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Review de Section 8: Prejudice para X360 de GameTV

por Anônimo, fonte GameTV, data  editar remover




E lá vem mais um jogo de tiro futurista ambientado no espaço. Halo não se cansa de inspirar as produtoras, e Section 8, lançado em 2009, é prova de que a fórmula não se esgota nunca mesmo. A sequência veio nos mesmos moldes, mas custando módicos US$ 15 - e se o game não inova nem se sobressai em quase nada, deverá convencer pelo preço.

Em um futuro distante, acabaram-se todos os recursos da Terra. A saída foi colonizar novos planetas universo afora, mas boa parte da população continuou na boa e velha esfera azul. Anos e anos de fome e desastres naturais fizeram os sobreviventes se desenvolverem mental e fisicamente e depois saíram para colonizar outros planetas por aí... bom, após muita conversa, a trama é a seguinte: o protagonista Alex Corde deve evitar que sua colônia seja completamente destruída por invasores. Quer dizer, o objetivo, como sempre, é salvar a humanidade.

Logo de cara, dá para ver que os gráficos não são o forte do game, já que trazem texturas típicas da primeira geração de games do Xbox 360 (e não seria de impressionar caso elas rodassem no Xbox antigo). Parece mesmo que faltam detalhes às vezes, e para o jogador que se liga nesses detalhes, pode ser difícil de engolir. Mas é preciso deixar os pesares de lado e curtir o que Section 8: Prejudice tem de bom.

A campanha tem oito fases e é surpreendentemente longa. Graças a habilidades como o jet-pack e a possibilidade de utilizar veículos durante a aventura, a jogabilidade não fica repetitiva com o tempo e agrada bastante. Apesar de seguir o esquema de ir em frente sempre, há objetivos como ???sabotar tal unidade??? ou ???destruir tanques de combustível???, tudo com checkpoints nem tão espaçados entre si. Cenários amplos e boa liberdade de movimentação dão uma cara meio ???final dos anos 90??? para o jogo - e isso é muito bom.

O arsenal é pequeno, e na maior parte do tempo o jogador utilizará uma das metralhadoras, o rifle de precisão e o lança-foguetes. A munição é encontrada em ???dropships??? que aparecem de tempos em tempos nos cenários, em vez de serem deixadas por inimigos abatidos. Por falar em caras maus, cada um deles possui uma barra de energia e uma de escudo, facilitando saber que deles merece ser alvejado mais vezes.

No geral, a campanha não traz nada de inovador ou espetacular, mas é um bom passeio para o fã de jogos de tiro. A vida útil é garantida pelos modos multiplayer - há dois deles, o Conquest e o Swarm.

O modo Conquest é a principal modalidade do modo multiplayer. Por lá, são dois times com 16 jogadores de cada lado (é, dezesseis!) em uma batalha por ???pontos de controle??? do cenário. O legal é que você ganha pontos de experiência por praticamente qualquer coisa: acertou inimigo na cabeça, ganha ponto, matou de outro jeito, também ganha, controlou um ponto, ganha mais. Tudo vai sendo computado na hora, como em Call of Duty, mas, por algum motivo, aqui a mairo parte dos pontos é obtida durante o jogo mesmo, e não após o final dele.

O outro modo é o Swarm, um cooperativo para até quatro jogadores, mas que pode ser disputado sozinho também. O objetivo é proteger a base - os inimigos vão aparecendo aos montes, e o negócio é impedir a invasão dos caras.

Section 8: Prejudice não se sobressai em quase nada, mas campanha decente e modos multiplayer divertidos (quer dizer, para quem curte evoluir até o nível 50, dá para dizer que são um prato cheio) fazem dele uma boa opção de game baixável. Por US$ 15, ele traz mais conteúdo que muitos jogos vendidos pelo preço cheio e tem potencial para garantir boas horas de diversão.


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