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Review de Call of Duty: Black Ops para PS3 de E-Zine/MyGames

por ygorocara, fonte E-Zine/MyGames, data  editar remover


Call of Duty é uma série que tem vindo a marcar presença ao longo de várias gerações de consolas e feito as delicias de muitos em batalhas na 2ª Guerra Mundial e, mais recentemente, nos tempos modernos. Como todos sabem, a produção dos jogos da série Call of Duty alterna entre a Infinity Ward e Treyarch, sendo esta última, a responsável pela produção do Call of Duty: World at War. Depois de Call of Duty: Modern Warfare 2 chegou a vez da Treyarch pegar de novo na série e lançar o novíssimo Call of Duty: Black Ops. Mas será que este Call of Duty: Black Ops é o melhor da série ou é apenas mais uma maneira de encher os bolsos da Activision?

A verdade, é que o projecto da Treyarch, o Call of Duty: Black Ops, chega com a dura missão de ultrapassar Call of Duty: Modern Warfare 2 e melhorar o que este tinha de errado, principalmente, quando nos referimos ao multiplayer que foi alvo de várias queixas relacionadas com os desequilíbrios presentes no jogo e os inúmeros glitchs.

Tudo começa com uns misteriosos números e com o personagem principal amarrado a uma cadeira, cheio de sangue e a ser interrogado por um desconhecido. Alex Mason é o nome do protagonista e nele reside a chave para descodificar o significado dos números que aparecem constantemente nos ecrãs e evitar uma catástrofe com uma arma bio quimica. Entre desmaios e reanimações, Alex Manson irá levar-nos, através de flashbacks, a vários acontecimentos da sua vida militar e preparem-se que será uma das melhores jornadas de um FPS.

?? assim que começa o modo história de Call of Duty: Black Ops, e se jogaram Call of Duty: Modern Warfare 2 verão que nada mudou em termos de jogabilidade. O jogo começa de forma explosiva e desde inicio percebemos o ênfase que a Treyarch quis dar à campanha, orquestrando-a de uma maneira extremamente cinematográfica através do seu enredo, explosões e até algum drama.


A Treyarch oferece-nos uma campanha de maneira a que vocês tenham bastante variedade e sintam a emoção que costuma estar presente num filme de acção. Através dos flashbacks de Alex Manson, nós iremos estar nas mais variadas localizações desde o Vietnam, Laos, Baikonur, entre outras, todas fielmente reproduzidas, contribuindo para o realismo dos flashbacks de Manson. Durante as 15 missões de jogo, teremos de executar as mais variadas e arriscadas manobras, onde teremos de pilotar helicópteros, conduzir motas e matar tudo o que se mexa, literalmente.

Para além da variedade de veículos controláveis oferecida pelo jogo, por vezes, seremos confrontados com algumas situações que irão despoletar cenas ???scriptadas???, onde teremos o controlo do nosso personagem.Estas cenas chegam em numa espécie de quick time events e geralmente envolvem a morte de alguém.

Porém, isto não era nada senão fosse a sua apresentação bastante peculiar e que apresenta pormenores deliciosos, como o facto da descrição das missões ser censurada no inicio de cada missão com uma caneta preta (Black Ops), pelos constantes flashbacks impróprios para epilépticos, enredo, diálogos e trabalho de vozes que nos fazem ficar colados ao ecrã ao ponto de querermos jogar mais e mais.


No final das cerca de 6/7 horas de campanha resta-nos repeti-la ou partir à descoberta dos outros modos de jogo que compõem Call of Duty: Black Ops. Este é um ponto bastante favorável do jogo e não restam dúvidas que Call of Duty: Black Ops é um pacote bastante completo, oferecendo vários modos de jogo para todos os gostos, a começar pelo modo Zombies.

O modo Zombies é um modo de jogo que não é novo e, se bem se lembram, Call of Duty: World at War já o continha. Contudo, este modo zombies é bastante especial, não por ter algo inovador mas sim por ter quatro convidados bastante especiais, não estivesse eu a falar da possibilidade de jogarmos este modo com o JFK, Nixon, Fidel Castro e Robert McNamara. Para além de se darem todos bem e terem o objectivo comum de matar os zombies, nós somos brindados com frases bastante engraçadas que, certamente, vos irão fazer sorrir pelo menos uma vez.

