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Review de Tom Clancy's Splinter Cell: Conviction para PC de GameVicio

por AIguy, data  editar remover


Introdução


O mundo da espionagem sempre foi a menina dos olhos da indústria de entretenimento, seja em filmes, quadrinhos ou em game. Splinter Cell é um grande exemplo disso. Sempre apresentando tramas internacionais, corrupção de organizações, reviravolta e por aí vai de imaginação de Tom Clancy, o principal responsável pelo sucesso da série, também escritor. Após o sucesso de Double Agent em 2006, logo havia dúvidas quanto a uma sequência, logo respondidas com imagens de um Sam Fisher totalmente diferente e uma data próxima: Novembro de 2007. O nome: Splinter Cell Conviction. O game prometia uma nova forma de jogabilidade, com objetos do cenário totalmente interativos e o uso de multidões de pessoas para se esconder. Infelizmente, a reação quanto a aparência de Fisher, totalmente barbado e cabelos compridos, e a jogabilidade não agradaram fãs de longa data, e um game com as mesmas características desse seria lançado na mesma data também pela Ubisoft: Assassin?s Creed. Caso fosse lançado como prometido, Ubisoft estaria competindo consigo mesma e ganharia e perderia ao mesmo tempo, respectivamente com Assassin?s Creed e Conviction. E a empresa não podia arriscar outro fracasso, já que anteriormente Splinter Cell Essentials, lançado para PSP, não atingiu as metas premeditadas, principalmente por ser uma sequência de Double Agent, que ainda não tinha sido lançado. Foi necessária uma volta à prancheta do projeto, levando a quase constantes atrasos. Mas após quase 4 anos de espera, e muita ansiedade, Conviction aparece em Abril de 2010. Desta vez Sam Fisher é diferente das outras vezes, mas não tanto a ponto de parecer um emo em fuga, como anteriormente era pra ser. E agora seus dias de espionagem estavam há muito enterrados. O que esperar de um ex-agente procurando por respostas?

Enredo


Então, antes era pra Sam ser um fugitivo a procura de respostas quanto à morte de sua filha Sarah enquanto ajudava sua antiga amiga Anna Grímsdóttir em sua antiga agência secreta Third Echelon e recuperava sua confiança com o governo dos EUA, certo? Esqueça isso. Não seria típico de um Splinter Cell, apesar de parecer bom. Cansado da vida de agente secreto e tomando um tempo para si, vemos um Sam Fisher se propondo uma razão para continuar vivendo após a morte de sua filha há 3 anos atrás, no início de Double Agent.Após um vídeo introdutório mostrando ?Grim? atirando em Sam, vemos um homem, mais tarde nomeado Victor Coste, sendo interrogado numa unidade desconhecida da Black Arrow por um grupo de homens enquanto conta como Sam ?morreu? ao perder a filha e ter que matar o melhor amigo num porão sujo em Nova York (infelizmente, isso acaba sendo um spoiler quanto ao final de Double Agent, e agora devem saber como me sinto quanto a spoilers. Foi mal.) Logo a narrativa passa para a cidade de Valetta em Malta, em que Sam ?pegou um sussurro no vento? sobre a morte de sua filha e resolveu investigar por conta própria. Ao receber um celular de um garçom, Sam atende uma ligação de sua antiga colega Anna pretendendo tirá-lo dali antes que uns capangas o alcançar. Mais a frente Anna revela que precisa da ajuda de Sam para acabar com os planos do novo diretor da Third Echelon, Thomas Reed, em lançar um ataque à Washington através de três dispositivos de pulso eletromagnético para depor a atual presidente dos EUA, Patricia Caldwell. Depor quer dizer matar, literalmente. Há ainda a campanha co-op que funciona como prólogo para os acontecimentos da campanha principal. Caso sejam fãs da série 24 Horas, vão perceber que há diversas similaridades entre ambos os títulos, como Sam e Jack Bauer terem uma filha e sempre estarem protegendo-as; o atual presidente dos EUA é uma mulher e ambos são ex-agentes se vendo forçados a voltarem ao trabalho. Só faltou o game ter um período de 24 horas na vida de Sam. Mas ele não é tão longo, levando um período de três dias na vida de Sam e de 4 a 5 horas de game na sua, sendo bem curto para algo que levou 4 anos para ficar pronto. A história ficou menos complexa, mas pareceu reciclada, como se Tom Clancy também estivesse cansado da vida de escritor e foi procurar inspiração em outro meio de mídia, mas não quer dizer que não seja boa.

Visual


Seria o tempo decorrido uma forma de melhorar os visuais gráficos também? Eu diria que não. Saindo de locais exuberantes e iluminados, como o cruzeiro no mar do Caribe e a cidade de Kinshasa em Double Agent, fomos para locais mais escuros e sombreados em Conviction. Grande parte dos cenários se passa ao redor de Washington, excedendo-se as fases iniciais em Malta e a extremamente feia fase em Diwaniya, no Iraque, onde texturas horrendas do cenário parecem tiradas de games da geração anterior de videogames, além de alguns elementos da jogabilidade serem retirados dela. O produto final veio com gráficos um pouco abaixo da média comparando-o a alguns títulos recentes, mas não deixa de ser bem convincente, com animações fluidas e caracterização de personagens bem humana, principalmente Sam, com cabelos ligeiramente grisalhos e rosto envelhecido e com barba crescendo. Porém o mesmo não pode ser dito dos seus inimigos, um tanto genéricos, para simplificar a conversa. Não há monumentos de saltar os olhos de belos, pois, sinceramente, não vejo tanta beleza em um enorme homem sentado em uma poltrona ou uma coluna de pedra no meio de um parque de diversões, mas também não deixam de ser fiéis. Olhando em vídeos antigos, acredito que o que era pra ser Conviction aparentava ser melhor do que acabou se tornando, mas é melhor se convencer do acabou vindo, pois podia ter sido pior, certo?

