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Review de Undead Knights para PSP de E-Zine/MyGames

por Anônimo, fonte E-Zine/MyGames, data  editar remover




Com esta geração já marcada dentro do género Hack and Slash, com jogos como Bayonetta e Dante's Inferno, a Tecmo Koei decide tentar a sua sorte na portátil da Sony com um título inovador de nome Undead Knights. Este jogo marca a sua diferença por incorporar um modelo mais estratégico no modo Hack and Slash, ao incluir zombies manipuláveis. A história centra-se em três familiares e cavaleiros - Romulus Blood, Remus Blood e a mulher de Remus, Sylvia - que são condenados à morte pelo seu rei, Gradis, e pela sua mulher tirana, Fatima. Ao morrerem, os três membros da família Blood fizeram um pacto com um demónio de nome Beast, através do qual lhes foi oferecido uma chance para voltar à vida, juntamente com a adição de poderem transformar qualquer ser humano em zombie. Sendo assim, os Blood irão fazer tudo para se vingarem do rei Gradis e de Fatima.


Para isso, iremos ter à escolha um dos três membros da família Blood iremos eliminar, bem como transformar, todos os soldados e monstros que nos obstruam o caminho. Independentemente da personagem que usemos, as acções que poderemos realizar são ataque normal, ataque forte, saltar e corromper soldados para zombies, sendo este último o ponto inovador deste Hack and Slash. Os zombies são o factor fundamental para a progressão deste jogo, visto que serão eles que irão atacar outros soldados, enfraquecer monstros, destruir estruturas e limpar, assim como criar, caminho para progredirmos em Undead Knights.


Apesar de simples e inovador, este sistema é incrivelmente repetitivo durante todo o jogo. A conversão tem uma duração diferente de acordo com os inimigos: simples soldados e arqueiros convertem-se rapidamente; soldados especiais, bem como paladinos e monstros, demoram mais tempo a converter, sendo que durante esta conversão podem soltar-se para escapar. A conversão é, duma certa forma, injusta pelo simples facto de que, como mencionei anteriormente, alguns inimigos têm tempos de conversão diferentes e por mais forte que estes sejam, com excepção dos gigantes, os zombies irão ser sempre iguais.


A apresentação em Undead Knights é, duma forma geral, datada e à qual não foi imposta qualquer ênfase adicional para a destacar. As animações são pobres e repetitivas, chegando ao ponto de termos cinemáticas de inimigos no chão a fazerem a mesma sequência de movimentos e a proferirem as mesmas falas, como se estivessem a dar um passo de dança muito mal executado. O mesmo departamento sonoro está muito aquém do que se espera de títulos desta geração, com uma performance dos actores de áudio muito fraca. Algo que não ajuda na narração é o facto dos modelos das personagens não mexerem nunca a boca para minimamente coincidir com as falas que lhes são impostas.


Para além do modo campanha single-player, terão também à vossa disposição um modo multiplayer via ad-hoc, mas se estão à espera de fazer o modo campanha com um ou mais amigos, então esqueçam, porque existem apenas modos de desafio, como atirar zombies para um adversário ou tentar ganhar o máximo número de pontos num certo cenário.

Em suma, Undead Knights é um jogo que consegue divertir qualquer um nos primeiros quinze ou trinta minutos, porque após esse tempo, a repetição, ângulos de câmera inconstantes e o grafismo medíocre irão fazer com que mudem de jogo rapidamente.


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