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Review de Super Mario Galaxy 2 para Wii de E-Zine/MyGames

por Anônimo, fonte E-Zine/MyGames, data  editar remover




Enquanto a maioria das empresas produtoras de videojogos se preocupam em criar os seus títulos de acordo com os padrões de hoje, que defendem um realismo e uma simulação perfeita nos videojogos, outras preocupam-se em oferecer a melhor narrativa, dando uma experiência mais envolvente. Outras, ainda, preferem focar-se na interacção entre jogador e jogo, com uma jogabilidade sem precedentes e níveis cada vez mais impressionantes e desafiantes. Sem dúvida que a nova aventura da Nintendo sobre o canalizador mais conhecido dos videojogos, Super Mario, aglomera e mistura tudo num DVD para a nossa Wii, com uma aventura sem precedentes, cheia de emoção e que nos irá deixar a chorar por mais. O primeiro Super Mario Galaxy foi lançado em 2007. Numa altura em que se pensava que o canalizador das jardineiras não tinha mais por onde explorar e as ideias estavam escassas, Shigeru Miyamoto, o criador de Super Mario, provou todo o mundo errado ao lançar Super Mario Galaxy na Wii. Com o hardware da Wii, como o Wii Remote e Nunchuk, e adicionando muita originalidade na jogabilidade, Super Mario Galaxy foi um sucesso na consola da Nintendo e foi aclamado como um dos melhores jogos de plataformas de sempre.

Após ter sido anunciado na E3 de 2009, Super Mario Galaxy 2 teria de superar o feito alcançado pelo primeiro jogo. Após o primeiro contacto visual com Super Mario Galaxy 2, ficou no ar a sensação de déja-vu, que este jogo poderia até ser lançado em DLC como complemento do primeiro. Será? Ou é Super Mario Galaxy 2 uma reinvenção da primeira fórmula? Em Super Mario Galaxy 2, a história volta a repetir-se de maneira caricata, e, já com uns anos de repetição, a princesa Peach do reino Mushroom volta a ser raptada pelo arqui-inimigo de Mario, Bowser. O seu plano consiste em conquistar toda a galáxia, criando um império no centro do universo. Mario faz amizades com os Lumas, criaturas em forma de estrela de outro planeta que se sentem ameaçadas pelos planos maléficos de Bowser, e decidem ajudar Mario a parar o vilão.

A escolha de níveis é um pouco diferente do encontrado no primeiro capítulo. Ao invés de vaguearmos pela nave da princesa Rosalina como antes faziamos, vamos voltar ao velhinho modelo de Super Mario Bros. 3 ou New Super Mario Bros. Wii, com um género de mapa com níveis desbloqueados e por desbloquear e seis universos por jogar. A nossa progressão baseia-se em coleccionar estrelas especiais com o nome Stars e Grand Stars. Para adquirir Stars vamos necessitar de, simplesmente, finalizar um nível, sendo que poderemos apenas apanhá-la ou então jogar noutra variante - que costuma estar inserida em vários jogos - que consiste em apanhar cinco estrelas cinzentas num determinado nível, fazendo com que a Star apareça. Mario perderá uma vida se as três barras de energia concedidas forem gastas, e estas são gastas se formos atingidos por inimigos ou objectos ameaçadores, ou então se caírmos de uma plataforma. As Grand Stars estão apenas disponíveis no final de cada universo. Cada um dos seis universos tem sete planetas, planetas estes que contêm cerca de duas a quatro variantes, resultando em quase duzentos níveis que nos esperam, mais uma centena de estrelas verdes.




Em cada universo existe apenas um ou dois níveis para serem jogados, sendo que os restantes necessitam de ser desbloqueados ao finalizar os primariamente disponíveis. Outras zonas do universo são alcançáveis a partir de um certo número de Stars coleccionadas. Vamos ter a possibilidade de jogar mais variantes de cada planeta, depois da primeira vez, e jogar nos níves da Prankster Star, em alguns destes planetas. A Prankster Star é um estrela que cria o seu próprio nível num planeta e é conhecida por criar desafios com um grau de dificuldade bastante acentuado, como, por exemplo, fazer um nível num determinado tempo, completar um nível com apenas um barra de energia ou então destruir um boss também com uma barra de energia. Em cada universo é possível também encontrar Hungry Lumas, que são bichos esfomeados por um determinado número de Star Bits ou Moedas e que, após saciada a sua fome, dão origem a novos planetas. Cada planeta possui também uma Star escondida que pode ser coleccionada após a descoberta de um caminho secreto encontrado no nível. Se apanharmos todas as Stars de um planeta, vamos poder ver, ao pé do número de Stars coleccionadas, uma pequena coroa prateada. O nosso transporte pelo universo do mapa é feito por um pequeno planeta em forma da cabeça de Mario, o qual reúne vários amigos do canalizador ao longo da viagem, bem como power-ups que tenhamos descoberto.

