GameVicio Entretenimento: GameVicio | FlashVicio | Hhide.ME | ClubVicio | Fórum | Flow | MovieVicio

Review de Mortal Kombat (2011) para X360 de E-Zine/MyGames

por ShadowsGamer, fonte E-Zine/MyGames, data  editar remover


Mortal Kombat é uma série que já tem vários anos e tem sido considerada como uma das, senão a mais conhecida franchise de beat'em ups da história dos videojogos, e tem sido pioneira em vários aspectos dentro do seu meio. Com o primeiro jogo lançado em 1993, e numa altura em que Street Fighter 2 fazia a delicia dos fãs nas arcadas, eis que aparece um jogo totalmente desconhecido e que eleva os patamares do género mais acima que nunca. Com uma apresentação mais séria e matura, Mortal Kombat foi considerado um dos jogos mais violentos da sua altura e o maior impulsionador para a criação de um sistema de classificação etário, para assim existir uma maneira de avisar aos pais dos jogadores, que o jogo em questão, possui conteúdo não apropriado para crianças ou adolescentes.

A série continuou o seu caminho pelo mundos dos videojogos, e mais capítulos se seguiram, com o lançamento de Mortal Kombat 2, Mortal Kombat 3 e a consequente passagem para o mundo 3D com Mortal Kombat 4. Esta suposta evolução em Mortal Kombat 4 foi levada com um bocado de cepticismo, até porque o jogo estava fidedigno e consistente, mas o 3D tirava algum do realismo que era conseguido nos anteriores títulos, sacrificando alguns dos aspectos do jogo como fatalities. Os seguintes jogos da franchise tiveram bastante sucesso, mas a série tinha perdido um certo charme, e com o lançamento de MK vs DC Universe em 2008, certos fãs sentiram-se alienados com o percurso que a série começou a tomar. Com a Midway na bancarrota, maior parte dos criadores principais da série formaram a NetherRealm Studios, uma companhia subsidiada pela Warner Bros e liderada por Ed Boon, que se compromete em lançar jogos Mortal Kombat de nova geração.


Com todos ???os planetas alinhados??? para a criação de um Mortal Kombat de nova geração, Ed Boon revelou a partir da sua conta do Twitter, que se os fãs querem voltar a ter um jogo classificado para adultos, então irão tê-lo. Sendo assim, a companhia não optou por uma simples sequela dos eventos de Mortal Kombat: Armageddon, mas sim um re-contar da série, adoptando num elenco de personagens que abrange desde o primeiro Mortal Kombat, até a Mortal Kombat 4. Apesar do jogo voltar ao grafismo 3D, o combate é todo feito da maneira clássica, ou seja, em 2D, e as fatalities estão mais brutais que nunca. Para este novo jogo, a companhia decidiu dar uns extras aos fãs mas sem entrar em excessos como aconteceu com os capítulos anteriores, com Mortal Kombat Kart ou até Mortal Kombat Chess. Por isso vamos descobrir mais sobre este simplesmente entitulado, Mortal Kombat


A NetherRealm Studios conseguiu inserir de uma maneira inteligente esta nova história de Mortal Kombat, onde depois de todos os guerreiros de todos os reinos estarem mortos, um Raiden derrotado e fraco de lutar contra Shao Kahn nos eventos finais de Mortal Kombat: Armageddon, consegue enviar antes de morrer uma mensagem telepática para si mesmo no passado, para assim evitar a destruição do planeta pelas mãos de Shao Kahn. Esta mensagem chega a Raiden na altura do primeiro Mortal Kombat, no qual ele irá fazer de tudo para evitar que Shao Kahn consiga conquistar todos os reinos, e o resultado desta transmissão resulta numa história alternativa. Este re-contar da história de Mortal Kombat vai poder ser aprofundado ainda mais no Story Mode, um dos primeiros modos que vamos encontrar no menu inicial do jogo. Este modo Story irá dar-nos a conhecer a nova história dos eventos de Mortal Kombat, e para isso iremos vestir a pele de várias personagens da série e descobrir detalhes interessantes sobre essas mesmas personagens.


