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Review de Resistance 2 para PS3 de Eurogamer

por Anônimo, fonte Eurogamer, data  editar remover


Se há nome que os jogadores Playstation 3 aprenderam a respeitar desde que a consola foi lançada, esse nome é Insomniac Games. A companhia liderada por Ted Price ameaça chegar a um ponto onde pode ser considerada como sinónimo de Playstation 3, tal é qualidade e o talento revelado nos seus trabalhos. A Insomniac já conta no seu currículo com dois títulos, e um pequeno título, para a Playstation 3 e agora é chegada a hora de recebermos o seu título de terceira geração para a Playstation 3, Resistance 2.

Não é de estranhar que sempre que se ouça o nome Insomniac as cabeças se ergam e os corações palpitem de esperança pois são eles os que mais dotes tem revelado na hora de aproveitar as capacidades da consola e por entre más prestações e maus portes, os seus jogos conseguem ser uma lufada de ar fresco com grande qualidade, fruto de uma boa dose de talento e poucos são os que ainda estão alheios a isso. Desde os primórdios em que a Playstation Network era ainda um serviço pobre e em crescimento, a Insomniac já mostrava alguma compreensão sobre como a usar e isso resultou no imprevisto sucesso de Resistance: Fall of Man. O jogo que deu aos fãs de uma Playstation 3 uma espécie de iniciação ao mundo dos jogos online, aos combates de clãs e ao jogar por divertimento com amigos, até um máximo de 40 numa sala. Desde que Resistance foi lançado muito mudou e evoluiu e agora vamos saber o quanto.

Em Resistance 2 vamos assistir ao intensificar da luta da humanidade contra as quimeras e depois da luta na Europa, começa a invasão da América. Nathan Hale deve proteger a humanidade lutando contra os invasores e pelo meio tem que garantir que não se torna num deles. Não vamos adiantar nada sobre a história que possa estragar a vossa experiência, apenas vamos referir que Resistance 2 tem início exactamente onde o original termina.
'Resistance 2' Screenshot 2

Nathan Hale tem a missão de salvar a humanidade e tentar garantir que não perca a sua durante o processo

Isto é o ponto de partida para uma campanha arrebatadora e incrível cujo tom épico ergue-se a um nível apenas equiparável à necessidade da humanidade resistir. Vamos percorrer várias cidades Americanas completamente devastadas pela invasão numa tentativa de restituir esperança. Repleto de secções fantásticas e de momentos que nos deixam extasiados, a campanha de Resistance oferece uma experiência para um jogador incrível, é imponente e está repleta de momentos memoráveis. As lutas e os acontecimentos nos quais Nathan se envolve estão entre o melhor que já vimos nesta geração e a palavra épico deverá ser suficiente para o descrever. Um dos focos principais foi a dimensão e escala e tal é notório no decorrer do jogo pois será frequente a sensação de que somos muito pequenos perante o que acontece à nossa volta.

Se a cara pálida de Hale e o tom acastanhado ou acinzentado que prevalecia no primeiro foi algo que pouco impressionou, em Resistance 2 temos um mundo repleto de cor. Mesmo para os membros da polícia dos pixeis - um bem haja ao camarada de armas que me deu a conhecer o termo- será difícil não ficarem impressionados com o visual de Resistance 2. Nem sequer é preciso pertencerem a esse quadro de jogadores para quem a qualidade visual é mais importante que a soma de todos os restantes factores, Resistance 2 torna fácil a tarefa de nos impressionar.

Quer seja pelos cenários e ambientes mais ricos, mais épicos e mais imponentes, quer seja pelas cores e pelos efeitos de iluminação verdadeiramente surpreendentes, quer seja pela construção e design dos níveis ou nos detalhes nos inimigos, é muito difícil oferecer resistência neste aspecto. O tempo investido a trabalhar e a aprender a melhor manusear a consola mostra aqui os frutos desse trabalho e a Insomniac está de parabéns, Resistance 2 graficamente é um dos melhores jogos presentes na Playstation 3 e até nesta geração.

No entanto nada é perfeito e Resistance 2 mostra alguns pequenos problemas num ou noutro momento ocasional. Por vezes o framerate do jogo baixa quando existem demasiados inimigos no ecrã mas foi algo que apenas aconteceu duas vezes ao longo de uma campanha de 10 horas onde confrontos intensos abundam. Algo que é mais frequente é o jogo ter uma pequena pausa quando recomeçamos após morrer numa zona de confrontos intensos. Estes são os únicos problemas que poderão eventualmente surgir se bem que será raro.