Jogabilidade


Vamos então falar sobre a menina dos olhos de Splinter Cell: a jogabilidade. Sabendo que a utilização de objetos do ambiente como armas e distrações e fazer das multidões seu esconderijo em meio a campo aberto não colaram com a cara do game, era necessário bolar algo novo que ainda mantivesse as características da série ou muitos fãs fariam cara feia nas portas da sede da Ubisoft em Montreal. E com isso Sam continuou sendo o homem furtivo de sempre, mas com uns toques a mais. Logo no começo da campanha somos apresentados a um sistema de cobertura, em que basta manter o botão direito do mouse pressionado para se cobrir atrás de uma barreira qualquer, e que serão bem usadas pelo resto do game. Enquanto estiver em uma e precisar se mover para outra, basta mirar para qual cobertura deseja se mover e pressionar a barra de espaço para se mover rapidamente para lá. Fácil e divertido. Outro aspecto é se manter invisível para os inimigos. Se aproveitando da quantidade de sombras presentes no game, outra mecânica útil aparece: a de luz e sombras. Quando se está exposto à luz, a tela apresenta as cores do ambiente e indica a possibilidade de Sam ser visto, mas quando se está em algum local escuro ou com sombras, a tela fica totalmente em preto e branco e indica que Sam está seguro e indetectável. Para aumentar a escuridão, você pode atirar em lâmpadas ou desligá-las, mas isso irá chamar a atenção dos inimigos e eles irão investigar com lanternas. Outro destaque fica para o Marcar e Executar, em que Sam pode marcar um determinado número de inimigos com o botão Q e abatê-los de uma só vez ao apertar o botão E. Mas para conseguir a habilidade, você deve abater um num combate corpo a corpo antes com o botão C. No caso de ser detectado, uma silhueta de Sam aparece no último local onde ele foi visto e acreditam que esteja, te dando a chance de escapar para outro local mais seguro que o anterior. As interrogações ficaram mais simples, porém só podem ser realizadas com determinados alvos e ficaram sem profundidade, bastando pressionar C para Sam arrancar literalmente a verdade do infeliz. A grande marca da série Splinter Cell, os óculos de visão noturna, infelizmente aparecem tarde, mas vêm modificados. Agora eles emitem uma espécie de sonar que possibilita ver através das paredes e saber a localização de seus inimigos e sistemas de segurança. Sam também é capaz de escalar canos e paredes e abater inimigos de cima. As armas estão bem variadas e mortais, mas bem dispensáveis devido à facilidade, sendo possível terminar o game com uma pistola de munição infinita e algumas granadas, mas caso seja um apaixonado por armas e queira modificá-las há uma bancada de armas no final de cada estágio de uma fase, porém é necessário cumprir os desafios PEC para ganhar pontos e usá-los em acessórios das armas. Suas exigências estarão dispostas na parte de Extras do game. Outra similaridade cinematográfica do game está na forma de ação, muito igual à vista nos filmes da trilogia Bourne, em que é rápida, silenciosa e mortal. E a ênfase está em mortal, pois Sam pode estar tão furioso a ponto de não poupar as vidas de quem encontrar pela frente, sempre matando em vez de optar por desacordar. E outra coisa mortal é que os PCs receberam a ?generosa? aplicação de um DRM, em que devem permanecer conectados à Internet para prosseguirem na jogatina. Pode ser que, mesmo curto, é divertido manter-se jogando esse novo Splinter Cell, mas pela bagatela de incluir um servidor que é criticado por ser instável e ter muito jogador sofrendo pra manter o progresso no game é realmente depressivo.

Som


Chegando a essa sessão, faço uma pergunta: já se emocionaram plenamente com uma música em Splinter Cell? Acredito que não, pelo menos assim eu penso. Nunca foram de provocar euforia ou profundas emoções, mas cumpriram sempre seu papel em dar emoção de encarnar Sam Fisher em suas diversas missões. Agora que não deve mais nada à organização em que trabalhou, ele só quer saber sobre sua filha. Logo, todos os tons tendem a isso, principalmente o tema principal. Há também nas cenas de ação, mas sabe como elas são para mim. O destaque mesmo está para as atuações vocais, bem convincentes por sinal. Michael Ironside retorna mais uma vez como Sam, agora com uma voz de tom mais baixo e mais nervoso do que antes, bem característico quanto ao que ele está passando. Espere ouvir muitos insultos e palavrões no decorrer da campanha principal.

Conclusão


Além do co-op e da campanha principal, há o multiplayer competitivo e as operações negáveis, ou Deniable Ops, onde pode jogar sozinho ou pela Internet com os personagens da campanha co-op em outros cenários e usar as armas encontradas na campanha principal. Mais mapas e armas podem ser destravados através de downloads pela Uplay. 4 longos anos podem te alterado o que podia ser um sucesso ou o maior fracasso da série, mas o tempo mostra que promessas mais cedo ou mais tarde serão cumpridas, de um jeito ou de outro. Splinter Cell Conviction chega totalmente alterado do seu passado e apresenta uma sequência curta, mas divertida, apesar das limitações da rede da Ubisoft. Sam pode encontrar respostas que podem levá-lo a fazer justiça com as próprias mãos, e com certeza você vai querer ajudá-lo.


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