Outro modo muito interessante e que possui muita inspiração do modo Konquest de Mortal Kombat: Deception, é o modo Challenge Tower. Neste Challenge Tower vamos ter uma mistura de vários tipos de desafios e que estão enumerados arrumados ascendentemente a partir do número 1, numa torre alusiva. Os desafios vão variar entre simples combates com atributos alterados, até a vários mini-jogos. O modo brinca e altera com todos os outros modos incluídos, adicionando-lhes características únicas como um combate contra a personagem Reptile, em que enquanto estiver invisível, não conseguimos causar-lhe qualquer tipo de dano, ou então a nossa personagem combater contra outra com os golpes a causarem metade do dano que causariam na totalidade. Para além de combates alterados, a NetherRealm inclui outra vertente a estes mesmos num mini-jogo/combate em que vamos estar estáticos a atirar todo o tipo de poderes para inimigos que se dirijam na nossa direcção, para assim evitar que eles nos apanhem.


Os mini-jogos podem incluir os já famoso Test Your Might, Test Your Sight ou então os novos Test Your Luck e Test Your Strike. Caso não conheçam estes modos, Test Your Might é um mini-jogo que puxa pela nossa destreza, em que temos de carregar o mais rapidamente possível nos botões para encher uma barra com um marcador. Ao passar o marcador, carregamos numa outra tecla específica (L2/R2 ou RT/LT) e a personagem destrói pedaços de madeira bem ao estilo das demonstrações de artes marciais. Test Your Sight é o famoso jogo em que vamos ter um olho escondido por baixo de uma caveira, numa mesa com várias caveiras iguais mas sem olhos escondidos, entretanto o computador mistura muito depressa todas as caveiras e temos que adivinhar a posição da que tem o olho escondido. O novo mini-jogo Test Your Luck faz com que o jogador gire umas rodas ao estilo slot-machine e que possuem vários tipos de atributos que alteram o jogo, como perder energia gradualmente, combater com os jogadores a um golpe de morrer, e dependendo do número de rodas, vários atributos podem ser misturados. Test Your Strike é uma vertente do Test Your Might, só que ao invés de carregarmos nos botões para ultrapassar uma marca limite, agora vamos ter um pequeno espaço até onde a barra terá que encher.

Se são novos e por acaso nunca tiveram contacto com um jogo Mortal Kombat ou raramente jogaram um Beat'em up, o modo Training irá dar-vos um tutorial dos movimentos mais básicos do jogo, como atacar, bloquear, usar alguns ataques especiais, e até jogar em equipa. Para além do tutorial de combate, existe também um tutorial específico para fatalities, que irá ajudar o jogador a saber acabar com o seu inimigo em grande estilo. Neste tutorial o jogo vai ensinar tudo desde o posicionamento necessário da personagem em questão, bem como mostrar as teclas necessárias para executar o golpe final. Se se sentem inseguros em fazer os fatalities, podem escolher deixar o adversário infinitamente tonto até conseguirmos executá-lo.

Como é óbvio, não podia de deixar mencionar o clássico modo ladder, em que seleccionamos uma personagem à nossa escolha, e vamos combater contra vários inimigos. Os nossos adversários estão expostos numa clássica torre, sendo que a ordem dos combates é feita de uma forma ascendente, ou seja, de baixo para cima. A dificuldade vai aumentando cada vez que derrotamos um inimigo, e os últimos três que são compostos por jogadores que não podem ser escolhidos, são os mais fortes e os mais difíceis do jogo. Tal como os anteriores modos acima mencionados, excepto o de training, todos estes modos oferecem moedas especiais que podem ser usadas na Krypt. Infelizmente o modo online não pôde ser testado em nenhuma das versões disponibilizadas por variadas razões.


