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Review de Valkyria Chronicles II para PSP de GameTV

por Anônimo, fonte GameTV, data  editar remover




Nos contos nórdicos as Valquírias eram servas do deus Odin, responsáveis por coletar as almas dos guerreiros mais valorosos de Midgard ??? o nosso mundo ??? para ajudar na batalha final do Ragnarok. No mundo dos games, porém, seu papel foi quase o inverso: trouxeram ao PlayStation 3 um excelente épico de guerra e estratégia, algo que estava fazendo bastante falta para o console em um longínquo 2008. Assim como nos mitos, porém, seu trabalho nunca termina... e elas estão de volta com a mesma graça e maestria no PSP.

O novo capítulo da saga militar da Sega se passa poucos anos depois dos eventos do primeiro jogo, ainda no continente quase-fictício de ???Europa???, onde aconteceu a guerra entre Federação Atlântica e a Aliança Imperial do Leste. No meio do conflito estava o Pincipado de Gallia, país neutro que, por ter ricas jazidas de um mineral valioso, acabou sendo invadido pelas forças imperiais. Uma pequena milícia se ergueu e, contra todas as probabilidades, conseguiu restabelecer a paz.

Dois anos depois o foco da história passa para Avan Hardins, jovem cidadão de Gallia. Depois de receber a notícia abrupta de que seu irmão, Leon, morreu, ele decide ingressar na academia militar para descobrir a verdade sobre o caso e, no processo, se tornar a peça chave em uma crise que está dividindo sua terra natal em duas.

Apontar, Atirar, Fogo

O Valkyria Chronicles original foi um dos RPGs estratégicos mais inovadores e divertidos dos últimos anos e, felizmente, a Sega conseguiu transportar tudo o que o game tem de melhor para o PSP. Aqui, mais uma vez, as batalhas acontecem em dois momentos: o primeiro no qual você, como general, tem uma visão geral do campo de batalha e escolhe quais unidades vai mover; e o seguindo, que te coloca nos ???ombros??? de cada unidade, como se fosse um jogo de tiro em terceira pessoa.

A integração, como antes, dá uma dinâmica e uma sensação de controle diferente de qualquer outro jogo do gênero. Em um momento você está escolhendo quantos batedores (que andam mais longe), soldados de tropa de choque (que têm mais poder de fogo), ???Lancers??? (com seus foguetes altamente destrutivos) posicionará no mapa, dependendo das forças inimigas e do terreno, e no outro posicionando exatamente cada peão ??? escolhendo o melhor ângulo para o tiro, se escondendo em sacos de areia para não sofrer contra-ataques diretos ou preparando uma emboscada.

Além disso, não raro esses confrontos acontecem em cenários desmembrados, o que torna tudo ainda mais interessante. Imagine que um só campo de batalha pode ter duas ou três partes separadas, ligadas por bases protegidas por você e pelo seu oponente. Ao conquistar uma dessas, você pode transportar seus exércitos de um para o outro e aí, por exemplo, pegar o capitão inimigo desprevenido pelas costas enquanto um outro dos seus destacamentos continua atirando e atraindo a atenção para si.

Cada soldado em campo garante uma ação no seu turno, podendo atacar uma vez e andar até que a sua barra de ação (maior para unidades mais leves, como batedores, e menor para mais pesadas) se esgote. Acabar com as ações passa a bola para o adversário, e assim o conflito continua até que o objetivo da missão seja concluído.

Em comparação ao primeiro jogo, o novo Valkyria ao mesmo tempo dá mais opções logo de cara ??? classes, equipamentos etc ??? e traz os comandantes de primeira viagem para dentro com uma curva de aprendizado muito menos exigente. Ou seja: um jogo tão bom quanto o anterior, mas mais acessível.

Barrados na Trincheira

A parte não tão boa é, infelizmente, no que fica entre uma missão e outra: a história, justo um dos aspectos mais incríveis do original. Em vez da saga sutil de dois jovens inexperientes se envolvendo na guerra quase que por acaso (e com desastres espalhados por todos os cantos), a sequência aposta nos dramas escolares tipicamente japoneses, com personagens mais adolescentes e, infelizmente, bobos.

Assim como nos jogos mais recentes da série Persona, é possível andar pelas salas de aula, corredores, jardins e outros ambientes da academia militar de Gallia encontrando colegas de sala e interagindo com eles. Em tese, criando intimidade, você pode ter efeitos especiais na batalha se Avan estiver junto com aquele personagem... mas as histórias são tão interessantes e inovadoras quanto aquela união entre o protagonista delinqüente, a menina fofinha e desajeitada e o rapaz isolado com um passado sombrio.

Pelo menos a Academia ainda fornece serviços úteis, como uma oficina para pesquisar novas armas e equipamentos e um campo de treino para trocar pontos de experiências por evoluções das classes. Esse sistema, aliás, mudou um pouco: todos os pontos obtidos nas batalhas vão para um fundo único, e você decide em quais profissões isso será distribuído.

Além de melhorar o desempenho geral daquela categoria, isso ainda ajuda a habilitar outras opções: aprimorar os batedores até determinado nível habilita os atiradores de elite, por exemplo.

Valkyria Chronicles trouxe a guerra e a estratégia com excelência para o PlayStation 3. A sequência, apesar de ter perdido um pouco da magia e da sutileza do original, ainda consegue manter o nível no PSP ??? um jogo digno do hall divino dos guerreiros.


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