Neste modo Zombies podem jogar a solo, ecrã dividido ou participarem até um máximo de quatro jogadores online que terão de sobreviver às várias vagas de zombies ansiosos por nos darem uma ???dentadinha???. Todos começam com um simples revolver e à medida que vamos matando e criando barreiras nas portas para impedir o avanço dos ???mortos???, iremos ganhar dinheiro que pode ser utilizado para comprar e fazer upgrade às armas.

Existe também um mini-jogo chamado Dead Ops Arcade que pode ser acedido através do computador da sala de interrogatório ou do modo zombie, para ser jogado em multiplayer até quatro jogadores. O jogo tem o estilo de Burn Zombie Burn ou Zombie Apocalypse, sendo jogado na perspectiva de cima. Ao contrário do que acontece no modo Zombie original, em Dead Ops Arcade vão aparecendo armas e tesouros que devem ser apanhados pelo mais rápido a chegar a elas, embora as armas não durem para sempre.


Porém, é no modo multiplayer que reside o coração do Call of Duty: Black Ops e onde foram feitos os mais variados ajustes, alterações e até a inclusão de novos modos de jogo. O sistema de evolução do multiplayer que Call of Duty: Black Ops mostra diferenças em relação ao seu ???antecessor??? (Call of Duty: Modern Warfare 2), visto a Treyarch ter incluído uma forma de jogar que exigirá alguma gestão da vossa parte. Isto, porque a produtora introduziu um sistema monetário em Call of Duty: Black Ops chamado ???COD Points??? que nos permitirá, entre outras coisas, comprar armas, acessórios para as armas, emblemas, perks e killstreaks.

Estes COD Points vêm trazer algo novo à série Call of Duty e embora tenhamos que subir de rank para ???desbloquear??? novas armas, para posteriormente as podermos comprar, esta ???moeda??? faz-nos sentir uns verdadeiros mercenários. Algo que contribui para este sentimento, é o facto de podermos comprar contractos ??? para além dos habituais challenges - com os nossos COD Points, que não são mais que pequenas missões in-game, e caso sejam bem sucedidos, estes irão-nos dar uma recompensa em XP.

O sistema monetário de Call of Duty: Black Ops também tem outra funcionalidade que vem entrar nos novos modos de jogo chamados Wager Matches que, como o nome indica, irão-nos permitir jogar em jogos a ???dinheiro???, onde iremos apostar os nossos COD Points na esperança de ficarmos num dos três primeiros lugares.

Ao todo existem quatro modos de jogo, são eles:

One in the Chamber ??? A cada jogador é dado uma pistola com uma munição, uma faca e três vidas. O objectivo é sobreviver e para isso terão de matar os adversários para ganha as suas munições.

Sharpshooter ??? Neste modo todos começam com a mesma arma, no entanto, a cada 45 segundos ocorre uma mudança aleatória para outra arma. As kills irão premiar os jogadores com regalias e multiplicadores de pontuação.

Sticks & Stones ??? Para este modo de jogo, os jogadores recebem uma besta, balistic knife e um tomahawk. O objectivo é matar os adversários com as armas disponíveis, contudo, todos aqueles que sejam mortos com o tomahawk irão imediatamente à ???falência???.

Gun Game ??? Os jogadores começam com a pistola e à medida que vamos acumulando kills, subiremos de nível, garantindo-nos uma melhor arma que a anterior. Existem ao todo 20 níveis de armas e o primeiro a chegar ao vigésimo ganha. Contudo, neste modo existe uma contra-partida e caso consigamos matar alguém com um melee attack, o nosso adversário retrocederá para a arma anterior.


São modos que vêm trazer algo novo à série e que fazem um bom uso dos COD Points. Vocês até poderão escolher o sinal de entrada que pode ser de 10, 1000 ou 10.000 e no caso do último, o Wager Match escolhido será aleatório, conferindo-lhe toda uma adrenalina que não está tão presente quando estamos a jogar a ???feijões???.

A Treyarch não pensou só nos ???pros??? da série e como forma de ajudar os novatos a entrar no ritmo de jogo, criaram um modo, o combat training, que permite jogar por inteiro o modo multiplayer com a particularidade de ser contra jogadores controlados pela Inteligência Artificial, embora, a evolução feita neste modo não entre para as contas do rank ???oficial???, servindo apenas para os jogadores se habituarem à mecânica de jogo.

Porém, e largando o modo a ???brincar???, é no modo multiplayer tradicional que os amantes de Call of Duty: Modern Warfare 2 irão perder mais tempo.



