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Review de Dragon Ball: Raging Blast 2 para PS3 de Eurogamer

por Giordano Trabach, fonte Eurogamer, data  editar remover


Dragon Ball é e sempre será o meu anime favorito porque foi algo que marcou imensamente a minha infância. A cada novo episódio ficava maravilhado e surpreendido com aquelas lutas magníficas repletas de poderes extraórdinários. Ainda me lembro quando vi pela primeira vez o Son Goku a transformar-se em Super Guerreiro (Super Sayajin), o seu cabelo a ficar amarelo, o planeta de Namek a estremecer por completo, é sem dúvida uma das cenas mais marcantes do anime.

De certa forma, Dragon Ball: Raging Blast 2 deita fora essa nostálgia. Quando descobri que não iria haver um modo história pensei que isso seria um ponto negativo para o jogo, mas afinal estava enganado. O modo Galaxy surpreendeu-me pela positiva, consigo traz novos ares à série que tornam esta sequela num jogo diferente em relação ao do ano passado.

A dimensão do Galaxy é enorme, para começar podemos usar qualquer personagem do jogo. Cada personagem possui uma árvore de combates para fazer e à medida que vamos completando-os mais são desbloqueados. Este modo funciona como uma grande árvore de combates, de maneira que alguns combates apenas podem ser desbloqueados ao fazermos outros combates com outras personagens.

Quem conhece a história de Dragon Ball percebe imediatamente que determinados combates deste modo são retirados de confrontos que aconteceram no anime, pode se dizer que o Galaxy funciona como um modo história só que não contém as cinemáticas a explicar o que está acontecer, embora existam combates que não estão de nenhuma forma relacionados com a história do anime. A inexistência de uma história faz com que este jogo seja aconselhável apenas para os fãs, porque estes serão os únicos a conseguir perceber o jogo.

Os combates deste modo variam de dificuldade, desde easy (fácil) até ultimate (o mais difícil). A dificuldade está relacionada com o número de inimigos que vamos enfrentar em determinado combate, que pode ir até cinco, e também com o poder/força do(s) nosso(s) adversários. Nos combates podem estar ou não incluídos desafios, coisas como acabar em X tempo, derrotar o adversário enquanto a nossa vida desce, etc.

Apesar de no fundo ser um aglomerado de combates, o modo Galaxy é extremamente vicicante, somos constantemente encorajados a continuar a combater porque estamos sempre a desbloquear coisas novas, seja ataques ou transformações para as personagens, itens para personalização, ou imagens retiradas directamente dos episódios do anime, que parecem ser uma recompensa para a inexistência de um modo história.

O Battle Zone é um outro novo modo e consiste em avançar de área em área derrotando diversos adversários. Nestas áreas vamos combatendo até chegarmos ao último nível que se denomina de Climax. Neste último nível está à nossa espera o oponente mais forte daquela área. Tal como o Galaxy, desbloqueamos coisas à medida que vamos progredindo.

A jogabilidade permanece quase idêntica ao título anterior. As novidades são novos combos e uma habilidade chamada Raging, apenas é possível activá-la quando elevamos o nosso ki ao máximo. Depois de activada, esta habilidade garante à personagem um poder incrível durante um tempo limitado. De resto não consegui detectar nenhuma novidade relevante. A jogabilidade continua a ser frenética e estupidamente rápida e o melhor é que ainda podemos andar a bater no adversário como se fosse uma bola de ping-pong.

Os controlos podem ser complicados para alguns jogadores, embora eu não tenha sentido nenhuma dificuldade, tendo jogado praticamente todos os jogos de Dragon Ball dos últimos anos a minha habituação foi quase instantânea. Para os iniciantes ou para quem tenha pouca pratica os controlos poderão ser complicados porque são necessários quase todos os botões do comando e porque é preciso reflexos rápidos, principalmente no que toca à defesa e a esquivar de ataques inimigos.

A câmara de jogo está bem melhor, quem jogou o título do ano passado sabe bem que era realmente um problema. A câmara sempre teve defeitos neste tipo de jogos de Dragon Ball, alguns deles ainda estão presentes em Raging Blast 2. O que mais se destaca é encontrar o nosso adversário quando este sai do nosso campo de visão, podendo ficar-se desorientado Uma solução para isto é utilizar o homing dash que nos leva directamente ao encontro do nosso adversário.

Foram adicionadas novas personagens, Hatchyack, Tarble, Android 14, Android 15, Neiz e Doore nunca foram vistas em nenhum jogo de Dragon Ball. As restantes já tinham marcado presença em jogos anteriores. O Vegeta e Brolly em Super Saiyajin 3 estão de volta, para o agrado de alguns mas para o desagrado de outros.

Graficamente houve alterações. Dragon Ball Raging Blast 2 não se parece tanto quanto o anime como o jogo do ano passado. Esta mudança percebe-se melhor quando olhamos para as personagens. A mudança nos gráficos não beneficia nem prejudica, o jogo continua com um aspecto muito fiel ao anime. Os cenários parecem-me completamente iguais, não consegui identificar nenhuma alteração. Para compensar temos alguns cenários novos.

Quanto ao Online não foram feitas alterações. Existe um modo para fazermos combates para o ranking e outro para jogos amigáveis. Além disto existe um modo para combatermos com as personagens equipadas com itens e um modo para fazer torneios. Os Quick Matches parecem não funcionar, sempre que tentava fazer um aparecia a mensagem "No Games Found". Consegui apenas jogar online contra amigos na minha lista.

Dragon Ball: Raging Blast 2 contém uma surpresa para todos os fãs. Dentro do jogo podemos encontrar "The Plan To Eradicate The Saiyans", um filme de Dragon Ball que nunca chegou ao nosso território. Não têm que fazer nada para o desbloquear, está disponível para verem desde o começo.

Estava a ser desonesto se não dissesse que Raging Blast 2 é parecido com o primeiro Raging Blast. ?? verdade que os modos Galaxy e Battle Zone garantem-lhe algo de diferente, contudo, muitas coisas foram aproveitadas do anterior. A lenta progressão de jogo para jogo na série Dragon Ball é particularmente irritante, sendo um fã de Dragon Ball vejo tanta coisa para melhorar e para aproveitar, mas a equipa responsável pelo jogo parece não ver o mesmo que eu e que muitos outros fãs. Certamente que Dragon Ball Raging Blast 2 não é o derradeiro jogo de Dragon Ball que vai satisfazer finalmente todos os fãs que ainda estão à espera (Tenkaichi 3 para a PlayStation 2 esteve quase lá), no entanto, não deixa de ser um jogo agradável para quem gosta verdadeiramente de Dragon Ball.


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