula de Call Of Duty. A IA dos inimigos é boa. O design dos ambientes funcional e a mecanica de tiro de Killzone 3 continua uma das mais gostosas da geração. Infelizmente falta ousadia e criatividade e estas não são caracteristicas que se possam aprender. Ou se tem, ou não. Após sete anos e três jogos, já sabemos em qual caso a Guerrilla se enquadra.
Assim como no título anterior é no Multiplayer que Killzone 3 é verdadeiramente empolgante. O sistema de classes e evolução continua absolutamente brilhante. Todas as classes possuem habilidades interessantes e visualmente excitantes e quando combinado a constante sensação de evolução persistente ?á lá RPG? temos um título multijogador que beira a perfeição. ?? estupidamente bonito, delicioso de jogar, cheio de alternativas e com mapas desenhados com astúcia. Os únicos pontos negativos são a pouca quantidade de mapas disponiveis, mas isto não deve impedir que você se esbalde em uma das melhores experiencias de tiro competitivo nesta geração.
Sete anos se passaram desde o primeiro Killzone e algo está mais claro que nunca: a franquia da Guerrilla nunca possuirá a elegancia narrativa de Halo nem sua incrivel capacidade de conectar-se ao fã de ficção cientifica. A Guerrilla simplesmente não é uma boa contadora de histórias. Felizmente também fica claro que ? apesar da imensa falta de criatividade dos holandes ? Killzone é uma série que marca por um design visual impecável, gráficos tecnicamente sensacionais e um multiplayer capaz de competir com qualquer um dos queridinhos da geração. Se você é fã de um FPS competitivo, não há nenhuma justificativa razoável para perder KZ3. Se você procura uma boa história em videogames entretanto, é melhor procurar em outro lugar.


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