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Review de Gods Eater Burst para PSP de E-Zine/MyGames

por Anônimo, fonte E-Zine/MyGames, data  editar remover




Ainda na semana passada tive hipótese de analisar Naruto Shippuden Kizuna Drive, um jogo claramente inspirado em Monster Hunter, e logo surgiu Gods Eater Burst, um jogo não inspirado em Monster Hunter, mas sim, um rip-off descarado do mesmo.

Mas tal como referi na minha análise ao recente Knights Contract, um jogo que seja uma cópia de outro não me choca, desde que seja tão bom ou melhor do que aquele no qual se inspira. Será que Gods Eater Burst é uma dessas boas cópias, ou Monster Hunter continua a ser a melhor opção?

Começando então pelas diferenças básicas entre Monster Hunter e Gods Eater Burst (felizmente existem algumas), neste novo jogo vocês não são um caçador de Monstros acabado de chegar a uma aldeia, em vez disso, são um jovem sobrevivente de uma catástrofe ocorrida no mundo, que não só o desfigurou por completo, como criou uma série de criaturas que precisam de ser combatidas.

O vosso personagem, é só mais um entre muitos, mas que podem personalizar a vosso gosto quando a aventura começa.
Ao contrário de Monster Hunter que se assemelha muito mais a uma aventura medieval, Gods Eater Burst é uma aventura com um tema futurístico e apocalíptico, onde o estilo das personagens faz lembrar jogos como The World Ends With You e Phantasy Star Online, alias, Phantasy Star Online é outro jogo que parece ter "oferecido" alguma inspiração.



vossa personagem é atribuída uma arma de curto alcance e uma de longo alcance, a qual podem mudar em tempo real durante os combates. As classes continuam a existir, mas dependem, tal como em Monster Hunter, da arma que vocês estão a utilizar de momento.

Gods Eater Burst tem uma pequena história, mas nada mais do que apenas uma serie de missões que obrigam a visitar os terrenos do mundo de forma a recolher materiais, matar um certo tipo de inimigos, ou um monstro demasiado forte que anda a causar problemas, sendo obrigatório ter de ser abatido.

Realizar uma missão com sucesso confere normalmente alguns prémios, mas alguns dos equipamentos e armas mais fortes só podem ser obtidos através de criação de items, e é aqui que Gods Eater Burst explica o porque do "Eater" que está no seu nome.
Quando abatem um inimigo, podem usar a vossa espada para devorar o corpo do mesmo e assim recolher materiais úteis. ?? em tudo semelhante ao retirar de objectos dos monstros de Monster Hunter, mas algo mais, esfomeado.

Gods Eater Burst leva a personalização a novos limites, introduzindo o Bullet Costumization, com esta ferramenta de criação podem alterar o funcionamento e execução de cada bala que disparam, que vai desde o tipo de bala a disparar, até aos efeitos que pode fazer acontecer nos inimigos, ou trajectória que pode descrever quando ainda vai no ar. ?? uma ideia interessante e até tem bons resultados quando aprendem a usar aquela que é mais eficaz na vossa estratégia de ataque.

Falando em ataque, o sistema de combate e exploração dos cenários de Gods Eater Burst é também extremamente parecido ao de Monster Hunter, mas com a diferença de ser algo mais rápido. As personagens são bem mais rápidas a atacar do que as do jogo da Capcom, e mesmo com armas do mesmo tamanho, conseguem ser bem mais velozes e desferir, não só mais golpes de seguida, como ataques mais impressionantes e vistosos.
Matar os inimigos mais fortes continua a ser tão difícil como em Monster Hunter, sendo mais uma prova de resistência e preparação do que uma coisa para sorte de principiantes.

Outra coisa que vão conseguir encontrar aqui é o mesmo sistema de equipa que tem surgido nos jogos deste estilo. Vão poder chamar até mais três amigos para partilhar a aventura convosco tanto por ad-hoc como ad-hoc party (caso tenham uma PS3). ?? claro que jogar em cooperativo torna o jogo ligeiramente mais fácil, mas também mais divertido, tal como já se viu em Monster Hunter.

Em termos gráficos, Gods Eater Burst é um jogo vistoso e cheio de estilo, com personagens a fazer lembrar muito mais um anime, do que humanos a sério. Os inimigos estão bastante interessantes a nível de desenho, sendo que os cenários e personagens secundários é que acabam por sofrer um pouco pelo tema simples oferecido pelo Apocalipse, embora algumas zonas tenham paisagens até bastante impressionantes.

No que toca ao som, vão encontrar aqui um rol de músicas, épicas, empacotadas entre outras que não dizem muito. As vozes estão em inglês, mas sem nada de impressionante como é típico neste género de traduções. Os gritos de combate e dos monstros são funcionais, mas no que respeita às personagens, alguns dos berros e guinchos quase chegam a rebentar os tímpanos



Nesta análise já referi, talvez tantas vezes, Gods Eater Burst como Monster Hunter, mas com toda legitimidade, pois tal como referi, este é praticamente uma cópia do jogo da Capcom, mas com uma roupagem diferente. A verdade? A verdade é que por muito que seja uma cópia, Gods Eater Burst é realmente uma alternativa viável a Monster Hunter, embora não tenha tanta qualidade, ou seja tão completo como seria de exigir de um jogo deste tipo, normalmente dedicado a um target habituado a jogos altamente difíceis e complicados.

Se gostam da série Monster Hunter e do seu estilo de jogo, então não perdem nada em experimentar Gods Eater Burst. Se gostam do género, mas achavam que Monster Hunter era demasiado lento e complexo, também devem dar uma oportunidade a este. Se não se enquadram em nenhum dos anteriores, então não vale a pena perderem aqui o vosso tempo.


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