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Review de Sengoku Basara: Samurai Heroes para Wii de GameTV

por Anônimo, fonte GameTV, data  editar remover




Foi-se o tempo da prepotência norteamericana de ditar o que devemos consumir ou não. Somos livres para decidirmos se queremos McDonalds ou Burguer King, Hollywood ou YouTube, Jonas Brothers ou Tenacious D. Tá, vamos deixar as inverdades de lado. O que importa é que Sengoku Basara finalmente foi lançado como merecia no ocidente.

Sengoku Basara: Samurai Herores é tudo aquilo que Devil Kings deveria ser no PS2. Menus traduzidos, história mantida, personagens exatamente como no original e quase todo o fanservice que ele traz consigo. ?? claro que os dubladores japonesas, um dos chamarizes principais não foi mantido. No seu lugar, as vozes bastante mornas e sem os pormenores e preocupações da versão oriental.

ARE YOU READY? LET'S PARTY!
Muita gente reclama da falta de imaginação na criação do sistema de jogo em Samurai Herores, sempre comparando-o com seu 'dignitário' e precursor, Dynasty Warriors. Alegam falta de profundidade no sistema, variação de tarefas, facilidade no cumprimento das missões, até imbecilidade na criação dos personagens. Fãs.

O que essas pessoas não enxergam é que o jogo é uma sátira de seus próprios propósitos. Imagine o Brasil uma grande potência na produção de jogos. Mentes abertas e prontas para criar. Aí resolvem usar a história do próprio país como forma máxima de enaltecê-lo. O resultado é surpreendente: Borba Gato enfrentando Zumbi de Palmares, D. Pedro erguendo suas espadas embanhadas na chama eterna de Tupi, destroçando espanhóis, franceses e até seus comparsas portugueses. O inimigo final? A ambição - e covardia - de D. João VI, que ao fugir de Napoleão (um dos chefes secretos) acomoda-se nos trópicos, cria uma falsa independência para a colônia e tenta se safar em grande estilo.



Sengoku Basara é isso. Uma sátira repleta de engenhosidade na criação de personagens históricos que, muitas vezes, mantém ainda hoje suas estátuas de pedra nas praças de suas cidades natais. Os personagens trazem o básico de suas características, muitas vezes unidas a uma estética bastante particular. Date Masamune (o nome da família é mais importante que o seu próprio, por isso vem antes), um poderoso Lorde Feudal do Norte do Japão, aparece no jogo como um guerreiro que usa seis espadas ao mesmo tempo e comunica-se numa mistura de 'engrish' com sotaque de mafioso japonês. Segue (quase) fielmente seu papel na história do jogo, criando todo um novo misticismo ao seu redor.

E é essa visão, principalmente, que difere ambos os jogos. Enquanto Dynasty Warriors é uma releitura mais séria de alguns dos principais heróis da mitologia/história chinesa, Samurai Warriors é uma piração com toques de genialidade que sim, baseou-se no seu concorrente direto, mas tomou rumos completamente distintos.

OOYAKATA SAMAAAA!!!
A Capcom melhorou todos os aspectos do jogo para o PS3. Gráficos, fluidez - com seus constantes 60 frames - inteligência artificial (pelo menos dos chefes de fase), música e combos. Apesar da redução nos personagens selecionáveis - agora são 16 - e da falta de modos especiais (como a Arena de SB2), o jogo ainda traz suas surpresas.

?? possível equipar as quatro habilidades especiais de cada personagem. No passado era preciso escolher duas dentre as quatro. Ao evoluir mais um pouco, mais três ataques são liberados. Os chamados "Ougi" (no original) quase equiparam-se aos especiais, mas é preciso escolher apenas um deles por batalha.



No canto inferior esquerdo, temos a energia vital e mais duas barras. Uma delas, azul, quando completa, possibilita a utilização dos Basara Attacks, que normalmente causam dano de área e o deixam invencível até o término do golpe. No canto, uma barra circular indica mais um ataque especial: o Battle Time Boost, que expande a percepção do tempo e faz tudo ficar em câmera lenta (o famoso 'Bullet Time'). Se utilizados juntos, o BtB e o Basara Attack criam o Ultimate Basara Attack, mais forte ainda que sua versão normal.

De resto é o que chamam de 'hackn' slash descerebrado', que tantos adoram odiar. Hordas de inimigos iguais avançando na sua direção, eliminados com o simples apertar repetitivo de um único botão. Combos gigantes, que podem ser maiores se você memorizar o tempo dos golpes e usar os cancelamentos no seu exato momento (o refinamento da Capcom com os combos de Samurai Heroes é algo de dar inveja ao gênero). As melhorias só passam despercebidas se você não se importar.

