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Review de Uncharted 2: Among Thieves para PS3 de GameTV

por Anônimo, fonte GameTV, data  editar remover




??pico, emocionante, contagiante, empolgante, bonito, fantástico, estupendo. Adjetivo é o que está sobrando para o mais recente jogo da Naughty Dog, Uncharted 2: Among Thieves. Eles conseguiram fazer o que parecia ser impossível nos dias atuais ??? mudar a forma pela qual um jogo conta uma história. Eles fizeram um game muito bem estruturado e divertido, tanto no modo solo, quanto acompanhado. Mas este início de texto é só uma pequena amostra do que tem no disco de Blu-ray de Uncharted 2. O aventureiro Nathan Drake, acompanhado de seus aliados, nos leva para os quatro cantos do mundo, recontando um pouco de história, quebra-cabeças, transposição de obstáculos e tiros, muitos tiros.

Ele não estava nem aí para a vida, em uma praia no Caribe, curtindo suas férias numa boa. Quando Drake pensava no que ia fazer depois de torrar toda a grana conseguida com o tesouro de sua última aventura, um amigo de longa data, Harry Flynn, ressurge do nada para fazer uma proposta tentadora: encontrar a brigada perdida de Marco Pólo e o caminho para Shambala, ???a terra da paz, tranquilidade e alegria???. Essa aventura por si só já seria motivo suficiente para que os aspirantes a repórteres do canal National Geographic arrumassem suas malas, o passaporte e a câmera de vídeo e para embarcar rumo ao horizonte sem fim. Mas Natham Drake já viu lugares que até Deus tinha esquecido de ter criado, só a promessa de tesouros de valores incalculáveis fez ele aceitar a proposta de bom grado.

O caminho para o Shangri-Lá não é em linha reta. Bornéu e Tibete são pontos de parada obrigatórios para essa expedição. Polícia e um grande exército particular são os adversários que não vão dar sossego para o aspirante a Indiana Jones. A sorte é que, no caminho, Drake encontra armas de todos os calibres e assim ele consegue se manter vivo, mesmo quando tudo parece que vai dar errado. Explosões e balas voando para todos os lados são a dose de adrenalina necessária para manter qualquer pessoa ligada na frente da televisão pela madrugada inteira. Ou madrugadas, já que para sair da tela de Start até ver os créditos rolando no final (assista) mais de 11 horas terão passado - isso se você não for atrás de todos os tesouros.

Na beira do precipício
O esquema dos tiroteios continua firme e forte com o bom e velho ???esconde e atira??? inspirado em Gears of War. Em alguns casos mais vale um soco na cara do que encher o peito do inimigo de tiros, e nesse ponto a jogabilidade melhorou muito, pois o botão quadrado dá conta de fazer todos os golpes, restando ao triângulo apenas a função de contra-atacar. Ou seja: tudo o que era bom foi melhorado e simplificado. No primeiro jogo não era evidente quando os combos brutais poderiam ser acionados e, honestamente, não adicionavam nada diferente. Aqui o combate fica bem mais fluído, mais visceral e empolgante.

Mas não é necessário sair resolvendo tudo na base do tiro. Na verdade o jogo privilegia o ataque surpresa, misturando o stealth com os caminhos alternativos, encontrados no penhasco mais próximo do seu templo. A maioria dos estágios permite que você aja furtivamente, ganhando uma bela vantagem quando o confronto armado for inevitável.

Saindo do combate e indo para o cerne do jogo, que é a ação dos puzzles, percebemos que Uncharted 2 muda os paradigmas criados em Tomb Raider. A Naughty Dog não fez o básico ???um inimigo aqui e um caminho a percorrer ali???. A ação está presente em todos os instantes. Um caminhão que atravessa uma parede, um helicóptero que o persegue pelo alto ou um trem de carga à toda velocidade dão dinâmicas diferentes, fazem parte da história e usam uma mágica hindu para manter o DualShock 3 bem firme em suas mãos.

A mágica também está presente na concepção artística, que faz o queixo cair a cada passo, cada hora, cada minuto. Quando você menos espera, tem que dar um jeito para o seu queixo voltar para o seu devido lugar ??? para logo em seguida voltar a cair. Dos montes nevados do alto do Himalaia, dos túneis escondidos no meio do Tibete, tudo no maior grau de detalhes, coisa que nunca antes foi vista na história desse videogame.

O lado bom de ficar com o maxilar deslocado é que todas as cenas de ação acontecem quando o jogador está no controle e não são mais uma atividade passiva. Você direciona, atira, esquiva, salta, rola. Só não finge de morto, porque isso pode acontecer de verdade e quando menos se espera, seja por um salto mal calculado ou quando inimigos sedentos pelo sangue de Drake o cercam por todos os lados.

Antes mal acompanhado do que só
O que Uncharted 2 deixa bem claro é que Drake é um ser humano comum, sem super poderes. Ele precisa de ajuda para escalar paredes, resolver mistérios e puzzles. Para isso ele conta com a ajuda de amigos como Sullivan e Elena, sendo que outras vezes ele pode até conseguir que um vilão dê uma mãozinha para conseguir ???chegar ali, no alto daquela pilastra???. Essa característica é levada para o modo multiplayer

As opções de jogo são bem extensas e nem se comparam com o que estava presente na versão beta. Do simples deathmatch a um vigoroso modo cooperativo, passando por modos como Treasure, que é um ???capture the flag??? disfarçado com um jarro de ouro, objeto pelo qual mocinhos e vilões lutam para colocar as mãos. No modo cooperativo você se junta a mais dois amigos e, embora sejam os mesmos estágios da aventura solo, os objetivos são outros, o que não estraga as surpresas da campanha. Toda parte multiplayer é tão completa que até poderia ser vendida à parte - e muitos pagariam por isso de bom grado.

A recompensa vem em forma de dinheiro para comprar habilidades, personagens, upgrades para armas e até extras como making of e galerias de imagens. Chega um momento em que você se pergunta: ???como eles fizeram tudo isso sem usar sequer 1 MB de instalação???? Assista ao vídeo Mastering The Cell Processor e você terá uma idéia (tem uma versão no YouTube, para quem não tem o game e/ou PS3).

Recompensador de verdade é chegar ao final do jogo e perceber que você tem gás para voltar a jogar tudo novamente, desde o início, e com a mesma vontade de descobrir onde estão os 101 tesouros escondidos, ver todas as cenas novamente, reparar como a neve gruda na roupa de Drake e como os inimigos ficam mais letais a cada capítulo avançado.

A verdade é que Uncharted 2 é mais um daqueles títulos que devem fazer parte da coleção de qualquer pessoa. ?? o melhor jogo que saiu para o PS3 até agora - e não estamos menosprezando games como Killzone 2, Metal Gear Solid 4 e LittleBigPlanet. Mas é fato que este jogo é surpreendentemente bom. Ele é melhor do que qualquer pessoa imaginava. Por isso faltam adjetivos. Por isso Lara Croft e Indiana Jones devem dar uma passada no INSS e dar entrada no pedido de aposentadoria. Depois de Uncharted 2 nada mais será igual para essas duas franquias.


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