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Review de Grand Theft Auto IV para PS3 de Eurogamer

por Anônimo, fonte Eurogamer, data  editar remover


?? num final de tarde que Liberty City fica pintada de tons laranja, não por ser a altura do dia em que o sol decide recolher-se, mas sim devido ao veículo em que seguíamos ter-se incendiado, e de seguida explodido num efeito ???à la??? Hollywood que muito poucos jogos conseguem fazer, levando consigo pedestres que se faziam passear pela rua e tantos outros objectos. Levantamo-nos, com o orgulho ferido, e retiramos uma pistola do bolso. Disparamos contra os polícias, e de seguida roubamos um dos carros presentes em cena e fugimos para bem longe, tentando evitar que sejamos vistos por outros polícias assinalados no radar. Ao fim de alguns segundos de pânico deixamos de ser procurados, e o som característico de quando completamos uma missão em GTA faz-se soar.

Esta situação vai ser bastante comum neste que é o primeiro Grand Theft Auto para a PS3, e tão aguardado por todos nós durante estes últimos meses. Será que a espera valeu a pena? Claro que sim! GTA IV é sem dúvida alguma o primeiro verdadeiro jogo de nova geração que podemos ver na PlayStation 3. Se achávamos que nos títulos anteriores tínhamos liberdade para fazermos de tudo um pouco, neste último título a fasquia foi elevada, e opções como ver o extracto bancário, ver televisão ou ir à Internet estão presentes.

Comecemos por falar de Niko Bellic, um imigrante da Europa de Leste que vai para Liberty City devido ao seu primo Roman, que lhe promete uma vida de luxos, mas como seria de esperar, a realidade é bastante diferente do prometido. Mas não foi só por esta razão que Niko se decide mudar. O seu passado como militar persegue-o, e é aqui que tenta encontrar ???aquela pessoa especial???.
Foge Niko, fogeeeeeeeVê este vídeo em alta definição na EGTV

Para nos habituarmos ao jogo, a RockStar decidiu limitar as opções do jogador. Por exemplo, no início o nosso telemóvel, dado por Roman, é antigo, e por isso não tem algumas opções que o modelo da Whiz possui. Também não será possível frequentar os cyber-cafés no início. Todas estas opções vão-nos sendo apresentadas ao longo do jogo.

Tal como em todos os jogos da série GTA, o início não passa de uma mera introdução, por isso não esperem ver grandes doses de violência. Neste caso até ???cai bem???, pois Niko está a tentar mudar de vida e deixar o seu passado com armas para trás.

O telemóvel é o aparelho mais importante do jogo que nos acompanha ao longo da nossa jornada. Conforme o tempo passa vamos conhecendo mais pessoas e adicionando os seus contactos à nossa lista. Podemos depois telefonar para mais trabalhos, receber SMS sobre várias temáticas ou simplesmente combinar encontros. ?? bastante fácil de usar, e permite outras opções como servir de agenda, tirar fotos e marcar outros números, como o 911, equivalente ao 112.

Os fãs da série vão encontrar neste novo GTA um grande desafio. Os controlos são bastante diferentes, assim como a maneira que temos a agir em combate.

Já não podemos atravessar o cenário sem nos preocuparmos com a protecção. Aqui todas as acções têm de ser pensadas. Um toque no L1 serve para nos encostarmos a qualquer um dos objectos presentes no cenário, e vai ser uma das opções mais usadas para nos protegermos dos disparos inimigos. O R3, tal como antes, serve para nos agacharmos e também vai ser importante em cenários abertos, como armazéns, que vão ser bastante comuns durante o jogo.

Talvez uma das maiores diferenças seja o facto de que mover Niko não faça com que ele corra, ou seja, mover o analógico esquerdo só faz com que ele ande, por isso, se quisermos que ele corra, o que convém para nos movermos para outro local do cenário sem sermos atingidos, temos de carregar no X, o que, diga-se se passagem, não dá muito jeito, mas não é nada a que não nos habituemos ao fim de algum tempo.

O controlo dos carros também está bastante diferente, mas nem por isso pior. Para acelerar e travar usamos o L2 e o R2, o que nos dá um maior controlo sobre a travagem e a aceleração do veículo, mas não convém fazer uma curva a uma velocidade vertiginosa, porque se não arriscamo-nos a ser projectados. O travão de mão pode ser uma ajuda extra para travar, usando o X.

tempo de aprendizagem pode ser um pouco longo, mas conduzir é uma das actividades mais divertidas do jogo.

Para nos ajudar a chegar aos locais que pretendemos podemos utilizar o GPS, ou seja, seguir o caminho que é apresentado no mapa que se encontra no canto inferior esquerdo do ecrã. Como em San Andreas, podemos marcar outros locais, pausando o jogo no Start e acendendo à opção ???mapa???.

Se simplesmente não quisermos conduzir podemos apanhar um táxi, bastado para isso premir e não largar o botão triângulo até que Niko entre no veículo.

A lista de armas não é tão grande como seria de prever, mas irá fazer as delícias de todos os jogadores. Snipers, Shotguns, e lança roquets são algumas das belezas carismáticas que estão presentes no título.

Se à primeira vista tudo parece facilitado com esta artilharia pesada, um olhar mais atento mostra que não é bem assim. Quando estamos numa missão típica em que temos de matar uma horda de inimigos, a mira automática poderá não ser uma das melhores opções, principalmente quando temos vários outros civis pelo meio. Quando pressionamos o L2, que corresponde à mira automática para fazer lock-on a um inimigo, esta pura e simplesmente contraria-nos, e aponta para outra pessoa que esteja mais perto.

