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Review de Killzone 2 para PS3 de GameTV

por Anônimo, fonte GameTV, data  editar remover


A espera enfim acabou!

Diga a verdade: você jogou o primeiro Killzone? Provavelmente não. Aquele que era para ser o ???Halo killer??? chegou ao PlayStation 2 e se mostrou um jogo de quinta categoria e que nem deveria ser comparado com o mega sucesso da Microsoft. Aquele jogo era meio podre. Não fornecia um décimo da diversão que prometia.

Agora está entre nós a segunda versão do game. Essa foi uma das maiores surpresas da E3 2005 e que foi ???mostrado??? no mesmo dia em que o PlayStation 3 foi erguido por Ken Kutaragi. Logo foi descoberto que o vídeo mostrado era na verdade uma cena em CG ??? algo que depois foi criticado por ser uma ???propaganda enganosa??? do console. Quase quatro anos se passaram daquele evento. Depois de muitos narizes torcidos, muita descrença, a Guerrilla Games conseguiu provar que é possível sim jogar uma cena em computação gráfica e melhor: fazer um jogo tão bom quanto o seu principal concorrente.

A Guerrilla não fez questão de tentar contar a história do jogo nem do que rolou anteriormente. Quem não jogou os primeiros games da franquia vai pensar que os terráqueos estão invadindo um Helgan, o mundo dos helghasts e eles estão tentando ???tomar??? o planeta deles. Mas não é bem assim quem acompanha a série, basta saber que o jogo rola logo após os eventos de Killzone: Liberation (PSP). A força da Terra, a ISA, cansada de sofrer ataques dos helghasts, decide contra-atacar invadindo a civilização alienígena.

No início parece que o modo de campanha de Killzone 2 é algo bem genérico: humanos são do bem, os vilões são do mal e pronto. Mas depois ele vai ganhando mais consistência e vai ficando mais coeso, dando vontade de querer acompanhar o próximo passo que o sargento Tomas Sevchenko, o protagonista, vai dar. Não chega ser um clássico da ficção ou da guerra, mas o enredo é bem intrigante e divertido. A trama é permeada com a lavagem cerebral que os helghasts sofrem, os conflitos de uma guerra, a perda de um companheiro de guerra... No geral você vai se sentir bastante atraído para tentar descobrir o que rola passando pelos 10 estágios até chegar ao final do jogo, algo que vai acontecer por depois de passar 15 horas em frente à TV.

Assim que você põe suas mãos no jogo propriamente dito, vai descobrir que ele é muito mais bonito do que foi exibido em qualquer foto ou qualquer vídeo até hoje. Os primeiros passos na base dos ISA são de puro embasbacamento: efeitos de luz incríveis permeando cada aresta e fresta. O que se segue depois de uma curta cena de animação mostrando os seus amigos de esquadrão é uma cena de guerra como nunca vista antes ??? quer dizer, já foi vista sim pois é a mesma mostrada na demonstração do game. Corpos voando, tiros zunindo, gritos por todos os lados. A sensação é de estar mesmo dentro de um campo de guerra. Parece que o pessoal da Guerrilla passou muito tempo cuidado carinhosamente de cada detalhe, do grãozinho de poeira que voa à nave que deixa soldados no campo de batalha. Parece mesmo um trabalho feito por artesões.



E a visão que você tem de dentro do campo de guerra pode influenciar no resultado do combate, por exemplo, a fumaça das explosões ficam no ar tempo suficiente para o helghast fugir e atirar de volta. Para avisá-lo que você está morrendo, o jogo vai sujando a tela com gotas de sangue e conforme você vai sofrendo mais ataques, a tela vai perdendo a cor até que o Sev morre. Esse desespero de alguem que está morrendo é uma das coisas mais utilizadas nos jogos atuais, mas até isso consegue ser diferente em KZ2.

O desenrolar do game é bem no esquema dos jogos de tiro em primeira pessoa. Geralmente o jogo diz para onde você deve ir e o que fazer quando chegar lá. Mas o legal é que quase sempre você estará com ajuda de um cara controlado pelo computador. Ele não está lá à toa, na verdade, seus companheiros de batalha sempre vão te dar uma mão nos momentos mais difíceis de se avançar ou quando você está cercado por dezenas de inimigos. Quando isso acontece, os aliados atiram nos helghasts mantando ou chamando a atenção deles. Aí você fica livre para continuar atacando.

O interessante é que os inimigos têm um certo nível de inteligência adaptativa. Isso significa que eles não vão atacá-lo só porque você é o jogador. Eles vão atacar quem for mais perigoso primeiro, o que nem sempre é o cara que você está controlando. Isso deixa as coisas mais verídicas e ao mesmo tempo mais fáceis para a vida do jogador, impedindo que você morra infinitas vezes antes de descobrir o que tem que fazer.

Os detalhes técnicos ao mesmo tempo impressionam e decepcionam, começando pelo fato que este é um jogo que nem precisa ser instalado ??? e não tem como fazer isso opcionalmente. Tecnicamente o jogo vai carregando aos poucos cada trecho do estágio no modo de campanha. Em alguns momentos nem é percebido o tempo de leitura, em outros momentos há uma pausa de um segundo para o carregamento do trecho seguinte. Isso pode irritar algumas pessoas, mas definitivamente não atrapalham o desenrolar da ação. Além disso temos problemas com as sombras em baixa resolução. Toda vez que você passar por uma área iluminada vai ver sua projeção escura toda serrilhada. Mais uma vez, é um problema que pode ser ignorado, mas que mesmo assim é perceptível desde o momento em que o botão start é pressionado.