Um dos maiores dotes das quimeras é a sua avançada tecnologia, o que aliado à sua inteligência faz com que sejam inimigos terríveis. Resistance 2 apresenta uma inteligência artificial bastante competente e digna dos que gostam de grandes desafios. Exceptuando pequenas esporádicas amostras de debilidade com inimigos que parecem não saber onde estão e passam por nós sem nada fazer, Resistance 2 dá-nos um verdadeiro e entusiasmante desafio. Com momentos grandiosos associados às lutas com as criaturas de maior porte, e com algumas novas como os camaleões, os inimigos já conhecidos foram alvos de melhorias e tomam proveito das nossas debilidades e se formos muito condescendentes não temos hipótese.
'Resistance 2' Screenshot 1

Ambientes épicos e imponentes são uma constante ao longo da campanha

Os dotes das quimeras também nos permitem aceder a um variado e inovador arsenal. Qualquer um que esteja minimamente familiarizado com a Insomniac sabe que um dos seus principais dotes é a criação de armas surpreendentes e inovadoras. Resistance 2 vê o regresso de armas do primeiro e ainda nos dá algumas novas. Cada arma além do disparo principal, tem ainda um disparo secundário que por vezes partilha o destaque no distinguir da arma. Caso da Bullseye que com o disparo secundário cola uma bola de sinalização no alvo que é seguído por todos os tiros principais automaticamente sem fazer mira, até se desviando de paredes e obstáculos. Fruto da superior inteligência e armamento da quimeras que também nos trazem armas como a Auger que nos permite disparar tiros que passam pelas paredes e outras armas que com o toque a Insomniac se tornam divertidas de usar. As armas também são visualmente um dos pontos altos do jogo, o alto detalhe e o fantástico design ajudam a que se tornem facilmente reconhecíveis, o que aliado à forma como a variam de utilidade consoante a situação, ajudam a melhorar a experiência.

Maior, melhor e mais violento é assim que Resistance 2 surge. A Insomniac aumentou o nível da violência e é frequente ver corpos serem perfurados, maior quantidade de sangue e ainda corpos mutilados. Também temos alguma culpa no cartório pois graças a armas como a novíssima Splicer podemos causar sérios danos nos inimigos. Esta arma lança mini-serras que cortam tudo o que lhes aparece à frente por isso não se assustem quando começarem a ver braços, pernas ou cabeças a voar. Tudo por uma causa justa.

O modo campanha de Resistance 2 oferece uma boa duração e o valor de repetição é elevado, se bem que experiências como esta dependem muito do primeiro impacto. Em prol de uma maior sensação de dinamismo que incute de excelente forma em nós a sensação de urgência que os acontecimentos obrigam, os níveis são bastante lineares mas tal apenas acaba por reforçar a fluidez e intensidade da acção. Uma vez completo o modo campanha temos de volta o modo online e o novo modo cooperativo.
'Resistance 2' Screenshot 4

Confrontos intensos que ganham enorme diversão com o uso de armas fantásticas

Quando a Sony lançou a sua Playstation Network, Resistance foi dos títulos que melhor aproveitou as suas capacidades e melhor as transformou em utensílios de divertimento para os jogadores. Numa altura durante a qual a maioria das companhias passava por dificuldades em aprender a trabalhar com o sistema online da consola, a Insomniac destacou-se e deu a primeira possibilidade aos jogadores de passarem realmente para a nova geração. A sua componente multiplayer facilmente conquistou o jogadores que poderão combinar partidas com os seus amigos, criar clãs, participar em confrontos ou simplesmente jogar por diversão. Tudo patrocinado pela forma como a Insomniac conseguiu abordar a consola como poucos o conseguíram e Resistance tornou-se num improvável ícone da Playstation 3.

Imediatamente no menu principal vão perceber o quanto cresceu Resistance. No menu principal do jogo podem escolher directamente o modo campanha, multiplayer cooperativo ou multiplayer competitivo. Podem ainda aceder a um menu que vos mostra o estado dos vossos amigos, também podem enviar convites ou entrar nas suas salas, ver o menu de clã e quais os membros online, tornando muito fácil todo o processo de se juntarem aos vossos amigos.

