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Review de Bulletstorm para PC de Eurogamer

por Raziel619, fonte Eurogamer, data  editar remover


Bulletstorm faz-me recordar porque razão entrei para este mundo maravilhoso dos videojogos. Apesar de haver jogos cheios de qualidade ??? uma boa história, jogabilidade impressionante, visuais incríveis ??? há uma coisa essencial que nunca pode ser esquecida, a diversão. Afinal de contas, os videojogos são primeiramente uma forma de entretenimento. Foi com base neste pilar que Bulletstorm foi produzido, o propósito deste jogo é ser divertido.

?? claro que a definição de diversão não é igual para todos, haverá certamente quem não ache piada nenhuma ao jogo, é por essa razão sublinho aqui que Bulletstorm é destinado somente àqueles que apreciam acção over-the-top, violência excessiva e uma atitude badass.

A influência de Gears of Wars em Bulletstorm é evidente, mas não é uma surpresa visto que Cliff Bleszinski teve o seu dedo no título da People Can Fly, desempenhando o cargo de director do design. O desmembramento dos inimigos, armadura das personagens e outros pequenos pormenores causam um sentimento de deja-vu, no entanto, nota-se que são jogos distintos pois concentram-se em coisas diferentes.

O que garante uma identidade própria a Bulletstorm (e também montes de diversão), é o inovador sistema de skillshots que recompensa o jogador pela sua criatividade e estilo quando matamos os seus inimigos. O número de skillshots ultrapassa uma centena e variam conforme a arma ou elemento do cenário que usamos. Cada arma possui um disparo mais poderoso (Charged) que dá acesso a mais skillshots diferentes.

ara que Bulletstorm possa ser um jogo divertido, têm que entrar no espírito do jogo e usar as skillshots. Se jogarem como jogam os outros first-person shooters será definitivamente aborrecido e perderá toda a sua piada. Usar os skillshots é também uma maneira de tornar o jogo mais fácil pois conseguem arrumar vários inimigos de uma só vez.

Muita da diversão do jogo está em desbloquear uma nova arma e descobrir formas engraçadas de a utilizar, se bem que existem também formas muito violentas, como é o caso da skillshot topless que consiste em cortar o inimigo ao meio. As armas são todas bem diferentes. Algumas delas não são novidade, o revolver, a sniper, a caçadeira e a PMC (Peacemaker Carbine) são claramente inspiradas na realidade. Depois temos outras como a Flailgun e Bouncer Cannon que são fruto da imaginação da People Can Fly. Todas são incrivelmente divertidas de utilizar, contudo apenas podemos carregar quatro ao mesmo tempo, o que torna a escolha difícil.

A leash (uma espécie de chicote) e aquele pontapé que limpa tudo o que estiver à nossa frente são dois elementos importantes na jogabilidade de Bulletstorm. O primeiro permite alcançar inimigos a uma distância considerável e o segundo mandá-los para longe de nós. Mesmo quando as munições acabam, a acção em Bulletstorm não pára ou abranda graças a estas duas ferramentas. Quando pressionamos duas vezes no "X" activamos um deslize (tributo a Vanquish?) que é mais uma forma de ataque ou uma maneira mais rápida de chegar do ponto A a B.

Utilizar constantemente as skillshots não aumenta apenas a diversão, aumenta igualmente a nossa pontuação, que é a moeda de troca em Bulletstorm para melhorarmos as nossas armas.

A história da campanha não é brilhante, mas cumpre a sua função entretendo o jogador e está em sintonia com o estilo do jogo. Sem querer revelar muitos detalhes, em Bulletstorm encaramos Grayson Hunt, o líder do grupo de soldados altamente treinados "Dead Echo". Estes foram enganos pelo General Serrano e agora tudo o que querem é ver a sua cabeça num prato.

Não irão precisar de muito tempo para terminarem a campanha de Bulletstorm, dura em média umas 5/6 horas (o normal nos first-person shooters actuais), dependendo da velocidade a que jogam e do número de vezes que morrem. A acção e diversão cresce à medida que vão progredindo e percebendo a jogabilidade. Vale a pena repetir novamente a campanha, e provavelmente irão ter vontade de fazê-lo (eu tive), principalmente para descobrirem as skillshots que não descobriram da primeira vez. Adicionalmente, existem coleccionáveis, se gostam desse tipo de coisas.

Mesmo estando armados até aos dentes, Bulletstorm desafia-nos ao introduzir novos inimigos. Algures ao longo da campanha encontramos um tipo que esquiva-se da nossa leash. Existe um outro tipo de inimigo que tem a cabeça protegida com um capacete de metal (não há headshots).

O design foi pensado de maneira a que o jogador esteja sempre a ser recompensado, mantendo sempre activo o seu interesse. Fica-se sempre com um sorriso quando descobrimos uma skillshot e vemos as letras brilhantes a dizer "New". Quando pensamos que já vimos tudo, Bulletstorm continua a surpreender através de confrontos épicos com gigantes.

Enquanto estamos no interior dos edifícios, o visual de Bulletstorm não impressiona. O mesmo não pode ser dito quando estamos no exterior. Cá fora os cenários são incrivelmente lindos e exóticos. O efeito um pouco exagerado da luz solar ajuda muito a embelezar tudo aquilo que vemos, transmitindo a ideia que estamos em algum tipo de paraíso. Estava à espera de ver algum atraso no carregamento das texturas, algo que acontece em grande parte dos jogos que utilizam o Unreal Engine 3, mas não verifiquei nada desse género.

Depois de se fartarem da campanha, Bulletstorm oferece outros modos para se entreterem. Um deles é o Echoes, que já tiveram a oportunidade de experimentar na demo. Aqui foram seleccionadas partes específicas da campanha em que terão de tentar pontuar o máximo que conseguirem. A vossa pontuação será colocada na leaderboard onde será comparada com a de outros jogadores. Ao princípio olhava para este modo como uma forma barata de prolongar a longevidade de Bulletstorm, mas acabou por se tornar um vício tremendo competir com as pontuações da leaderboard.

No online apenas existe um modo multiplayer e não é competitivo. Anarchy permite que quatro jogadores enfrentem vagas sucessivas de inimigos. ?? basicamente igual ao modo Horde de Gears of War. Com a experiência que vão ganhando sobem o vosso nível, o que desbloqueia skins para a vossa personagem. Infelizmente, parece que o matchmaking da versão PlayStation 3 não está funcionar. Das muitas vezes que seleccionei Quick Match não consegui encontrar ninguém. Se tiverem amigos que possuam o jogo, podem criar uma sala e convidá-los. ?? possível criar uma sala privada e jogar sozinho, mesmo desta forma consegue ser divertido, mas é claro que a diversão aumenta muito mais com outras pessoas. Esperemos que uma actualização corrija o problema em breve.

Bulletstorm prometia diversão e cumpriu de forma exemplar. Mas não só, consegue sucesso distingir-se dos muitos jogos do mesmo género ao introduzir as skillshots, o que lhe garante um certo carisma e uma personalidade muito própria. Outro dos seus pontos fortes é ser um jogo sem compromissos, a jogablidade é fácil de assimilar e a diversão quase imediata. ?? verdade que a violência excessiva e palavrões fazem parte da essência do jogo, mas Bulletstorm é bem mais do que isso, é um jogo muito bem conseguido.


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