Como um jogo de tiro em primeira pessoa, parece que Sev sempre anda bastante curvado, que todas as armas que ele carrega estão na linha do peito. Não que isso chegue a atrapalhar ??? e atrapalha mesmo um pouco ??? mas é algo que você consegue se acostumar. Mas o processo de para se acostumar será com toda a estrutura de Killzone 2. Não dá para sair correndo feito um louco, é necessário que você se esconda dos disparos adversários usando o sistema de cobertura. Esse sistema permite que você use qualquer parede para evitar os disparos inimigos. Vale tudo par se manter vivo, de uma parede, um carro ou poste. No início isso é tão estranho ??? afinal, esconder e atirar é a praia de Gears of War ??? depois de algum tempo será até natural correr para uma parede e apertar o botão L2. Só para se esconder da saraivada de balas que voam pelos cenários.

Todos os recursos do controle do PS3 foram utilizados de uma forma inteligente, inclusive o sensor de movimento. Ficou na cara que a Guerrilla passou muito tempo imaginando o que seria possível fazer com esta funcionalidade. Aí eles fizeram algo simplesmente divertido: colocar abertura de válvulas e acionamento de explosivos com giros simples nos controles. Quando você tem que acionar uma peça destas, vai aparecer um míni-game dizendo os movimentos que devem ser feitos para que você consiga abrir a porta ou passagem. Porém a maior pegadinha está no uso do rifle sniper. Quando você está usando esta arma o jogo pede para que você controle o movimento de suas mãos para melhorar a pontaria. Qualquer movimento por menor que seja é captado pelo controle e é transferido para o jogo, passando um nível de realismo incrível. Isso mostra o quanto de dedicação que este jogo foi feito, tentando usar tudo o que o console tem à disposição.

A cereja do bolo está mesmo nos modos online. Aqui tem um brilho todo particular do que é uma zona de guerra. São vários tipos de modos de jogo, do simples team deathmatch (que aqui é chamado como Body Count) ao capture the flag (chamado aqui como Search and Retrieve). Mas é o modo Assassination um dos mais legais de se participar. Nele um jogador é o alvo e os jogadores de seu time devem defendê-lo dos ataques inimigos por um determinado período. Acontece que geralmente a facção inimiga vem em peso tentar pegar a pessoa que deve ser eliminada. Nesses casos a matança fica toda concentrada em apenas um local do mapa até que um dos lados saia vencedor e faz a coisa ficar ainda mais disputada e divertida. No total são seis modos de jogo que podem ser desfrutados com a galera virtual.



As missões do modo online podem ser jogadas tanto separadas quanto em sequencia, o que dá uma dinâmica muito animada para o game. Tudo fica por conta de quem serve o jogo, ele é quem decide quais missões vão rolar. Tem gente que prefere jogar apenas Body Count, outros preferem Search and Destroy. E tem aqueles que gostam de jogar tudo de uma vez. Essa última opção permite que todos os modos aconteçam no mesmo mapa, sem loadings e sem interrupções, o que deixa as disputas ainda mais frenéticas e insanas.

Para estimular a ação do modo online, o jogo possui um sistema de classificação que vai habilitando armas e classes para se jogar. Por exemplo, no nível 1, Private, o jogador só vai ter duas metralhadoras para escolher e uma granada para usar. Assim que ele for completando missões no modo online e matando adversários, ele vai ganhar pontos de experiência alcançar outras patentes e consequentemente mais armas e habilidades. Isso premia o jogador que sempre joga o jogo e ao mesmo tempo dá o incentivo para quem está começando agora partir para novas conquistas.

Se você pensa que este sistema pode atrapalhar os jogadores, fique tranquilo. Killzone 2 permite que você jogue com pessoas do mesmo nível que o seu, talvez um pouco acima ou um pouco abaixo, mas mesmo assim é bem balanceado sem dar (muita) vantagem para ninguém. O resultado é que se você joga só aos finais de semana, dificilmente vai encontrar aquele cara que não desliga o videogame e que tem todas as armas do jogo ??? a não ser que você queria exatamente isso, é claro.

São diversos mapas que você vai reconhecer do modo de campanha e todos eles são extremamente gandes, sendo que alguns são mais abertos, permitindo o combate usando armas de longa distância, já outros são mais fechados, propiciando chuvas de granadas voem por todos os lados. Mas todos os mapas funcionam bem para qualquer um dos seis modos de jogo.

Conclusão:
Nem parece que passaram quase quatro anos para que Killzone 2 chegasse às nossas mãos. Houve quem esperou muito por este jogo, teve gente que nem se lembrava mais dele. Mas a verdade é que a espera foi válida. Demorou sim, é verdade, mas finalmente temos a oportunidade de ver aquela cena em CG rodando bem na frente de nossos olhos, reagindo com os nossos comandos, apontando para onde queremos e atirando em quem estiver pela frente. Se tivermos que esperar mais quatro anos para jogar Killzone 3, então que demore ??? e que venha um jogo tão bom quanto este. Mas por enquanto, basta saber que este não é candidato apenas a melhor jogo do ano e sim para entrar na lista dos melhores desta geração.


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