Outra novidade são os líderes de base, localizados em pedestais no meio de cada fase. Eles aparecem no mapa como os generais antigos. Cada um deles, quando derrotados, desestabilizam o exército inimigo (além de causar uma grande explosão) e deixam o caminho aberto para o bom procedimento da missão.

A história que não se repete

Dando continuidade aos acontecimentos do segundo jogo, Samurai Heroes mostra os momentos que culminaram na batalha mais importante do Japão Feudal: a Batalha de Sekigahara. Ela poria fim às guerras e daria voz a um novo soberano, Tokugawa Ieyasu de acordo com os escritos históricos. O Xogunato Tokugawa foi o mais importante e longo do país, sendo extinguido apenas séculos depois, em mais guerras civis, as que destituíram o poder das mãos do Xogum e o devolveram ao Imperador.

O pivete invocado que tinha como guardas costas a máquina de guerra (?!) Honda Tadakatsu, agora é um rapaz centrado e certo de que um dia governará o Japão. Ieyasu acabara de sair vitorioso de um confronto com seu grande inimigo, Toyotomi Hideyoshi, e dera início à revolução.

Do outro lado da moeda, Ishida Mitsunari, fiel seguidor de Hideyoshi, não concebia a ideia de que seu líder perecera nas mãos daquele garoto. Assim, parte em uma vendeta pessoal contra o algoz de seu estimado senhor, reunindo a todos que desejam uma direção para o país diferente da que o guerreiro dourado propusera.



Apesar do fundo quase 100% fiel aos escritos históricos, a trama segue seus próprios rumos. As 'What if Stories' aparecem após o término do jogo pela primeira vez com cada personagem, com novas versões para lutas conhecidas, dando-lhes uma segunda chance fictícia.

Alguns personagens ganham papéis mais importantes que na vida real, outros são criados da ficção. Saika Magoichi, que em Samurai Heroes é uma mulher, na vida real era um homem, bastante famoso pelo uso de armas de fogo nas fileiras do seu exército. Honda Tadakatsu, o Mech da série, é tão famoso historicamente por sua força e ferocidade que ganhou uma versão tal qual a sua fama.

Segredos

Além de objetivos secretos que são abertos no término de cada missão, cada mapa possui uma passagem secreta. São catapultas que levam a pontos inalcançáveis do cenário, arbustos que escondem atalhos com recompensas promissoras e até chefes que supostamente você não deveria enfrentar.

E se não bastasse tudo isso, ainda temos os monges fugitivos, recheando ainda mais o conteúdo inédito do jogo. Eles aparecem de forma aleatória nas fases, e é preciso encontrá-los rapidamente, caso contrário, desaparecem da mesma forma que surgem, do nada.

Derrotando-os, você adquire pontos de atributos extras para o seu personagem, upgrades que podem variar entre força, vitalidade e defesa. Não pense que é fácil descobrir sua exata localização. Mesmo assim, não desista, pois o resultado é bastante recompensador.

A fabricação de itens tomou um rumo diferente das versões anteriores também. Agora você precisa criar seu equipamento, utilizando os ingredientes adquiridos em batalha. Dependendo do ingrediente, é preciso realizar certos pré-requisitos, mas nada de muito requinte. Tudo bem que alguns são mais chatos, exigindo que você vença um cenário sem tomar um dano sequer, mas é mais uma exceção do que uma regra.

Para conseguir todos os itens necessários na fabricação dos equipamentos, você precisa batalhar por todas as áreas do Japão. Depois, basta partir para outro menu, o de fabricação de equipamentos, e fundir esses ingredientes. Certos acessórios só podem ser abertos terminando o Story Mode com um personagem específico.

O mesmo vale para as armas especiais. E aqui um adendo: quanto mais díficil for o nível de dificuldade, maior a chance de você conseguir melhores armas. As famosas Joke Weapons estão de volta, mas sem que seja preciso comprá-las. Basta ter sorte ao derrotar um chefe de fase (a dificuldade mais difícil ajuda um pouco também).

Apesar de pegar embalo no calor da badalação de Dynasty Warriors, Sengoku Basara: Samurai Heroes tem seu charme próprio, vivendo da sua própria repetição sim, mas feliz e realizado. Estude, jogue e tire suas conclusões.


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