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Review de Star Ocean: The Last Hope para PS3 de E-Zine/MyGames

por Anônimo, fonte E-Zine/MyGames, data  editar remover


A saga Star Ocean pode não ser uma das mais conhecidas dos RPG, no entanto, é uma das mais importantes, saídas do Japão. Depois de Star Ocean: The Last Hope ter saído na Xbox 360 no ano passado, é este ano que a PS3 vai ter direito ao primeiro episódio HD de Star Ocean. Mas será que Star Ocean: The Last Hope International vale a longa espera?

Star Ocean explora uma área muito pouco recorrente nos RPG japoneses e fala, como é óbvio, do espaço e do futuro da humanidade além do planeta Terra. ?? assim mesmo que começa Star Ocean: The Last Hope International. Depois de um conflito à escala global que devasta parte do planeta, a humanidade é obrigada a fazer um acordo de paz para impedir que o planeta fosse totalmente destruído, e com ele todos os seres vivos. Com o fim do belicismo, os humanos viram os olhos para o céu e começam a pensar na exploração espacial.

Desta forma, é criada a USTA, um órgão dedicado à exploração espacial, com o intuito de pesquisar o universo por novos planetas habitáveis. No Ano Estelar
de 0010, uma das missões de maior risco, a SRF, ou Space Reconnaissance Force, envolve um grupo de adolescentes especialmente treinados que partem à colonização de um planeta distante. Contudo, a missão não corre como esperado, e a nave acaba por cair numa zona hostil do planeta Aeos.

A partir daqui, o jogador tomará controlo de Edge, um jovem cadete e personagem principal de Star Ocean: The Last Hope International, e de alguns membros da tripulação já existentes, como a sua amiga Reimi e outros que se vão juntando ao longo da aventura. Apesar da história expandir consideravelmente ao longo das suas 30 horas de duração, cada uma das personagens da equipa tem a sua própria trama, e a possibilidade de fazer crescer a sua intimidade com outras, aqui conhecida por Private Actions, desbloqueia progressivamente novas interacções, segmentos de história e até habilidades durante os combates.

A movimentação nos mapas é feita em zonas limitadas pela área mostrada, tanto nos interiores como nos exteriores. Apenas a personagem principal é mostrada durante a exploração, mas isto impede que o ecrã fique ainda mais sobrecarregado, tendo em conta que em Star Ocean: The Last Hope International, os inimigos também aparecem no mapa mundo e podem ser atacados, tanto directamente como por emboscadas, o que dá ao jogador vantagem no ataque. Se estiver desprevenido, isso já inverte o papel e dá vantagem aos monstros.

Quando em combate, a equipa é transportada para uma arena própria isolada do resto do mapa, mas isso não impede que outros monstros surjam após a vitória para continuar a lutar. Para isso acontecer, basta interagirem com um monstro, enquanto outro tenta iniciar combate convosco.
Vejam mais imagens de Star Ocean: The Last Hope International carregando aqui!
A arena de combate recria normalmente os cenários circundantes e coloca as nossas personagens de um lado e os inimigos do outro, sendo a partir daqui que a luta começa. Em Star Ocean: The Last Hope International, o combate difere bastante do que é visto nos restantes RPG's japoneses. Aqui, o combate é jogado em tempo real como um jogo de acção - podem movimentar a personagem pelo terreno e atacar cada um dos inimigos de forma independente.

Podem levar para a arena até um máximo de quatro personagens, e cada uma delas ataca de forma independente da vossa, apesar de ser possível alternar entre cada uma das restantes em tempo real. Este sistema confere várias hipóteses de ataque e até estratégias de jogo. Cada uma das personagens ataca de forma diferente, ligada, em parte, às suas armas principais como espada ou arco.

As personagens em combate podem usar dois tipos de habilidades, uma apoiada na magia e outra na raiva acumulada quando sofrem ou causam dano. Usando estas barras, podem dar início a combos ou até a ataques combinados que causam ainda mais dano nos inimigos. Claro que, tal como sucede convosco, o mesmo acontece com os inimigos, que acumulam "Rush" e podem atacar com ainda mais força e habilidades especiais, à medida que o combate decorre.

Uma novidade aplicada a este Star Ocean: The Last Hope International é a capacidade de atacar os inimigos com a habilidade Blindslide. Com esta, a personagem evita um ataque do inimigo e coloca-se nas suas costas, o que permite atacar com mais eficácia e até encaixar mais ataques críticos de seguida. Os ataques críticos são valiosos para aumentar a Bonus Board, uma teia de hexágonos luminosos que compensam a nossa prestação em batalha consoante as nossas acções, o que pode dar mais experiência, mais vida, etc., no fim de cada combate. Por fim, falta falar dos Beats, escolhas que pré-definem as acções dos colegas controlados pelo computador. Existem três ao todo, sendo estes o BEAT.S, que obriga as outras personagens a serem mais agressivas em combate, o BEAT.B, que as torna mais defensivas, e o BEAT.N, que mistura os dois anteriores.

A evolução das personagens em Star Ocean: The Last Hope International continua a decorrer ao estilo clássico, com cada combate a oferecer experiência que faz as personagens evoluir níveis e melhorar os seus atributos. Claro que podem comprar novas armas, armaduras e até habilidades, o que aumenta ainda a forma de personalizar o estilo de jogo à vossa medida.

Sendo um jogo da nova geração, Star Ocean: The Last Hope International acompanhou naturalmente os tempos e apresenta um visual ao nível do melhor que se tem visto nos RPG desta geração. Infelizmente, o mesmo não posso dizer das personagens, que embora estejam visualmente apelativas, não deixam de ser o estereótipo cliché do RPG japonês. Não é um mal maior, mas em certo ponto já começa a estar demasiado "batido". O que se destaca pela positiva são os cenários carregados de detalhes, com excepção para algumas estações espaciais. Entretanto os monstros, que embora sejam clones uns dos outros, também apresentam um visual bastante agradável e polido.

No que toca à sonoridade, fiquei dividido entre a boa selecção musical e um rol de vozes em inglês bastante vazias de personalidade. De entre todas, apenas uma ou duas escapam ao mediano, sendo que outras caem no espaço entre o mau e o irritante. Não é algo que afecte por demais a experiência, cumprindo o objectivo, e para ser honesto, algumas das personagens são tão tipicamente Anime que não esperava ouvir outras vozes.

Star Ocean: The Last Hope International é sem dúvida um bom RPG e a conversão para a PS3 é muito bem vinda. Pode não ser uma evolução demasiado óbvia ou um passo em frente para os RPG orientais, mas consegue ser duradouro, divertido e até mesmo entusiasmante, especialmente nas lutas contra os vários Bosses que vão surgindo. Se Star Ocean: The Last Hope International fosse menos cliché e aproveitasse melhor a história que lhe serve como mote, podia muito bem ser um dos melhores RPG desta geração. Assim, não passa de uma boa opção para os fãs do género.


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