Ter a possibilidade de jogar a campanha em modo cooperativo poderia ser algo fascinante mas a Insomniac preferiu manter essa experiência intacta, face ao resultado não os podemos censurar, e oferece-nos a possibilidade de oito jogadores entrarem na mesma sala para jogarem em modo cooperativo online. Com histórias paralelas à da principal, vamos assumir o papel de um soldado que podemos personalizar e vamos enfrentar as quimeras. No entanto não estamos perante um simples e oco modo cooperativo onde apenas temos que carregar no gatilho e despachar os inimigos. Este modo cooperativo torna imperativo que saibam tirar o melhor proveito das três classes disponíveis. Os soldados tem maior poder de fogo e são os combatentes, os médicos tem como função apoiar e restituir a energia aos demais companheiros enquanto que o membro das forças especiais deve manter-se afastado e reabastecer as munições dos colegas. Acreditem que é muito importante ter uma equipa equilibrada e bem habituada senão podem conhecer a derrota facilmente.

Os mapas onde este modo decorre, tal como no modo competitivo, são localizados em zonas que Hale passa durante a campanha. Locais enormes que devem percorrer de uma ponta a outra para triunfar e não permitir que as quimeras conquistem o local. Espalhados pela América e Europa, cada mapa tem ainda algumas variações por isso será preciso que joguem várias vezes no mesmo para as conhecerem a todas. Cada inimigo derrotado, ou companheiro que ajudem, oferece pontos de experiência que vos ajudam a subir de nível de forma a obter novos itens ou armas para personalizarem o vosso soldado.
'Resistance 2' Screenshot 3

Para além do modo competitivo temos agora o modo cooperativo online. Ideal para os amigos se reunirem.

Todos os que se apaixonaram pelo online do primeiro sabem o que lhes espera, combates frenéticos em enormes mapas para até um máximo de 60 jogadores. Isto é algo que convém frisar e memorizar, quando outros jogos se vêem face a problemas de lag mesmo com poucos jogadores num sala, a Insomniac consegue superiorizar-se a si mesma e colocar 60 jogadores numa sala sem problemas de lag, o que acaba por ser aborrecido pois quando estão a ser cilindrados já não podem gritar e culpar o lag. Podem escolher versões diferentes dos mapas, consoante o número máximo de jogadores que pretendem que aceda à sala e podem escolher diversas opções de personalização para o combates. Tudo feito de forma fácil e acessível. Podem ainda convidar amigos para a vossa party mesmo quando ainda nem escolheram o modo de jogo que pretendem iniciar, ficando reunidos mesmo no menu principal.

O modo competitivo online de Resistance 2 dá-nos a possibilidade de colocar em prática a nossa destreza em vários modos diferentes. Modos como todos contra todos, todos contra todos equipas, skirmish ou captura a bandeira estão de regresso e continuam tão divertidos e dinâmicos quanto os fãs adoram. Perante o tamanho dos mapas e da quantidade de jogadores presentes quem sofre é a qualidade visual mas que se mantém na mesma a um bom nível.
'Resistance 2' Screenshot 5

Tanto de feio quanto de perigoso. Os novos inimigos tornam Resistance 2 num maior desafio.

Convém referir que todos os modos são patrocinados pelos troféus e se os dos modos online são exigentes e para os mais dedicados, os troféus da campanha são bastante normais e fáceis de alcançar. O principal desafio está na componente online na qual a Insomniac lança interessantes desafios aos seus fãs.

Um dos aspectos que já se vem tornando num bom hábito, é a localização completa dos jogos para o nosso bom Português. Sendo um aspecto que é considerado como um dado adquirido para grande parte da população jogadora espalhada pelo mundo fora, em Portugal ainda não é tão habitual quanto isso e é sempre com satisfação que vemos mais uma vez um jogo completamente localizado. Tudo no jogo está traduzido para Português, desde os menus até às legendas durante o jogo e temos actores Portugueses a dar voz aos personagens do jogo. O trabalho dos actores originais é sempre a referência, quanto mais não seja é o original, mas o trabalho de localização em Resistance 2 está francamente positivo.

Resistance 2 não é perfeito mas é um dos melhores jogos que tive o prazer de jogar na Playstation 3 e nesta geração, quanto a isso não há forma de contornar. A nota não significa perfeição, significa a qualidade do jogo que o permite distinguir-se dos demais no seu género. A campanha épica por si só já seria suficiente para garantir a sua alta qualidade mas a Insomniac dá-nos os modos cooperativos e competitivos que elevam o jogo a um patamar superior. Resistance 2 é um épico que merece estar ao lado de qualquer Playstation 3.


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