Os modos presentes no disco são os clássicos de um FPS mas, inicialmente, apenas alguns estão disponíveis, cabendo-vos a missão de os irem desbloqueando à medida que vão avançado pelo sistema de níveis. Contudo, há que destacar os modos Pure e Classic que embora não apresentem nada de inovador, oferecem restricções para todos aqueles que não gostam da mecânica normal de jogo, ou seja, o modo Pure é um Team Deathmatch com a particularidade de não usar o sistema de perks, killstreaks, attachments, e contractos. Já no modo Classic, os jogadores podem usar tudo aquilo que está restricto no modo Pure mas com o pequeno pormenor das perks estarem restritas até à sétima, deixando as perks de alto calibre de fora.

A personalização também foi alvo de uma revisão e encontra-se muito mais robusta que nos Call of Duty's anteriores. Agora, podem personalizar a aparência do vosso personagem, apesar de ser uma personalização básica que é definida pela perk que vocês têm em primeiro lugar. Podem também customizar a vossa mira e definir o formato e cores da mesma, assim como, a inclusão de mais camuflagens para as armas e ainda a possibilidade de inscreverem as insígnias do vosso clã.


Não esquecendo a comunidade, Call of Duty: Black Ops inclui o theather mode que vem introduzir à série Call of Duty, aquilo que o Halo faz e bem. Todos os jogos que fazemos ficam ???gravados???, podendo ser vistos e editados com uma enorme facilidade, através da ferramenta incluída no jogo. Posteriormente, podemos fazer upload para a nossa pasta de partilha, youtube e até visioná-los no site oficial do jogo.

Passando à jogabilidade propriamente dita, Call of Duty: Black Ops não traz nada de inovador e se jogaram Modern Warfare 2 não irão sentir diferença nenhuma. Por cada kill recebemos pontos e à medida que vamos matando sucessivamente, iremos ter direito às perks, que de resto mantêm o mesmo sistema com a diferença do máximo serem perks de 11 kills e de não existirem tactical nukes.

A Treyarch tomou a liberdade de fazer ajustes para evitar alguns dos erros do multiplayer de Modern Warfare 2. Mas se por um lado existiram alterações para tornar Call of Duty: Black Ops um jogo melhor, por outro é impossível ignorar os problemas que a versão PS3 apresenta. Ao longo da minha aventura pelo multiplayer foram várias as perdas de ligação, várias as vezes em que a PS3 bloqueava e a presença de bugs de menor importância. Infelizmente, quase que se contavam pelos dedos as vezes que jogava sem algo acontecer e num jogo com uma forte componente multiplayer isso não pode passar ao lado.

Falando na apresentação, Call of Duty: Black Ops é capaz do melhor e do pior. Nota-se que o motor de Modern Warfare 2 já tem os seus anos mas mesmo assim, o jogo consegue oferecer-nos boas texturas, animações, efeitos de luz misturados com a chuva e uma excelente fluidez. O gore está bem representado com gargantas degoladas e headshots ao estilo de Max Payne, em que se vê a munição a voar em direcção à cabeça de alguém. No entanto, quando jogamos o modo zombies notamos que algumas texturas estão mais fracas e no caso do modo campanha, é possível ver sombras quadradas.

O campo sonoro, é onde Call of Duty: Black Ops reina e dele podem esperar fidelidade sonora no que toca a explosões, rajadas de tiros e até na música que, entre outras coisas, nos apresenta rock em situações de guerra acesa e músicas de bandas famosas como os Rolling Stones e até do Eminem. O trabalho de vozes é óptimo e mostra que os jogos estão cada vez mais perto do nível dos filmes de Hollywood.


Para terminar, resta-me dizer que Call of Duty: Black Ops é o melhor Call of Duty da Treyarch e, provavelmente, um dos melhores da série. A Treyarch mostra que está à altura do desafio ao entregar-nos uma campanha envolvente, com muita acção, variedade e um online bastante bom... mas apenas quando funciona.

Infelizmente, sou obrigado a analisar o que tenho e apesar de algumas correcções nos servidores, Call of Duty: Black Ops apresenta bastantes falhas no online que estragam a experiência de jogo e isso obriga-me a baixar a nota.

Call of Duty: Black Ops é um jogo recomendado para todos os fãs de FPS, que gostam da mecânica de jogo da série Modern Warfare e apreciam um disco cheio de conteúdo. A Treyarch já está a trabalhar numa patch para resolver os problemas e quando isso acontecer, Call of Duty: Black Ops será um dos melhores FPS disponíveis no mercado.


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