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Review de de Blob 2 para PS3 de Eurogamer

por ShadowsGamer, fonte Eurogamer, data  editar remover


Já se perguntaram porque existe cor? Qual a sua importância para o nosso dia a dia? Qual a sua importância para a nossa felicidade? Já imaginaram um mundo sem cor? Seria invisível? Ok, imaginem antes apenas cinzento, branco e preto. Qual seria a vossa sensação perante uma paisagem monocromática? Não parece nada interessante. A cor é algo extremamente importante nas nossas vidas. Toda a palete existente no mundo e no seu meio ambiente tornam paisagens em verdadeiras obras de arte. Para além disso a cor é sinal de diferenciação, onde é usada para diversos significados. Sim precisamos de cor, muita cor.

Tudo isto para podermos introduzir o jogo de Blob 2, onde a nossa bola saltitante está de volta. Originalmente saído na Nintendo Wii, a sequela salta também para as versões caseiras da PlayStation 3 e Xbox 360. A versão analisada foi a PlayStation 3, onde podemos jogar quer com o PlayStation Move, bem como apenas com o Dualshock.

O conceito por trás dede Blob 2 é muito simples. Temos um mundo agora dominado pelo maquiavélico Comrade Black, e a sua INKT Corporation, onde tornou tudo em Chroma preto e branco. Sem qualquer tipo de atractivo colorido. Blob e o seu amigo Pinky está de volta para salvar a sua terra e claro destruir os inimigos pelo caminho. Os nossos inimigos não gostam de cor, e todos os edifícios foram transformados em branco e preto. Blob consegue adquirir a cor existente em poços, lagos ou fontes de cor. Tocando em cada objecto dá a cor que actualmente está dentro do seu corpo.

O Blob é uma bola tipo esponja, onde consegue absorver as cores. Quando absorve as cores, em estado líquido, cresce em tamanho, mas sempre que pinta algo vai perdendo a cor e voltando ao seu estado original, um branco a fugir para o transparente. Tal como o original, cada cor empregue dará origem a uma sinfonia de sons, que encadeados produzir uma banda sonora fantástica. O estilo de música continua o mesmo, uma mistura de clássico com jazz e até mesmo samba. Extremamente bem conjugado com a jogabilidade e os efeitos produzidos.

Embora a ideia base tenha-se mantido, a sequela traz muitas novidades. Uma das mais evidentes é a ajuda tipo bússola que está sempre presente junto a nós. Esta bússola ajuda imenso, indicando-nos onde estão as cores mais próximas e onde está o próximo objectivo. Este era um dos aspectos que trazia alguma confusão no primeiro, onde muitas vezes perdíamos imenso tempo à procura da cor, que muitas vezes estava apenas num virar da esquina.

de Blob 2 tem por base as origens de plataformas, mas algo que faltava no primeiro, era um maior atractivo no sentido de variedade de jogabilidade. Este segundo jogo traz-nos desafios secundários, e não só, onde passamos a uma jogabilidade de 3D, para um side scroll, bem à moda antiga. Mas mais que isso, ainda consegue criar efeitos de profundidade, em termos de níveis. Esta mudança trouxe uma maior liberdade visual e de desafios. A maioria dos desafios corresponde em cumprir com a libertação dos habitantes, ou activação de fábricas.

O jogo é extremamente divertido, e de certa forma viciante. Explodir, colorir e criar efeitos musicais é algo que traz recompensas imediatas para quem joga. Iniciar um novo nível e vermos o panorama desolador de toda a cidade, provoca em nós um senso de urgência e de bem querer para com o ambiente. Rios cheios de detritos tóxicos, árvores sem folhas, casas e habitantes desprovidos de cor. No fundo um mundo triste, que nos remete para um pensamento de intervenção social no nosso mundo real. de Blob 2 tem também este papel de uma maior preocupação ambiental. Não é apenas colorir o mundo, é também o limpar e trazer de novo a vida.

Em cada nível que entrarmos temos um tempo limite para o colorir. Existem desafios obrigatórios, e outros secundários. O cumprimento de desafios dará como recompensa mais tempo, fazendo como que queiramos cumprir com outros secundários, para podermos cumprir com todo o nosso trabalho. Os níveis são variados, e extremamente engraçados. De referir que o jogo tem uma grande longevidade, sendo que muitos níveis demorarão mais de uma hora para serem cumpridos. Um dos problemas do jogo é a impossibilidade de gravação dentro dos níveis. Poderemos passar uma hora a jogar e se perdermos todas as vidas, teremos que repetir tudo de novo.

Outra novidade na sequela são as habilidades de Blob. Os pontos para podermos adquirir aumentar as nossas habilidades são as chamadas "Inspirações" que aparecem no jogo em forma de lâmpada. Com as "Inspirações" podemos por exemplo aumentar o nível de tinta que o Blob consegue absorver, ou até mesmo quantas vidas podemos ter no início de cada nível.

A câmara é outro pequeno problema no jogo. Principalmente quando estamos a tentar efectuar algum combo, ou quando se aproxima de algum edifício mais alto. ??s vezes parece ter vida própria. O modo cooperativo não é nada de especial. O segundo jogador apenas controla um cursor para ajudar Blob nas suas tarefas.

de Blob 2 é um jogo que agradará a miúdos e graúdos. Não é um jogo difícil, mas desafiador. Colorir os mundos, vencer os inimigos, resolver puzzles e viajar por um mundo de fantasia, é algo que atrai a todos. Para além disso, quero salientar que é um jogo extremamente didáctico. Ideias como protecção do ambiente e preocupações como as nossas acções estão subjacentes em todo lado. Não esquecer claro a cereja em cima do bolo, uma banda sonora que trabalha a nosso favor, enquanto jogamos.


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Eurogamer
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