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Review de Monster Hunter 3 para Wii de Outer Space

por Anônimo, fonte Outer Space, data  editar remover


Monster Hunter Tri é o primeiro jogo da franquia da Capcom a ser lançado para um videogame que não pertence a Sony. No Wii, é fácil perceber que o jogo não só trouxe gráficos muito bonitos para o console como também reformulou todo o multiplayer online, matando (pelo menos temporariamente) os ultrapassados Wii Friend Codes.

O caçador de monstros

Como o próprio nome diz tudo no jogo gira em torno da caça de monstros que habitam os arredores de uma aldeia de pescadores. Rodeados por seres gigantescos que mais parecem dinossauros, os moradores deste pequeno vilarejo encontraram na caça a esses predadores uma forma de se proteger e encontrar recursos para sobreviver.

O jogador, ao iniciar o singleplayer, descobrirá que é um candidato a caçador sem experiência e que precisará se tornar um forte e valoroso guerreiro para defender sua aldeia. Os anciões e outros moradores estão desesperados com o aparecimento do monstro Lagiacrus, uma grande fera aquática que anda espalhando medo entre os moradores da vila. Inicia-se então um longo aprendizado com diversas missões: aprender a forjar armaduras, buscar recursos em diferentes monstros e até mesmo cultivar plantas em uma fazenda. Até aqui tudo bem, o problema é que essas quests simples que deveriam ser introdutórias se arrastam por mais de 10 horas de jogo tornando grande parte da história extremamente chata e repetitiva. Ainda que a maioria dos hunters esteja apta para combater bestas gigantes em meia hora de jogo, somente após essa tortuosa jornada de aprendizado será possível enfrentar monstros realmente assustadores. O restante do enredo então seguirá na busca do temível monstro Lagiacrus.

Só se for de Classic

Esqueça qualquer outra forma de controlar o caçador. Se não for usando um Classic Controller é perda de tempo. A combinação Wii Remote com Nunchuck é péssima. Embora seja possível sair dançando com o Wii Remote desferindo golpes, também dá para apenas apertar os botões. Entretanto, a resposta dos controles é péssima e complica a execução dos golpes mais do que ajuda. No Classic tudo funciona perfeitamente, tanto no normal quanto no novo Pro que, inclusive, acompanha o jogo.

Quem jogou algum título anterior da série deve se lembrar do ajudante controlado pelo computador. ChaCha, nome do personagem desta terceira edição, é exatamente como o anterior, ou seja, ele pode ser configurado para auxiliar o protagonista como bem entender, ora curando o personagem, ora atacando as bestas. Ele é muito útil, principalmente quando serve de isca para atrair a atenção do monstro, permitindo ao jogador dar a volta no inimigo.

Estas criaturas bizarras são as estrelas da série e, obviamente, desta edição. Como dito, elas são grandes, muito bem feitas e se mostram bem diferentes umas das outras. O mais sensacional é ver que elas têm decisões e ações bem distintas entre si e, com um pouco de atenção, o jogador conseguirá interpretar e prever novos golpes. Por exemplo: o Royal Ludroth sempre modifica sua postura, de defensiva para agressiva, segundos antes de executar o golpe mais forte. O Barroth tem uma cauda poderosa, mas que pode ser facilmente arrancada fora com uma espada ou machado bem afiado. Compreender este universo surreal que os produtores da Capcom criaram ao dar vida a cada monstro digital faz as árduas horas de treinamento (quase) valerem a pena.

Apesar de Monster Hunter Tri possuir uma história um tanto quanto simplória, ela deve ser considerada um diferencial quando comparada às edições anteriores que não tinham trama alguma. Houve também uma evolução gráfica considerável, que pode ser visualizada durante as batalhas contra feras que impressionam pelo tamanho colossal e design surpreendente. ?? interessante ver a forma como, depois de derrotar uma criatura, o personagem pode esfaquear o bicho em busca de ossos, chifres e o que mais puder retirar para a confecção de novas armas e armaduras. O problema é que, conforme o personagem for evoluindo na aventura, armas mais fortes e armaduras resistentes tornam-se itens raros de se encontrar. Muitos deles são apenas descobertos dentro de uma única espécie de monstro, obrigando o jogador a voltar no mesmo inimigo inúmeras vezes até conseguir a quantidade de matéria prima necessária. Essa repetição excessiva é mais um fator que torna o jogo cansativo e acaba enrolando ainda mais a história. Novamente, o enredo de Monster Hunter Tri está longe de ser excepcional, na verdade ele é fraquíssimo, mas serve para preparar o jogador para o maior destaque do jogo: o multiplayer.

Chegou a melhor parte: O Multiplayer

A parte online é o principal propósito da série Monster Hunter. Depois de jogar pela primeira vez existe a opção de ir para o mundo ou para a cidade. A cidade é a divisão online do jogo e transporta a pessoa para o hall de jogatina multiplayer cooperativa e é responsável pela maior inovação que o console da Nintendo recebeu: o fim do Friend Code. Dentro da cidade online (e principalmente no grande hall de entrada) é possível se comunicar com qualquer pessoa apenas selecionando o nome dela e conversando por voz, usando o Wii Speak, ou por texto, usando qualquer teclado USB. Caso se prefira montar um grupo é só abrir uma cidade (uma espécie de sala de bate papo) dizendo que tipo de quests está buscando. Depois disto basta começar a aventura, à medida que o pessoal entrar na cidade.

Cada missão recebe um grau de dificuldade que vai de uma a cinco estrelas no solo, podendo chegar a seis no multiplayer. Não há uma igualdade nos níveis, uma vez que o modo online é ligeiramente mais complicado: cinco estrelas de dificuldade no singleplayer representam três no modo online. Toda esta dificuldade abusiva é justamente para obrigar a equipe a desenvolver estratégias de combate, buscando a melhor forma de utilizar as armas adquiridas no modo offline por cada integrante.



Quem estava esperando um novo lançamento hardcore para o Wii pode ficar sossegado: Monster Hunter Tri não será fácil para jogadores casuais e nem mesmo para os experientes. A maior dificuldade certamente é adaptar a parte online à plataforma da Nintendo, visivelmente desprovida de recursos neste aspecto. Surpreendentemente, a Capcom atingiu o alvo em cheio e trouxe o melhor multiplayer que se pode encontrar no Wii. O único problema fica para o singleplayer arrastado, que demora mais de dez horas para pegar no tranco. Se o jogador sobreviver a isso pode relaxar e desfrutar das mais de 150 horas restantes que o jogo oferece.

Prós Contras
- Multiplayer sem Friend Codes;
- Gráficos bons para o Wii;
- Batalhas aquáticas. - Só é bom para quem tem um Classic Controller;
- Demora dez hora para engrenar.


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