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Review de Back to the Future: The Game - Episode I: It's About Time para PC de GameTV

por Raziel619, fonte GameTV, data  editar remover




Em 1986, tudo parece bem na família McFly após os eventos da série de filmes De Volta Para o Futuro, que, entre outras coisas, transformaram o pai de Marty McFly, George, em um homem autoconfiante e bem-sucedido, e o antagonista Biff em um cara desajeitado e meio bobo. Doc não dá notícias há seis meses (pois ficou na Hill Valley de 1885 com a parceira Clara) e, por causa de toda essa ausência, é organizada uma venda de garagem com itens do laboratório dele. O problema é que o jovem Doc Brown de 1931 se envolve em algumas confusões, e a velha máquina do tempo construída no DeLorean aparece, junto com um bilhete do velho Doc, para levar Marty de volta ao passado para salvá-lo.

Back to the Future: The Game é um jogo no estilo ???apontar e clicar???, assim como Grim Fandango, Full Throttle, Day of the Tentacle (e tantos outros por aí) e produzido pelos magos da Telltale, produtora que se destaca com esse gênero. O jogo contou com a consultoria de Bob Gale, roteirista da trilogia De Volta Para o Futuro. O problema é que esse episódio saiu fácil demais: mesmo quem nunca chegou perto de um point-and-click (ou até quem não tem muita experiência com vídeogames) terá a sensação de que Back to the Future é um ???passeio???. Os quebra-cabeças mais difíceis são resolvidos com algumas poucas tentativas, enquanto os mais fáceis são óbvios até demais.

Quer dizer, como jogo, Back to the Future: Episode 1 está muito abaixo de um Sam and Max ou clássicos mais antigos como os da série Monkey Island. A favor dele, pesa o fato de que os primeiro episódio dos games da Telltale sempre são mais fáceis, como forma de introduzir novos jogadores a esse estilo de apontar e clicar.

Mas, como ???experiência???, a nova aventura será capaz de arrancar um sorriso do rosto até dos mais ardorosos fãs de De Volta Para o Futuro. A dublagem conta com as vozes do próprio Christopher Lloyd como Doc Brown, além de A.J. LoCascio como Marty McFly. E a voz de LoCascio ficou espetacular: difícil imaginar algo mais próximo do próprio Michael J. Fox do que a feita pelo garoto que dubla o game. Ponto negativo para a voz de Biff e Kid Tannen, que nem de longe lembra a voz de Thomas F. Wilson dos filmes.

A ambientação é muito boa: os modelos poligonais de todos os personagens agradam, e os cenários são fiéis ao que os fãs poderiam imaginar que seria uma Hill Valley em 1931. A Telltale teve o cuidado até de reproduzir Marty McFly e Doc Brown com os mesmos trejeitos e forma de andar dos filmes. O resultado são sequências bastante parecidas com os takes oficiais dos filmes dos viajantes do tempo.



Para os fãs

BTTF: Episode 1 é absolutamente obrigatório para quem curtiu a trilogia do cinema Atrações como a inédita Hill Valley de 1931, o Doc Brown jovem, as referências a frases e acontecimentos dos outros filmes... é um serviço completo para quem passou 20 anos sem novidades sobre a trama oficial. Um novo filme sem Michael J. Fox, que luta contra o mal de Parkinson, seria inviável porque apenas Michael J. Fox serve para o papel de Marty McFly. Neste caso, embora a jogatina não seja perfeita e alguns puzzles sejam simples demais (coisas do tipo conversar com tal pessoa, entregar tal objeto...), a tal convergência entre formatos caiu muito bem.

De qualquer forma, quem comprou Back to the Future: The Game pela pré-venda está contribuindo com a causa do ator: um dólar de cada jogo vendido antecipadamente será doado à Fundação Michael J. Fox, dedicada a pesquisas sobre a doença de Parkinson. O próprio Fox tornou-se o maior investidor em pesquisas desse tipo ao injetar 179 milhões de dólares na fundação em 2000.