Certamente, um dos pontos mais altos de Super Mario Galaxy 2 são os níveis. Estes transpiram inovação e divertimento sem precedentes. Tal como no primeiro capítulo, para além de simplesmente saltar em cima de inimigos e ultrapassar obstáculos em níveis planos, Mario irá também experienciar forças gravitacionais nas maneiras mais radicais e imaginárias em certos planetas ou em níveis inteiros. Fãs do antigo do Super Mario 64, preparam-se!, pois existe um nível refeito desse jogo em Super Mario Galaxy 2. Os Hungry Lumas aparecem também no meio de alguns níveis e, em troca da sua fome saciada, oferecem-nos um power-up à nossa escolha. O jogador não irá levar Mario até ao final do nível apenas num planeta, pois existirão outros planetas minúsculos que irão atravessar, e conseguirão percorrê-los na sua totalidade com uns meros dez ou poucos mais passos. ?? possível, depois, saltar para outros pequenos planetas que estejam ao pé e sentir a suas forças gravitacionais puxarem-nos para este novo sítio. Outros planetas poderão colocar o canalizador a andar de cabeça para baixo, dando uma certa espectacularidade à jogabilidade. Para além dos níveis ao género do clássico 3D, Mario irá também percorrer certos níveis apenas em vista lateral, ou seja, em 2D.

As forças gravitacionais implicadas nesta vista são propositadamente realizadas de forma ascendente e descendente e de uma maneira aleatória no decorrer do nível, para aumentar a dificuldade da nossa progressão. A indústria dos videojogos deu certamente mais um passo com a existência desta mecânica. A jogabilidade também impressiona bastante pela positiva, com um sistema simples mas muito eficaz. Teremos obrigatoriamente de juntar o nosso Wii Remote a um Nunchuk para podermos jogar Super Mario Galaxy 2. Com o analógico do Nunchuk movemos Mario em qualquer direcção, e com o botão Z neste mesmo comando fazemo-lo baixar. Com o Wii Remote vamos usar o sensor para apanhar Star Bits, que são pequenas estrelas coloridas e que nos dão a possibilidade de incapacitar inimigos com o botão B ou dar-nos vidas a cada cem coleccionadas. Mario irá saltar ao pressionar o botão A e pode executar até três saltos consecutivos, sendo o último mais comprido. Com o abanar do Wii Remote, Mario irá executar um ataque giratório com os seus braços. Existem algumas combinações que podem ser feitas, como saltar e agitar o Wii Remote, podendo usar-se o ataque de Mario em zonas mais altas ou até o salto em comprimento, já conhecido desde o Super Mario 64, que pode ser executando carregando no Z e rapidamente no botão de salto. Para atingir altitudes num curto espaço também podemos mover o analógico numa direcção e rapidamente mudar para a direcção oposta simultaneamente com o botão de salto, fazendo Mario saltar muito alto.



