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Review de Shogun 2: Total War para PC de Outer Space

por ShadowsGamer, fonte Outer Space, data  editar remover


Em 2000, a Creative Assembly lançou o revolucionário Shogun: Total War, um jogo que misturava estratégia em tempo real e em turnos, com um embasamento histórico exemplar. Onze anos depois, a série Total War já passeou por diversos momentos do continente europeu e finalmente retorna ao Japão. Pode parecer apenas um remake de um clássico, mas a verdade é que o retorno às origens deixa clara a consolidação da franquia no gênero de estratégia.

Só pode haver um

A ambientação de Shogun 2 é no século 16 do Japão, quando diversos senhores feudais lutavam em guerra civil com a ambição de se tornarem Shoguns, uma espécie de ditador militar do país. Na história real, depois de muitas traições e batalhas imensas, os Togukawa tomaram o poder por quase 200 anos, mas aqui os jogadores têm a oportunidade de montar uma história diferente para o arquipélago.

O contraste com o antecessor Empire (e também Napoleon) é imenso: enquanto o aquele tinha a ambição de uma guerra em escala quase global, em Shogun 2 o alvo de disputa são pequenas províncias em um pequeno país que nem contava com Hokkaido na época. Isso reflete também no número de unidades e facções, que eram muitas e extremamente variadas em Empire, mas em Shogun 2 são mais restritas e focadas.

Mas isso não quer dizer que Shogun 2 é pobre em conteúdo. Muito pelo contrário, o jogo é imenso e em todo momento o jogador esbarra em alguma novidade inesperada, mesmo em uma segunda ou terceira desventura na campanha principal. Assim como toda a série Total War, a acuidade histórica é uma qualidade que merece ser ressaltada.

Mesmo o mais simples dos acessórios nas unidades no jogo parece ter sido algo que realmente existiu no Japão Feudal. Cada clã é descrito com riqueza de detalhes durante o jogo e muitos personagens que aparecem na campanha são generais que existiram de verdade, ou heróis que povoam o folclore nipônico.

Por isso, quem conhece e gosta da história japonesa -- ou tem vontade de aprender sobre ela -- tem muitas chances de gostar do novo Shogun. E mesmo para quem não se importa tanto com isso, a coerência histórica só ajuda a mergulhar no cenário, que é bem envolvente, ainda mais com os gráficos excelentes e detalhadíssimos -- uma marca registrada da série Total War.

Sengoku Jidai

O modo mais interessante para se jogar Total War: Shogun 2 é a campanha de um jogador. A fórmula de sucesso da Creative Assembly, que foi inaugurada no primeiro Shogun, consiste em colocar o jogador no comando de uma facção, que ele gerencia em um modo de estratégia em turnos que lembra Civilization. Neste modo, decisões de recrutar unidades e construir melhorias são tomadas, além da diplomacia, organização do clã e gerenciamento financeiro.

No momento em que um combate acontece, o jogador é transportado para a guerra em tempo real, com cada soldado envolvido na luta personificado no campo de batalha. Neste modo, a ação envolve movimentar pelotões de arqueiros para posições vantajosos e flanquear inimigos com a cavalaria.

Essa dualidade na jogabilidade consegue deixar o jogo bem fluido e envolvente, do tipo que é difícil parar de jogar. Existe também uma opção de deixar as batalhas se resolverem automaticamente, sem precisar entrar nos confronto em tempo real, algo útil para quem não quer perder tempo com lutas menores.

Nos combates, o jogador não controla soldados isolados, mas sim pelotões de arqueiros, lanceiros, samurais com katanas e cavaleiros que geralmente mantêm uma formação de combate até engajarem com o inimigo.

Apesar da preocupação histórica, existe certa licença poética com algumas unidades do jogo, como os guerreiros com espada, que são bem eficazes, apesar de que no Japão antigo lança e arco dominavam os campos de batalha; e os heróis, que desequilibram qualquer confronto com sua capacidade de enfrentar pelotões inteiros sozinhos.

A arte da guerra online

Uma novidade interessante em Shogun 2 é o modo multiplayer do jogo, que permite ao jogador assumir o comando da inteligência artificial e jogar com exércitos dos inimigos em campanhas de outros jogadores. A novidade não está ali por acaso: a inteligência artificial nunca foi o forte da franquia da Creative Assembly.

A I.A. está bem melhor do que a de outros jogos da série Total War, mas ainda é insatisfatória em muitos momentos. Não é raro o general adversário deixar toda uma tropa de lanceiros morrer para o fogo de arqueiros sem fazer nada, ou invadir um castelo sem muita estratégia, simplesmente mandando todas as tropas para cima da muralha, onde serão impiedosamente massacrados por qualquer defesa simples do jogador.

Além da possibilidade de se jogar assumindo o adversário de outro jogador, existe um modo multiplayer bem interessante em Shogun 2: o Avatar Conquest. Nele, o jogador cria um personagem que é o general dos seus exércitos em partidas online. A medida que ele vence, pode recrutar mais unidades e melhorar as habilidades do seu general e seus Yojimbo (guarda-costas). ?? apenas mais um multiplayer com um personagem persistente e um sistema de experiência, mas a possibilidade de vencer adversários reais na internet e ser recompensado por isso faz com que a vida útil de Total War: Shogun 2 seja ainda mais longa.



Shogun 2 é o melhor Total War. Seguindo a fórmula de sucesso inventada pela Creative Assembly, muitos dos exageros de Napoleon e Empire foram deixados de lado e a estratégia está mais interessante e valorizada, tanto nas batalhas em tempo real quanto no gerenciamento do clã em turnos. O defeito fica em uma inteligência artificial que deixa a desejar em alguns momentos, mas soluções criativas no multiplayer fazem deste problema apenas um pormenor.

Prós
- Acuidade histórica;
- Jogabilidade estratégica em turnos e tática em tempo real;
- Modo Avatar Conquest;
- Entretenimento para muitas horas seguidas

Contras
IA deixa a desejar em alguns momentos


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