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Review de Darksiders para PC de Gamus

por Wasat, fonte Gamus, data  editar remover




Produtora: Vigil Games Distribuidoras: THQ Gênero: Ação/Aventura

Plataformas: Xbox 360 (versão testada) e PlayStation 3 Por: Fernando Landeira

O gênero ação/aventura está em alta neste ano de 2010. Temos já no primeiro trimestre Bayonetta, Dante???s Inferno e God of War III. Mas logo no início do ano um desses escapou de nossos radares.

Seu nome é Darksiders e ele ao mesmo tempo em que é diferente dos concorrentes, lembra muito alguns deles. Como assim? Eu explicarei durante o review, mas de cara posso dizer que este game pega emprestado algumas idéias já conhecidas para dar vida a algo bem interessante.

Darksiders tem a vantagem de ter sido desenhado por um verdadeiro mestre dos quadrinhos chamado Joe Madureira, ou Joe Mad, para os íntimos. Mas seria isso suficiente para chamar atenção?

Conheça Guerra


?? comum hoje em dia ligar o videogame e participar de guerras, mas esse jogo te oferece algo diferente. Em Darksiders, você é a própria guerra, ou melhor, War, um dos quatro cavaleiros do apocalipse. Seu personagem é durão até dizer chega e carrega uma espada que faz inveja a até mesmo Conan, o bárbaro. War foi enganado por um falso sinal do Apocalipse e se dirigiu a Terra sem seus três amigos cavaleiros. Sem piedade alguma, o alto conselho que administra as relações entre o céu e o inferno pune War a morte. Nosso herói pede uma chance para voltar a Terra e descobrir quem foi o responsável com a desculpa de que se ele falhar, já pagará com a própria vida. E é assim que você volta para onde começou, só que sem a maioria dos seus incríveis poderes.

Sim senhores, essa aventura tem início no melhor estilo God of War II, mas já vimos isso outras vezes também. Logo no início de sua jornada, War liberta um demônio poderosíssimo que promete a ele abrir caminho para o verdadeiro inimigo em troca dos corações dos quatro guardiões, e é em busca disso que você passa a maior parte da aventura. ?? uma história interessante que te convida a conhecer lugares distantes e fuçar o cenário atrás de itens que vão te ajudar a derrubar as hordas de inimigos. Conforme encontra desafios diferentes, você vai descobrindo que em Darksiders você tem muitos recursos para resolver seus problemas. Recursos esses que foram tirados quase que diretamente de outros jogos, mas isso não chega a ser ruim enquanto funciona, já que nem sempre acontece.

Abaixo serão descritos alguns dos mais importantes acessórios que você irá precisar para avançar pelos ambientes encontrados no game. O mundo sofreu com uma batalha de proporções bíblicas que durou mais de 100 anos, então destruição não falta pelo cenário. Consequentemente, as rotas mais óbvias não são mais tão acessíveis como antes e sua espada sozinha não dá conta do recado. War está ???fraco??? após sua punição, mas ainda arremessa carros como se fossem aviões de papel.

Darksiders dura o bastante para ser chamado de jornada. A progressão é no ritmo adequado e sempre demonstra gás para dar continuidade. Isso porque o título esbanja diversidade em sua essência. O jogo tem chefões gigantes, lutas no chão, confrontos embaixo d???água, combates aéreos, partes cavalgando, sistema de upgrades, trechos de tiro em terceira pessoa e muito mais. Fica impossível não lembrar de uma pancada de jogos diante de todos esses ingredientes. Vamos tentar esclarecer.

Uma mistura apocalíptica


Uma série mais recente que emprestou idéias a este game foi Dark Sector. Digo isso porque em Darksiders encontramos uma arma chamada Crossblade. Comparando de forma grosseira, se trata de uma shuriken que pode acertar múltiplos alvos de uma só vez. ?? de grande ajuda para solucionar enigmas, que estão presentes na dosagem exata durante toda a campanha.