Durante o jogo, ao carregar no botão + pausamos o jogo e podemos escolher sair deste se assim nos apetecer. Yoshi, o companheiro das aventuras de Mario, volta para ajudar o nosso amigo mais uma vez. Yoshi encontra-se em alguns cenários preso dentro de um ovo, e um salto em cima deste ovo liberta o nosso amigo para nos auxiliar. Ao montar Yoshi, alguns dos inimigos e objectos irão ficar com um círculo vermelho envolvente assim que nos aproximarmos deles, o que indica que o nosso ajudante irá, ao pressionar o botão B, esticar a sua língua e comer o inimigo ou objecto. Alguns objectos e inimigos, devido ao seu tamanho ou persistência, são derrotados apenas ao mantermos pressionado o botão B, para manter a língua de Yoshi presa ao nosso alvo, sendo depois necessário puxar ou arrancar o inimigo da sua posição com o analógico. Certos objectos ou inimigos são apenas acumulados na boca de Yoshi, sendo estes novamente cuspidos como forma de ataque, como é o caso das balas de canhões. A língua de Yoshi irá ser usada também para nos transportar para sítios mais altos, ao agarrar-se em flores próprias para o efeito. Yoshi, para além de saltar, irá conseguir atingir uma altura ainda maior ao abanar os seus pés em esforço, mantendo o botão de salto pressionado. Se por acaso formos atingidos por inimigos enquanto em cima do nosso amigo verde, Mario cai e Yoshi fica confuso e assustado, dirigindo-se tontamente de um lado para o outro até conseguirmos saltar para as suas costas novamente. Para sair de Yoshi, basta simplesmente carregar em Z e salto. Para além de Yoshi, o irmão de Mario, Luigi, irá dar-nos uma mãozinha para completar os níveis.

Em alguns deles, Luigi irá estar à espera de Mario, e basta aproximarmo-nos e falarmos com ele para jogar na sua pele. As diferenças entre Mario e Luigi são praticamente inexistentes, por isso fica ao vosso critério a escolha. Existem algumas partes que requerem o manuseamento exclusivo do Wii Remote, como o controlo de um animal voador de nome Fluzzard ou o controlo de Mario em cima de uma bola. Estes últimos requerem ambos um sistema de inclinação para apontar ou mover a personagem, ao estilo do Wii Motion Plus. Este sistema é tão responsivo que parece que o Wii Motion Plus se encontra inserido no Wii Remote. Para além de Yoshi, Mario irá ter vários power-ups inseridos em cogumelos que lhe irão conceder vários poderes. Mario poderá apanhar cogumelos que lhe concedem mais três barras de energia, o poder de disparar bolas de fogo, transformar-se em abelha e poder voar por um determinado tempo, transformar-se numa mola e atingir alturas estonteantes; e os novos que transformam Mario em pedra para poder rebolar e destruir o que atingir, ou então criar nuvens como se fossem plataformas.

A apresentação é outro dos pontos que mais impressiona e completa toda a experiência Mario. Ao invés de termos um repertório inteiramente novo de músicas orquestradas como acontecia no primeiro título, vamos encontrar também músicas refeitas em orquestra de jogos antigos, dando aos jogadores veteranos grandes momentos de nostalgia. A disposição da música altera de acordo com a situação em que nos encontramos; por exemplo, a música que toca é muito mais descontraída e calma quando estamos submersos. Os efeitos sonoros cumprem bem o seu papel, com um repertório muito alegre e bem conseguido. Graficamente, Super Mario Galaxy 2 é um dos melhores jogos, senão o melhor, para a plataforma caseira da Nintendo desta geração. Os planos de fundo são muito alegres e transmitem bem a situação que estamos prestes a enfrentar; os efeitos de luz, fogo e água estão muito agradáveis. Todos os inimigos e cenários estão muito bem criados, com uma atenção minuciosa ao detalhe. Existem certos pontos bastante interessantes, como a simulação de pêlos ou o desvanecimento de níveis que conseguem envergonhar as consolas concorrentes. ?? uma grande pena que os possuidores de televisores de alta qualidade não possam ver estes gráficos a correr na definição 1080p, mas com um simples cabo de componente conseguirão ter um gostinho dessa qualidade.



Em termos de longevidade, Super Mario Galaxy 2 poderá ser acabado em cerca de seis a oito horas, as quais praticamente triplicam com a repetição para apanhar todas as Stars, jogar todas as variantes de níveis e, após coleccionadas as Stars, apanhar ainda todas as estrelas verdes que existem. Se tiverem mais um amigo convosco, podem sempre ligar mais um Wii Remote para que este vosso amigo vos possa ajudar a capturar Star Bits. Super Mario Galaxy 2 é, com todo o mérito, o melhor e mais completo jogo de acção-plataformas que até agora existiu. Os níveis de qualidade e inovação existentes concedem a Super Mario Galaxy 2 o mérito próprio para ser considerado mais do que um mero DLC; um jogo técnica e visualmente superior a tudo o que foi visto na Nintendo Wii. O limite de qualidade foi mais uma vez erguido. Resta esperar e descobrir um jogo que venha tirar o título de melhor jogo da Wii a Super Mario Galaxy 2.


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