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Review de Ridge Racer 3D para 3DS de Eurogamer

por GameVicio103, fonte Eurogamer, data  editar remover


Ridge Racer chega à nova coqueluche da Nintendo como parte da primeira vaga de jogos da consola. Sem grande surpresa, pode ser considerado um dos jogos mais empolgantes disponíveis no lançamento da 3DS em terras lusas e certamente um jogo que os fãs não quererão perder. Isto porque é também esta a primeira entrada da série no mundo das três dimensões. Ridge Racer 3D é como que um apalpar de terreno ??? um teste às capacidades da consola ??? ou não fosse esta uma série já habituada a inaugurar catálogos de lançamento.

E existem aqui um punhado de ideias a reter. Como uma amostra daquilo que o 3D pode fazer em jogos de corridas, Ridge Racer é até o concorrente ideal para esse teste. ?? que o festim de cores e a quantidade de adereços presentes ao longo de cada pista torna justificável esta edição. São aviões, helicópteros ou zepelins que se atravessam ecrã fora, ou pequenas folhas, papeis e arrastos de luz que se fazem notar agora mais do que nunca. Obviamente não serão estes fatores determinantes na seleção de um jogo, mas quando o interesse no mesmo se fixa quase exclusivamente no frenesim da corrida, estes são alguns pormenores que saltam à vista.

Por isso digo que, à partida, um jogo de corridas também não seria o alvo mais interessante para pôr à prova esta coisa do 3D. No entanto acaba por ser uma experiência gratificante. Tanto que esse acaba por ser até mesmo o melhor atributo do jogo. Ridge Racer é aquilo que sempre foi, pouco muda. Será tão familiar aos fãs como qualquer outra entrada na série, o que chega a ser um dos seus maiores problemas.



O que de melhor faz é oferecer uma jogabilidade explorada pela presença do 3D, que consegue definitivamente ser um avanço no que ao ambiente do jogo diz respeito, graças a uma maior sensação de profundidade da pista ou uma verdadeira noção das linhas do carro. ?? parte disso é somente aquilo que poderiam esperar de um mesmo Ridge Racer numa nova consola. E mesmo assim não seria dos melhores. A jogabilidade segue a receita do costume, sem nada que enganar. ?? intuitiva quando dominada, mas tem no frenesim que proporciona a sua melhor qualidade. Corridas desenvolvem-se do oitavo para o primeiro lugar, partindo o jogador da última posição. Para chegar ao pódio, as derrapagens prolongadas ao longo das curvas serão a única forma de encher as botijas de nitro que serão úteis para dar um avanço em pista.

Os veículos disponíveis dividem-se entre 4 categorias diretamente ligadas à velocidade do bólide. Infelizmente é fácil constatar que os carros de cada categoria são nada mais do que variações de outras de categorias mais baixas. Um spoiler aqui, uma saia ali e pouco mais. Existem porém um ou outro exclusivos a cada categoria, que podem ser desbloqueados ou comprados com o progresso no jogo.

O modo principal será então o Grand Prix, que coloca o jogador em 3 campeonatos com nível de dificuldade exponencial. Ao longo dos mesmos terão a oportunidade de correr a totalidade das pistas em jogo, já que cada um tem uma infinidade de eventos. Felizmente não precisam de os realizar a todos para terminar o campeonato. A dificuldade aumenta, e ainda bem. As primeiras corridas são uma seca. Só lá mais para a a frente poderão realmente apreciar a arte de ganhar uma corrida com um carro que passa metade do tempo na horizontal.

Ao completar campeonatos são ganhos pontos que podem ser utilizados para comprar novas máquinas ou alterar minimamente a performance das mesmas. Podem alterar o tipo de nitro, que varia entre a capacidade deste recarregar sozinho, ou melhorar a sua performance em detrimento do tempo de uso, por exemplo. Outra opção estende-se pela opção de melhorar o tipo de veiculo, o que resulta numa maior velocidade. Cada carro tem ainda uma série de pinturas pré-definidas, bem como a opção de mudar a sua cor.

Outros modos de jogo são praticamente para encher espaço. O modo One-Make Race é exemplo disso, com a sua particularidade de colocar o jogador frente-a-frente com carros iguais ao seu ??? pouco atrativo. Um Quick Tour são corridas normais que obedecem a um limite de tempo pré-definido pelo jogador. O típico Time Atack põe à prova as capacidades do jogador bater determinada pista em tempo recorde e existe ainda a possibilidade de correr contra Ghosts de outros jogadores encontrados via StreetPass. Podem ainda jogar em Versus com amigos, mas só se tiverem pelo menos mais uma 3DS e respetivo jogo. Não existe modo Online, o que é uma perda tremenda neste jogo.

O melhor em Ridge Racer continua, de facto, a ser o seu ambiente, repleto de música eletrónica que cai que nem uma luva no estilo de jogo agressivo e frenético. Graficamente tem no uso do 3D o seu maior trunfo. As pistas variam um pouco em qualidade ??? estão presentes clássicas, mas também completamente novas. Existem pistas excelentes, que tiram completamente partido do 3D e enaltecem, mais uma vez, o ambiente. Por outro lado, certos cenários parecem visualmente pouco cuidados.

Graficamente não é nenhum espetáculo. Mais eficaz artisticamente do que tecnicamente. O serrilhado, que normalmente não se notaria tanto, ganha também ele uma nova dimensão com o 3D activo. Por outro lado o 3D é mesmo o maior trunfo, fazendo por vezes esquecer certa ineficácia gráfica. Não, certamente, quando o framerate desce, e tal acontece tão recorrentemente quanto a probabilidade de ligarem o Nitro com dois adversários à vossa beira. Não desce muito, mas o suficiente para se notar e causar impacto.

Ridge Racer acaba por ser um bom jogo, mas dificilmente mais do que isso. ?? aquilo que esperam de um jogo da série. Novidades são poucas, ou nenhumas, e alguns dos seus atributos já terão até sido mostrados em outro jogos com maior eficácia. O 3D acaba por ser a vedeta desta história, e o resto do jogo vai de arrasto. O que até nem é mau, tendo em conta que o faz de forma a enaltecer a experiência. De resto, é Ridge Racer ??? o vício de sempre, portátil... e a 3D.



Pontuação 7/10


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