No menu extras destacam-se duas opções que nos irão consumir algum tempo, Krypt e Nekropolis. Krypt é um modo que provém desde Mortal Kombat: Deadly Alliance, e que se baseia numa secção inteiramente dedicada ao desbloqueio de conteúdo, conteúdo este que é desbloqueado com o dinheiro ganho em todo o género de actividades dentro do jogo. Desta vez a Krypt está dividida em quatro secções, o simples cemitério de nome Dead Lands, um lago com mortos de nome Bloodmarsh, uma zona com pessoas penduradas em árvores chamada Hollow of Infestation e por último uma zona com pessoas para serem executadas chamada Meadow of Despair.


Para desbloquearmos o que quer que seja, iremos ver uma pequena animação com uma pessoa a explodir ou a morrer, seguido do aparecimento do conteúdo que desbloqueámos. Todos estes conteúdos não possuem nomes ou descrição do que vamos desbloquear, apenas números, o que deixa o jogador sem fazer a mínima ideia do que está a desbloquear. Os conteúdos incluídos na Krypt variam desde simples artwork, músicas do jogo até a fatos alternativos das personagens e fatalities escondidas. Nekropolis é o sítio onde podemos ver maior parte de tudo o que desbloqueamos na Krypt, desde músicas até a artwork de personagens e cenários, e neste sítio vamos também ver a biografia das personagens jogáveis bem como estatísticas.

A jogabilidade é um dos pontos que mais caracteriza Mortal Kombat, e para isso a NetherRealm voltou a conceito inicial de combate em 2D, sendo possível deslocarmo-nos apenas para à frente ou para trás, retirando a possibilidade de nos movimentarmos lateralmente no cenário. Esta adopção veio retirar os aspectos principais de combate vistos desde Mortal Kombat 4, optando mais pelo aglomerar dos pontos fundamentais vistos nos três primeiros jogos, e adicionando novos atributos. O jogo não decorre numa velocidade estonteante como Mortal Kombat 3, destacando também o facto das personagens não poderem correr, apenas dar passos normais ou grandes, o que oferece um ambiente mais à Mortal Kombat 2. Mortal Kombat volta à mecânica base existente em praticamente todos os beat'em ups, dois lutadores combatem até à morte. O jogador que tiver a barra de dano cheia, ou seja, o jogador que tiver levado mais dano perde o round. Quem perder os rounds estipulados, perde o combate, e pode submeter-se a um ataque fatal do adversário, ataque de nome Fatality.


O jogo ganha velocidade quando combos são executadas, ou quando são misturados poderes no meio dos ataques. Esta jogabilidade encontra-se mais polida e aliciante que nunca, onde as combinações puxam um pouco aos jogos 3D da série, e que não se baseiam em simples combos pré-feitas que acabam muito depressa como em Mortal Kombat 3. O jogador terá que usar a imaginação para conseguir construir todo o tipo de combinações e para isso, vamos ter que puxar pela cabeça, para saber poisar bem os nossos golpes e poderes. Os aspectos novos que podem encontrar neste novo Mortal Kombat são a existência de uma nova barra que se encontra na parte inferior do ecrã para cada jogador, e que possui três níveis. Ao encher a barra na sua totalidade, podemos libertar um ataque de nome X-Ray, único em cada personagem, e que causa muito dano. O resultado deste dano está à vista, a cada golpe deferido, a câmera do jogo reduz a velocidade para apreciarmos o golpe em câmera lenta, bem como ver o resultado que está a ter nos membros internos ou até esqueleto da personagem, algo que fará impressão a qualquer jogador e espectador, mas que dá uma nova espectacularidade a esta grande franchise. Podemos também usar níveis individuais desta barra para soltar um poder mais forte que o normal, ou até para interromper uma combinação do adversário. Fica à nossa escolha.


