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Review de Resident Evil 5 para PS3 de GameTV

por Anônimo, fonte GameTV, data  editar remover


George W. Bush não encontrou armas biológicas no Iraque, mas devia ter dado uma olhada em Kijuju, uma cidade que fica escondida no coração da África. Um pouco antes disso, ele deveria ter dado uma olhada em seu próprio país, mais especificamente em Racoon City, base da Umbrella. Desde 1996 a Capcom vem usando este tema para causar medo nos jogadores. Hoje Resident Evil é sinônimo do gênero Survival Horror.

?? em Kijuju, um pequeno país da África, que vamos encontrar a maior de todas as ameaças na biológicas da série. Chris Redfield, ex integrante do grupo S.T.A.R.S. agora membro da Bioterrorism Security Assessment Alliance, um grupo de soldados que são especializados no combate às empresas que criam estes tipos de armamentos. Lá ele vai encontrar uma nova parceira, a Sheva Alomar, que também trabalha para a BSAA. Ambos vão entrar em uma jornada contra um novo tipo de ameaça, parecida com a La Plaga de Resident Evil 4, porém com efeitos colaterais muito mais maléficos para o hospedeiro.

Chris e Sheva estão lá para tentar negociar com uma empresa local que sejam interrompidas as experiências com uma nova arma. Porém, as coisas não saem como o esperado e então os cidadãos do vilarejo entram em estado de frenesi e partem para o ataque contra os agentes. A população lembra mais ou menos os Ganados de RE4, porém aqui neste jogo os inimigos se chamam Majinis são bem mais viscerais e sanguinolentos que seus amigos espanhóis. No final acabam descobrindo que existe um atentado terrorista sendo tramado e cabem aos dois impedir que isso ocorra.

A missão particular de Chris é econtrar Jill, sua ex-paceira do S.T.A.R.S. que foi dada como morta. Chris não fala muito sobre ela. Mas nota-se que ele sente muita falta de sua parceira, pois ao saber que vai trabalhar em equipe com Sheva, ele fica meio cabisbaixo e receoso. Mas ele deixa a apreensão de lado e começa a aventura ao lado de sua nova amiga.

Resident Evil 5 é um jogo que aproveitou tudo o que deu certo na sua versão anterior e recebeu uma bela reforçada em vários elementos. A primeira coisa que se nota são os gráficos. Kijuju é um local horrível: pessoas são espancadas no meio da rua, casas sujas, rua de terra. Os visitantes são vistos com maus olhos. O local parece com uma favela mais do que decadente, quase um inferno, é difícil descrever com acuidade o quão decrépito que é este cenário. Tudo isso seria algo não muito bom de se presenciar pessoalmente, porém como estamos em um jogo de videogame, isso se torna maravilhoso, pois os gráficos retratam tudo com fidelidade ímpar. No lugar do receio que você teria por ser hostilizado, fica a vontade de conferir cada detalhe que está espalhado na rua, como os cartazes ou mesmo corpos de animais em estado de decomposição avançado.

Mas foi-se o tempo em que Resident Evil dava muito medo. Os Majinis se parecem com pessoas comuns, de negros a branquelos aguados ??? era para ser só negros, mas aí alguém achou que isso seria muito racismo. ?? o que está dentro deles que dá medo os vermes que fazem mutações em suas estruturas genéticas, dando-lhes mais velocidade, força e resistência. A sensação é que agora o intuito é dar desespero do tipo ???o que eu faço agora???? ou ???são muitos deles???. E é bem assim mesmo, existe apenas um momento em que apenas um Majini parte pra cima de Chris e Sheva, que é no começo do jogo. Depois disso, os mutantes só aparecem em bandos de de cinco ou mais deles partindo pra cima.

?? a forma em que estes inimigos aparecem que vão fazendo a diferença, geralmente são de formas que você nem espera, como em portas escondidas ou saltando pelos tetos. A coisa muito mais apavorante contra os chefes, pois eles não possuem um ponto fraco óbvio, como cabeças ou joelhos. Todas as batalhas são tensas e ao passar por elas você se sente aliviado, com a sensação de dever cumprido.