Voltando ao game, se você sequer assistiu aos filmes da trilogia e não sabe nada das peripécias dos protagonistas no passado e no futuro, pode se decepcionar com o jogo. ?? que a graça de Back to the Future: The Game iniciado neste primeiro episódio é justamente ver como prossegue a história após o filme De Volta Para o Futuro: Parte III, no qual Doc se despede de Marty e vai viver sua vida ao lado do seu amor, Clara. Mais que um jogo, é quase um filme interativo e que, novamente, só vai agradar quem curtiu a trilogia original.

Mas, como nos filmes, existem alguns ???furos???. A personalidade do Biff de 1986 (o do começo do jogo) não condiz muito com o Biff bobo de 1985, do final de De Volta Para o Futuro: Parte 1. Claro, se ele não tivesse o velho estilão Biff de ser, não ia querer roubar o caderno de anotações de Doc logo no começo do game e... bom, o jogo não faria sentido. Mas se o Biff de 1985/86 é todo bobo, o filho dele, de 2015, não ia ficar no pé do novo McFly, anulando a até a necessidade de um filme De Volta Para o Futuro: Parte II...

Mais para frente, o Doc de 1931 fala algo sobre ???processar Marty por assédio???. A lei de ???assédio??? (harassment), nos Estados Unidos, é de 1964. Aliás, o fato do Doc de 1931 encontrar o Marty de 1985/86 já é um daqueles paradoxos que pode acabar com continuum do espaço-tempo e com todo o universo (mas, com sorte, as consequências se limitariam apenas a nossa galáxia): com a presença de Marty, o Doc provavelmente não precisaria inventar a máquina do tempo em um DeLorean, que já foi inventada pelo próprio Doc dos anos 80, que a enviou de volta. Ainda bem que Marty se apresenta com outro nome - como se isso fosse suficiente...

Na verdade, os filmes também estão cheio dos paradoxos, mas se nenhum deles existisse, viveríamos em uma realidade alternativa em que nem a própria triologia De Volta Para o Futuro teria sido lançada.

Então, o negócio é relaxar, relevar os probleminhas (alguns chatos, como o fato do game não ???memorizar??? a sua escolha sobre o nome fictício de Marty em 1931) e curtir esta aventura que merece, sim, fazer parte da cronologia oficial de De Volta Para o Futuro. Por US$ 25, a compra do game garante acesso a todos os cinco episódios. Mas fica o aviso: se não conhece a triologia, vá correndo atrás dos blu-rays ou DVDs antes de jogar.

O que vem por aí

O site da Telltale já conta com as sinopses dos próximos quatro episódios. A expectativa é de grandes reviravoltas na história: no segundo capítulo, ???Marty e o Doc de 1980 deverão evitar que Kid Tannen acabe com a família McFly???. Nada que não tenhamos visto em De Volta Para o Futuro I e II - resta saber se elementos conhecidos, como o almanaque dos esportes, terão algo a ver.

O terceiro episódio promete ser mais interessante ainda: ???Marty encontra-se em uma realidade alternativa ???de cabeça para baixo??? de Hill Valley, dominada pelo ???Primeiro Cidadão Brown??????. Quer dizer, o inocente e jovem Doc de 1931 foi de alguma influenciado (por Marty?) e conseguiu juntar muito conhecimento (e poder) em pouco tempo, suficiente para ser a espécie de ???dono??? da cidade - mesmo status do Biff da Hill Valley alternativa de 1985.

Nos dois capítulos seguintes, Marty e o Primeiro Cidadão Brown deverão juntar forças para ???evitar que o jovem Emmet Brown cometa o pior erro de sua vida???. Taí algo que pode, sim, ter consequências catastróficas para todo o universo...

Por fim, parece que no quinto episódio os fãs finalmente poderão voltar à Hill Valley de 2015, já que a sinopse promete que Marty e Doc se ???envolverão em uma perseguição pelo passado, presente e futuro de Hill Valley???. Estamos desde já no aguardo.


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