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Review de The Conduit para Wii de GameTV

por Anônimo, fonte GameTV, data  editar remover




Salvador da Pátria

Desde o seu anúncio, The Conduit vem sendo tratado como o Santo Graal dos jogadores de Wii. ???Um jogo hardcore de verdade!???, clamavam. ???Nada mais de jogos casuais para meninas e velhinhas!???, diziam outros. Se o Nintendismo fosse uma seita secreta, esse seria o seu messias. O tempo passou, as profecias se concretizaram e chegou a hora de descobrir finalmente...eles estavam certos?

O primeiro projeto da High Voltage Software para o console da Nintendo é uma trama de política, alienígenas e conspiração estrelada por Michael Ford, agente do serviço secreto americano recrutado para fazer parte do The Trust, a mais misteriosa divisão de investigação do governo. Suas missões, introduzidas pelo misterioso comandante Adam, é descobrir a verdade por trás do surgimento de um vírus que ataca os seres humanos e tentar barrar a invasão de uma raça alienígena.

O melhor que se tem a fazer, na verdade, é ignorar a história. Ela está cheia de clichês, personagens sem muito sal e reviravoltas previsíveis desde a primeira conversa. ?? um pano de fundo passável para a aventura, mas não muito mais do que isso.

Mas voltando à pergunta do início. Pois bem: podem apagar suas tochas, guardar as placas e jogar fora os capuzes. Não, The Conduit não é revolucionário, não marca uma nova era e nem de longe libertará o Wii do estigma maldito de ser um console meramente casual, sem nada de bom para quem gosta de umas explosões a mais. De forma nenhuma isso quer dizer que se trate de um jogo ruim. ?? que o agente do Trust fica preso demais numa combinação bizarra de jogabilidade e controles sólidos, multiplayer divertido e gráficos dignos de GoldenEye 007. Aquele do Nintendo 64.

Tiro quase certo

Um dos grandes trunfos do game é o seu sistema de controles ??? certamente um dos mais intuitivos e bem construídos do tão (injustamente) criticado console da Nintendo. Existem dezenas de pequenos ajustes que podem ser feitos para deixar o jogador o mais à vontade possível na pele do Sr.Ford, desde a velocidade com a qual ele ???vira a cabeça??? até a zona morta do controle remoto. Mas mesmo na configuração padrão, qualquer pessoa pode dar seus tiros e jogar granadas como um agente de primeira.

Não adianta, porém, achar que vai salvar o mundo só por martelar o dedo no gatilho. As coisas aqui podem ficar muito difíceis muito rápido, o que é ao mesmo tempo bom e ruim. Bom porque o jogo não cai na mesmice e faz com que você se preocupe a se agachar atrás de coberturas e use as esquinas ao seu favor. Ruim por que quando menos espera está sendo tombado com um só tiro certeiro. E isso não é divertido. ?? importante trazer, além da munição, um pouco de paciência. Curiosamente, Conduit é um dos poucos jogos atuais do gênero no qual o personagem principal não se regenera sozinho.

O modo multiplayer simples e prático, tão exigido pelos jogadores de Wii desde os primórdios do console, também é um grande ponto a favor. Assim como em qualquer jogo de tiro em primeira pessoa de gente grande, basta conectar, procurar uma sala e começar a distribuir balas ??? e impropérios, já que há suporte para chat de voz pelo Wii Speak - por aí. Os Friend Codes, longos e enigmáticos, ainda são um grande empecilho para fazer amigos online, mas Conduit foi o primeiro jogo que trouxe integração online como deveria ser. Há também uma boa variedade de modos, que incluindo os tradicionais mata-mata e Capture the Flag.

O intermediário entre o que há de ótimo e de decepcionante em The Conduit é a ferramenta conhecida como ASE ??? o ???All-Seeing Eye??? ou ???Olho que Tudo Vê???, aquele olho na ponta da pirâmide que aparece nas notas de dólar. Mas aqui o símbolo bizarro surge na forma de um equipamento de alta tecnologia que serve, dentre outras coisas, para revelar mensagens e passagens secretas, hackear computadores e mostrar o caminho maios curto até o próximo objetivo.

Ele é uma ótima adição no que diz respeito ao ambiente, pelo menos: é mais legal usar um artefato ligado à ???mitologia??? do jogo do que simplesmente apertar teclados com dedos invisíveis. Mas é impossível não sentir que o sistema poderia ter sido mais bem aproveitado. As mensagens enigmáticas nas paredes, por exemplo, não servem para nada. Nem para entender melhor a história, nem resolver nenhum quebra-cabeça. Puro potencial desperdiçado.

Mas o alien vai pro brejo mesmo quando você olha para as fases: uma sequência interminável de salas todas iguais interconectadas por corredores, todos iguais. ?? o tipo de design de estágio que não se faz desde Doom II. Um problema menos grave, mas que ainda se faz notar, é a ausência total de qualquer tipo de radar. Fica fácil ficar algum tempo pensando de onde os tiros estão vindo antes de ter qualquer tipo de reação ??? e é no mínimo estranho um agente secreto do governo com um super canivete suíço high-tec não ter algo tão básico.

Mesmo com todas essas críticas, The Conduit ainda garante muitas e boas horas de diversão. Metroid Prime 3 ainda é mais jogo, em todos os sentidos, mas vale a pena dar uma chance ao pobre Sr. Ford ??? que não é nenhum salvador, mas consegue surrar um alienígena aqui e ali.


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