O sistema de comércio aqui funciona como em Devil May Cry. Mas neste você só pode investir sua grana em lojas demoniacas de um mesmo vendedor. Vultrim é um demônio guloso e quanto mais almas você trouxer para ele, mas ele irá te satisfazer. Ele oferecerá também um sistema de transporte eficiente que te leva de volta a áreas já exploradas usando túneis subterrâneos há muito não usados.

Darksiders também tem sua dose de Prince of Persia. Aqui você ganha em determinado momento do jogo um artefato capaz de deixar o tempo mais lento como na trilogia da areia na geração passada. E não é só isso, escalar paredes é muito parecido com fazer o mesmo na última aventura do príncipe da Ubisoft. Uma pena a influência acabar por aí no quesito jogabilidade, uma vez que apesar de você poder virar a câmera para onde quiser, as sequências de plataforma são prejudicadas pelo fato de você não poder pular no último segundo, fazendo você cair de uma altura insana ou até mesmo na lava fervente. Entretanto, o saldo dos controles ainda é positivo. Logo nas primeiras horas de jogo você ganha um presentão: um par de asas com visual arrebatador. E elas não são apenas belas. Usando suas asas, você pode planar e alcançar plataformas mais distantes do que saltando.

?? unanimidade que o maior exemplo de modelo usado pelos desenvolvedores da Vigil foi a lendária franquia The Legend of Zelda. Logo, se você gosta de Zelda, irá gostar de Darksiders ou pelo menos encontrar semelhanças que tragam parte dos seus velhos tempos de volta. Graças a Zelda, Darksiders tem quebra-cabeças bem bolados e isso nos impede de dizer que Darksiders é um jogo onde pensar não é preciso e dar porrada é tudo o que importa. Esse não é o caso. Você vai encontrar muitas coisas bacanas escondida pelo cenário, de um modo bastante inspirado pela franquia da Nintendo. Os achados variam entre artefatos que podem ser vendidos ou usados no progresso da missão, baús de vida ou de fúria, além de fragmentos de pedras da vida e de fúria. Se você juntar quatro desses fragmentos, você aumenta a sua quantidade de vida e de fúria, respectivamente. Mas apesar disso tudo, o que você mais achará são almas. Existem três tipos de alma para colecionar. A verde representa a vida, a amarela representa a fúria e a azul é a moeda do jogo. Já falaremos sobre a fúria.

E de forma espetacular as referências não acabam por aí, você ainda voa com um grifo em uma sequência muito similar aquela de God of War II, onde Kratos voa com um pégaso. Em ambos os jogos, você atira flechas enquanto voa. Está convencido de que variedade é a palavra chave?

Caçado pelo Céu e pelo Inferno


Verdade seja dita, combate não falta em Darksiders. War caça demônios enquanto é caçado por anjos. Isso significa que você sempre tem algum inimigo pegando no seu pé, sendo que eles sempre estarão lá nos mesmos cenários, independente de quantas vezes você já passou ali para dar fim neles. O jeito é sair no braço até conseguir aquilo que você procura. As batalhas são simples, porém divertidas.

Temos somente um botão de ataque para cada arma, mas você pode criar combos alternando entre elas. Usando o Xbox 360 como exemplo, após adquirir a foice ela será relacionada ao botão Y, que remete as armas secundárias. Sendo assim o botão X serve para bater com a espada e o Y para bater com a foice. A partir daí é só usar sua imaginação e criar combos a vontade. Seu personagem troca de armas num piscar de olhos durante as lutas. Darksiders pega emprestado de God of War a cereja do bolo da violência: as finalizações especiais. Essa mecânica funciona de uma maneira bem intuitiva, já que você só precisa fazer os inimigos sofrerem o suficiente para ver o botão mágico surgir sobre eles. Após apertá-lo, é só relaxar e curtir mais uma morte brutal. São momentos cinematográficos.

O catálogo de vítimas vai desde zumbis perdidos por aí até aranhas gigantes que querem te colocar numa teia e alimentar centenas de filhotes. Para seu deleite, cada tipo de criatura tem seu próprio jeitinho único de morrer. E ainda existem inimigos que podem ser cavalgados, assim como em Batman Arkham Asylum. Usar força bruta para acabar com pequenos capangas nunca pode ser má idéia.