A apresentação é outro ponto que prima muito pela positiva em Mortal Kombat, com personagens renderizadas em 3D, cenários vivos e muito bem detalhados que irão deixar os mais cépticos impressionados. A NetherRealm não foi de meias-medidas no que toca ao detalhe neste jogo, muito menos à violência que sempre caracterizou a série desde o seu primeiro título. Começando com as personagens, a companhia conseguiu atribuir um nível de detalhe muito bom sem sacrificar a fidelidade das mesmas. Os jogadores que conhecerem os jogos antigos vão rapidamente identificar cada personagem sem qualquer problema. Um ponto muito positivo no que toca às personagens centra-se no que dano que elas irão receber, o que irá automaticamente transparecer na sua aparência no que toca à indumentária e à condição física. Personagens que levem dano irão ficar com cortes nas zonas atingidas, fatos e máscaras rasgados, nódoas negras enormes, e até olhos completamente feridos, ficando com uma aparência digna de um combate decorrido em Mortal Kombat. As fatalities também estão muito bem conseguidas, e se nos jogos em 3D de Mortal Kombat, estas pareciam algo estranhas ou até desinspiradas, a NetherRealm conseguiu oferecer fatalities que são capazes de chocar qualquer um com detalhes realistas.


Se com a inclusão do combate em 3D gerava um certo sacrifício no que toca aos detalhes dos cenários e multi-cenários que existiam em Mortal Kombat, com o regresso à mecânica 2D, os artistas conseguiram focar-se numa zona apenas e oferecer um nível de detalhe sem precedentes. Todos os cenários estão fidedignos e vivos, sempre com algo a acontecer no fundo, desde pessoas a aplaudir na Kahn's Arena, até a monstros a destruir edifícios no cenário The Street. Muitos dos cenários antigos vão ser também reconhecidos rapidamente por jogadores fãs da série, e estas adaptações para este novo Mortal Kombat, conseguem ser um tributo excelentemente conseguido. Já o trabalho sonoro a cargo do veterano programador de som e compositor de músicas desde o primeiro Mortal Kombat, Dan Forden (a cara que aparece a dizer no ecrã 'Toasty!' aleatoriamente quando um golpe forte é feito), encontra-se fenomenal e com efeitos de som muito bem conseguidos. Em adição às músicas novas que conseguem transmitir bem o sentimento do cenário que nos encontramos, Forden refez algumas das músicas incluídas em jogos anteriores. Os efeitos de som conseguem ser a 'cereja no topo do bolo' deste jogo, com todos o berros e gritos de dor muito conseguidos pelos actores de voz, efeitos de ossos a partirem-se e golpes a deferirem o oponente dando uma vertente mais séria e impressionante para o jogador.


Mortal Kombat é sem dúvida um regresso em grande deste clássico dos beat'em ups, fazendo lembrar o regresso da série Street Fighter com Street Fighter 4. O jogo conseguiu criar um balanço no que toca à jogabilidade e apresentação sem sacrificar muitos dos seus aspectos mais característicos, algo que favorece na íntegra o jogo e muito. O nível de conteúdo e de modos pode não ser algo impressionante quando comparado com outros jogos, mas dentro do universo beat'em up é o que faz a diferença e se destaca como um dos melhores até hoje. Este jogo é um dos pontos mais altos da série Mortal Kombat e consegue fazer frente a muitos dos grandes da indústria. Um jogo a não perder por todos os jogadores!

Pontos Fortes

- Mecânica de combate
- Ataques X-Ray
- Apresentação no geral soberba
- Alta longevidade
- Regresso 'a pés juntos' da série

Pontos Fracos

- Longevidade do Story Mode mediana

Gráficos: 92
Jogabilidade: 96
Som: 97
Valor: 97
Pormenores: 96

Nota Final: 96


Nenhum comentário

||
E-Zine/MyGames
96/ 100
Média da crítica
Média dos usuários
Sua nota

Sobre o colaborador

avatar de ShadowsGamer

Reviews da crítica

©2016 GameVicio