O nosso conselho é que utilizem a manual nestas ocasiões. Para isso pressionem o R2 com pouca força e irá aparecer no ecrã a mira. Ao fazer um pouco mais de pressão efectuamos o disparo. Mais uma vez, o pior é no início, pois quando aprendemos a melhor técnica de utilização torna-se bastante divertido.

Em algumas missões somos confrontados com decisões morais que consistem em deixar alguém viver ou não, ou escolher que personagem queremos que morra. Tudo isto vai afectar a história do jogo, por isso vale a pena passar mais uma vez o título só para experimentar como seria caso fizéssemos ao contrário.

Um ponto forte de GTA IV são as missões bastante variadas, que podem ser algo como matar um tipo, seguir um carro, implementar uma bomba num veículo ou então, simplesmente, comparecer a um encontro. Acima de tudo, na sua maioria, são bastante simples e divertidas. O único ponto negativo que temos a apontar é o facto de algumas missões serem bastante compridas e por isso, quando morremos e temos de repeti-las, temos de fazer grandes percursos que poderiam ser passados à frente, como em San Andreas. Ao menos, sempre que perdemos uma missão, recebemos um SMS que nos convida a repeti-la, o que evita percorrermos uma longa distância para a fazer novamente.

Pela primeira vez vemos uma personagem principal em GTA que não seja fria. Niko demonstra os seus sentimentos e opiniões da melhor forma, principalmente nas cutscenes, e por isso é impossível não sentir empatia por ele. De referir ainda o excelente sentido de humor da personagem, que nos faz dar umas belas gargalhadas.

Os gráficos são bastante detalhados, e a cidade é completamente diferente de uma ponta à outra. Aplaudimos a RockStar por fazer um cenário tão credível, e que não repita os mesmos objectos dúzias e dúzias de vezes como acontece em outros jogos.

Os efeitos de luz em tempo real também são bastante impressionantes, assim como a transição do dia para a noite e os diferentes climas.

Devemos dizer ainda que não existem problemas de framerate, e muito menos pop-up. Tudo corre às mil maravilhas.

?? impossível não ficar absorvido pela cultura de Liberty City. Tal como na realidade somos influenciados por várias marcas, existe uma enorme diversidade de pessoas, existem bancas com jornais nas ruas, músicos de rua, pessoas a fazer ginástica, empregados de lojas a varrer e limpar os estabelecimentos, entre muitas outras coisas. Também, pela primeira vez num GTA, podemos sentir o poder social exercido em nós, e como as opiniões das personagens e pedestres nos podem influenciar. Um exemplo disso é os gostos das acompanhantes com quem saímos. Elas dão a sua opinião sobre o nosso carro, roupas e sabem se já as usámos no último encontro, e poderão fazer algum tipo de comentário.

?? também impossível não nos sentirmos poderosos ao atravessar uma das pontes a alta velocidade com um Turismo exibindo as nossas roupas da loja de luxo Perseus.

Actividades como ir a bares (e podermos ficar embriagados), clubes de humor, jogar snooker, bowling, dardos, visitar restaurantes, entre tantas outras coisas estão presentes. De referir que quando nos alimentamos num dos vários restaurantes recuperamos a ???vida??? perdida. A armadura, assim como armas, terão de ser compradas em lojas específicas.

Os habituais ???stunt jumps??? e o coleccionismo estão de volta. Desta vez não temos ostras, ferraduras, pacotes de heroína ou balões para apanhar, mas sim pombos que temos de eliminar. E temos de dizer isto: é sempre bom ver o efeito do pombo a rebentar, literalmente, com penas a voar em todas as direcções.

O facto de existirem canais de televisão deixam-nos emergir ainda mais neste mundo criado pela RockStar inspirado na cultura americana de Nova Iorque. Os programas destacam o ridículo do que se faz na América, como o programa dedicado às loucuras dos famosos ou os desenhos animados que transmitem bem o desrespeito que os soldados têm por outras raças.

A Internet também é uma boa fonte de entretenimento. Podemos combinar encontros com pessoas do site love-meet.net; ver as notícias no principal jornal de Liberty City, que é actualizado diariamente, principalmente dando conta dos crimes que cometemos; verificar o nosso email e responder, por exemplo, à mãe de Niko e até visitar lojas online para comprar itens como toques para o telemóvel. Fiquem os fãs de Vice City a saber que o tão famoso som de introdução do jogo está presente como toque.

O modo online, pela primeira vez implementado nas consolas, não podia deixar de ser excelente. Ao entrarmos no online, através da opção presente no nosso telemóvel, somos convidados a criar um avatar, que pode ser personalizado no tipo de roupas que usa, o tipo de cara, sexo, etc.

Depois disto, e já estando em rede com a cidade para livre exploração, podemos convidar amigos para a nossa sala, e depois, a partir daí, escolher o modo online que queremos, como o Team deathmatch, Team car Jack city, Cops n´crooks, Race, entre outros.

Este modo em rede é simplesmente divinal, por isso a paragem por lá é obrigatória para todos os jogadores com a consola ligada à Internet.

Grand Theft Auto IV é o primeiro verdadeiro jogo de nova geração a chegar à PlayStation 3, e vale bem o dinheiro pedido. A duração é extremamente impressionante e há sempre alguma coisa para fazer. Não é o jogo perfeito, pois estamos a guardar uns pontos para o próximo GTA.


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Eurogamer
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