Apesar da quantidade preocupante de ???criaturas do mal???, você tem truques que vão além de manobras com armas. O pacote não estaria completo se faltassem as magias. Quando a situação se mostra mais cabeluda do que você esperava, basta acionar um de seus poderes especiais que tudo fica muito mais fácil. Em certos momentos não há maneira melhor de causar dano aos algozes. Lembrando que para soltar esses poderes você precisa de Wrath (fúria), que serve de combustível para suas habilidades. Você pode conseguir Wrath de diversas maneiras diferentes, então não pare de matar.

E se a coisa ficar muito feia, você ainda pode se transformar em uma criatura assustadora enorme. Apelação? Talvez. Legal? Com certeza! Essa transformação foi batizada de Chaos form e quando War está neste estado meus amigos, sai de baixo! Bastam poucos golpes quando não apenas um para derrotar inimigos ordinários e não muito mais do que isso no caso dos inimigos extraordinários. Você não pode recorrer a esse poder durante todo momento, então use com moderação.

Restaurando o equilíbrio


No game você também é conhecido como aquele que cavalga o cavalo vermelho. Sendo assim, onde se encontra a sua fiel montaria? Bem, contar isso aqui seria um spoiler, mas o que interessa é que em determinado momento do jogo você recupera Ruin, o cavalo vermelho. O animal é de grande ajuda. Quando montado, a locomoção pelo cenário é muito mais rápida e o dano de cada golpe da espada Chaoseater aumenta bastante. Além disso, sua montaria pode ser invocada a sua vontade em áreas específicas do mapa. A imagem acima prova que o jogo também demonstra partes que parecem ter sido tiradas de Shadow of the Colossus, com chefes gigantescos e um cavalo. São batalhas certamente grandiosas, mas sem chegar perto das proporções tomadas pela obra do Team ICO.

No geral, os gráficos são bacanas. Isso graças a arte singular do grande artista Joe Madureira, desenhista de vários quadrinhos importantes como X-Men e Os Supremos, portanto jogo se mantém bonito aos olhos de quem vê. Tecnicamente, o visual deixa um pouco a desejar com algumas áreas simplórias e poucos detalhes nos inimigos menos importantes. Temos também o velho problema conhecido como screen tearing, que nada mais é do que cortes na tela. A Vigil chegou a admitir o problema e lançou um patch corretor, mas quem não teve acesso a esse material enquanto jogava teve que sofrer um pouco com esse defeito. Outro fator que desaponta é que a taxa de frames que nem sempre agüenta firme o tranco, escolhendo a marcha lenta em alguns momentos intensos.

Os efeitos sonoros são aqueles velhos sons de bate espada que você já conhece. O resto da parte sonora é garantida por uma dublagem mais do que decente e uma trilha sonora igualmente boa, mas nada que mereça destaque diante de outros grandes títulos neste início de ano como Mass Effect 2. Pelo menos esse aqui tem o apoio de vozes consagradas, como a do Luke Skywalker da saga Star Wars e do Coringa de Arkham Asylum, que é feita pelo competente Mark Hammill.

Conclusão


Darksiders não é um jogo dos mais curtos, pelo menos não para o gênero. Você conhece muitos lugares diferentes no universo do jogo e encontra com os mais terríveis tipos de inimigos. São muitas coisas para descobrir. E quanto mais você explora o jogo, maior é a sua sensação de recompensa.

A fórmula de Darksiders foi misturar todos os elementos já consagrados do gênero e criar algo artisticamente único. O jogo não inova, mas faz tudo o que você já conhece funcionar numa boa. Na verdade, esse game nos faz pensar que Kratos possa ter tido um filho com a princesa Zelda.

No final das contas os fãs do gênero não tem muitos motivos para reclamar, pois Darksiders não decepciona. Acredito que é justo dizer isso já que esse foi apenas o primeiro game da Vigil Games, que foi fundada em 2005 por Joe Madureira e David Adams. Nada mal para estreantes, mas vamos torcer para que a criatividade aflore da próxima vez. Darksiders 2 já foi confirmado pela THQ.


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