Os quebra cabeças também têm uma cara de Resident Evil 4, ou seja, pegue a chave e abra a porta que está trancada. Não existem mais os quebra-cabeças que fomos apresentados nos primeiros jogos, como o esquema de pegar uma joia e colocá-la no lugar de olhos de uma estátua ou coisa parecida. Lá se foi o esquema de desvendar segredos que era típico da série, algo que, pelo visto, nunca mais vai voltar.

Este é um jogo para se jogar em parceria, seja com o computador, seja com um amigo ao lado. A primeira opção não é tão ruim quanto se imagina. Você controla as ações do computador com duas ordens específicas ???Attack???, que deixa Sheva mais agressiva ou ???Cover???, onde ela poupa munição e se expõe a menos riscos.



O computador vai procurar itens, procurar por inimigos e tudo mais que uma pessoa normal faria. Em alguns pontos o comutador tem uma inteligência sagaz, que atira nos inimigos em locais que você nem imaginava. O computador também sabe ajudá-lo em horas de perigo, como ser mordido por um Majini ou chamar a atenção de chefes para que você não fique encurralado.

Existem poucos momentos que ambos precisam trabalhar separados e cada um deve seguir por um caminho e mesmo assim um pode cuidar do outro, abrindo caminho no meio da turba de inimigos disparando contra eles de uma posição mais favorável. Sheva também pode alcançar locais mais altos com a ajuda de Chris para pegar itens, chaves e outras coisas importantes para o progresso do jogo.

Mas mesmo que ela seja bem programada, ela ainda é um personagem controlado pelo computador e como tal, comete muitos deslizes. Um dos mais gritantes é que se a ordem está em ???Cover???, Sheva não vai usar de forma alguma suas armas mais fortes, mesmo que esteja correndo risco de morte. Além disso ela não pega todos os itens que estão em seu caminho, o que o força ficar de olho se não ficou nada para trás.

Em locais apertados a Sheva também tem alguns problemas para se situar, ela não tem uma mira tão boa assim e por vezes acaba acertando Chris no lugar dos Majinis ??? que não tira energia, mas que se acaba sendo um gasto de balas desnecessário.

Por isso é que muito melhor jogar em parceria com outra pessoa, pelo menos se alguma destas coisas acontecer, você vai poder falar para o seu amigo coisas como ???Presta atenção meu!??? ou ???Caramba! Para de atirar em mim???.

Para melhorar suas armas você não vai mais contar com um vendedor no cenário, mas sim vai poder usar a conveniência entre capítulos que disponibiliza uma loja para você fazer upgrades em suas armas e comprar outras novas. Nesta ???loja??? ainda você pode vender as joias que coleta no cenários para fazer dinheiro fácil.


Não é possível comprar munições, mas geralmente isso não é um grande desafio, pois os Majinis deixam cair bastante caixas de munição, inclusive nas dificuldades mais altas. Se mesmo assim você estiver passando por dificuldades, você pode fazer um upgrade na capacidade de munição das armas para que elas sejam recarregadas automaticamente com a quantidade máxima de balas, sem custar um centavo a mais.

Como tudo neste jogo, esta estrutura é uma evolução do sistema que já existia em Resident Evil 4. tente imaginar algo que tinha na versão anterior e você verá aqui com uma cara nova. Lembra dos comandos contextuais? Eles estão de volta: para fugir de um jacaré gigante, nas batalhas contra chefes gigantes, em uma pedra que rola. Uma batalha contra um monstro gigante no lago também está presente ??? a única coisa que muda é a forma de acabar com ele, já que agora você tem ajuda.

Não que isso seja ruim, mas novo também não é inovador como era no jogo anterior. A verdade é que o maior competidor de Resident Evil 5 é justamente Resident Evil 4. A diferença era que o jogo de Shinji Milami era muito mais assustador e mais imprevisível. As novidades que Jun Takeuchi colocou em RE5 afastaram um pouco o medo que realmente é importante para a série.

Talvez isso seja evolução e talvez os jogos anteriores causassem mais medo pelo fato dos zumbis serem muito mais feios que os Majinis. O ponto é que agora você vai ter que se acostumar a encarar Resident Evil como uma série de ação, e não de horror ??? o que pode dar muito mais medo para os fãs do que uma carta com Antrax.


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