GameVicio Entretenimento: GameVicio | FlashVicio | Hhide.ME | ClubVicio | Fórum | Flow | MovieVicio

Review de Disgaea 2: Dark Hero Days para PSP de E-Zine/MyGames

por Anônimo, fonte E-Zine/MyGames, data  editar remover




Sempre que se menciona a expressão 'RPG táctico', os nomes Final Fantasy Tactics ou, mais recente ainda, Valkyria Chronicles saltam da nossa mente como dois dos jogos mais marcantes deste género. Uma outra franchise se mostrou capaz de, desde o seu nascimento, fazer frente a estes grandes títulos, de seu nome Disgaea. Criado pela companhia japonesa Nippon Ichi Software, Disgaea deu os seus primeiros passos na PlayStation 2 no ano de 2003, destacando-se pelo seu visual simples mas rico, um enredo inovador e uma jogabilidade que, para além simples, requeria uma atenção do jogador para ser aperfeiçoada. Com o decorrer do tempo, a série foi polindo as suas arestas e, em 2010, a Nippon Ichi Software lança uma versão melhorada de Disgaea 2: Cursed Memories, na PSP, intitulado Disgaea 2: Dark Hero Days.



No universo de Disgaea 2: Dark Hero Days, todo o mundo foi vítima de um feitiço de um tirano de nome Overlord Zenon, feitiço este que transformou toda a gente em demónios. No entanto, um ser humano chamado Adell não foi afectado pelo feitiço. A mãe de Adell, também transformada em demónio, tentou, juntamente com a sua família, lançar um feitiço que permitisse evocar o Overlord Zenon, de forma a que Adell conseguisse ajustar contas com o tirano e assim libertar a sua família do feitiço. Infelizmente, o feitiço é mal lançado, e em vez de evocarem Overlord Zenon, evocam a sua filha e princesa, Rozalin. Adell tenta então devolver a princesa ao seu pai e assim resolver o seu problema.

Todo o nosso percurso e desenvolvimento irá ser planeado e executado na cidade de Netherworld. Aqui, iremos escolher o próximo local a investigar, curar os nossos elementos de equipa no hospital, comprar armas e armaduras, bem como mudar a banda sonora do jogo, se assim quisermos. Ao investigarmos com sucesso locais fora da cidade, iremos combater contra outras personagens do jogo ou simples inimigos, desbloqueando assim mais zonas para serem investigadas. Os combates por turnos são todos desenrolados em pequenos cenários semelhantes aos de Final Fantasy Tactics, e a deslocação das nossas personagens nestes cenários é feita numa movimentação em grelha.



Esta grelha invisível serve para auxiliar o jogador a descobrir, por exemplo, a capacidade de movimentação de uma personagem por turno, ou então o alcance de um ataque ou o movimento especial deste mesmo. Por vezes, espalhados pelo cenário encontram-se placas com cores diferentes. Estas placas, de nome Geo Panels, alteram as características das personagens que lá pousarem, mas também podem ser destruídas graças a cristais espalhados pelo cenário, chamados Geo Cristals.

As personagens podem efectuar ataques em grupo, podendo causar imenso dano a uma só unidade inimiga. Estas personagens podem atirar outras personagens para perto de unidades inimigas para simplesmente a eliminar, ou para dar um toque mais estratégico ao combate. Para além da história principal, iremos ter missões secundárias e mundos à parte, como os mundos dos items que nos irão deixar mais poderosos dependendo destes últimos, aumentando assim a duração do jogo por muitas mais horas.


A apresentação de Disgaea 2: Dark Hero Days continua da maneira a que a Nippon Ichi Software nos tem habituado durante estes anos, sendo esta baseada em "sprites" num cenário 3-D. As animações das personagens podem parecer datadas, mas o ambiente global do jogo e as actuações de voz muito bem executadas dão um toque de inovação à apresentação. Os diálogos entre as personagens dão a parecer Animes japoneses sempre com um toque de comédia. A banda sonora encaixa que nem uma luva neste jogo, sendo configurável durante todo o jogo. A jogabilidade, apesar de simples, pode enervar um pouco o jogador graças à câmara, que pode confudir-nos com o seu manuseamento.

Disgaea 2: Dark Hero Days é mais uma conversão para a PSP bem conseguida, e o título pode muito bem ser considerado um dos melhores jogos dentro do universo de RPGs tácticos. A Nippon Ichi Software devia mesmo assim ter considerado dar uma revisão em certos elementos do jogo, como a jogabilidade, mas que não seja de preocupar pois este aspecto não altera em praticamente nada a experiência do jogo.


Nenhum comentário

||
E-Zine/MyGames
85/ 100
Média da crítica
Média dos usuários
Sua nota

Sobre o colaborador

avatar de Anônimo
©2016 GameVicio