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Review de Front Mission Evolved para PC de Eurogamer

por Raziel619, fonte Eurogamer, data  editar remover


A série Front Mission é conhecida por ser um RPG táctico, e é por essa razão que quando comecei a jogar Front Mission Evolved fiquei confundido. Por alguma razão o género original foi abandonado e decidiu-se optar por tornar Front Mission num Third-Person Shooter de acção.

Esta mudança não trouxe nada de bom para Front Mission Evolved, deixem-me já adiantar que isto não é mais que um jogo abaixo do mediano, não tem inspiração nenhuma, não há nenhum aspecto que lhe dê destaque, tudo é exageradamente básico, é como se o jogo tivesse sido produzido há anos atrás e lançado nos dias de hoje.

A história até que não é má de todo. Estamos em 2171, o mundo está dividido em facções e cada uma delas é responsável por um continente. Existem uns elevadores gigantes que ligam a superfície do planeta a estações espaciais. O início do jogo começa com célula terrorista a atacar e a destruir um destes elevadores.situados no território da USN (E.U.A). A confusão instala-se por todo o mundo e a USN acusa as outras facções de serem responsáveis.

No meio desta confusão está Dylan Ramsey, a personagem que controlamos. Dylan estava a testar um novo Wanzer (para quem não está familiarizado com a série um Wanzer é um robô conduzido por um humano e em Front Mission é a arma mais utilizada no futuro) durante o ataque ao elevador e acabou por se juntar ao exercito para participar nesta missão para encontrar os responsáveis pelo ataque.



A personalização do nosso Wanzer é o melhor em Front Mission Evolved. ?? possível alterar todas qualquer parte, seja o torso, pernas ou braços. Quanto às armas, cada Wanzer consegue ter quatro no máximo, duas nas mãos e duas nos ombros. Há que ter cuidado ao apetrechar a nossa máquina com armas até aos dentes, somos aconselhados a manter um equilíbrio entre o peso do Wanzer (quanto mais equipamento maior é o peso) e o poder gerado pelo mesmo. Quando equiparem uma arma ao vosso Wanzer podem optar por lhe adicionar uma Skill para aumentarem por exemplo o número máximo de munições, a velocidade de disparo, entre outras. O estilo visual do nosso Wanzer também pode ser personalizado, embora de uma forma um pouco limitada, existem apenas alguns padrões de pintura.

Antes de iniciarem uma missão vão poder sempre personalizar o vosso Wanzer, mas por vezes têm menos liberdade para o fazer, há missões em que têm de obrigatoriamente escolher certas partes para equipar. Numa das missões finais temos que usar umas pernas quadruplas que limitam imenso a nossa velocidade de deslocação.

A inexistência de um sistema de cobertura afecta a jogabilidade. Escondermo-nos atrás de obstáculos ou estar sempre em movimento é única forma de escapar a ataques inimigos. Os Wanzers são lentos a movimentarem-se mas têm jactos que lhes permitem deslocar-se rapidamente, no entanto, os jactos tem um limite e quando chegam ao fim temos de esperar que recarreguem energias. Isto pode-se tornar enervante quando temos um inimigo mesmo à nossa frente, estamos quase a morrer e queremos fugir e não podemos.

Alguns Wanzers, incluindo o nosso, têm a capacidade de activar um sistema chamado E.D.G.E. que abranda o tempo e aumenta o dano dos nossos ataques. Praticamente só vão sentir necessidade de utilizar esta habilidade nas lutas contra os bosses.

A repetividade que vão encontrar em Front Mission Evolved é elevada, ao longo dos níveis, que são lineares e com um design e estrutura incrivelmente básicos, vamos apenas enfrentar vagas de inimigos (outros Wanzers) até chegarmos ao seu final. Como se não bastasse, a variedade dos inimigos é pouca. Tentou-se fugir a esta repetitividade ao adicionar partes em que temos de sair dos nossos Wanzers e andar a calcantes, mas isto não ajuda a melhorar a qualidade de Front Mission Evolved, estas secções são ainda mais enfadonhas e aborrecidas.



As lutas com os bosses não diferem do resto do jogo, até porque estes não são nada mais que Wanzers com mais vida e ataques mais poderosos, embora determinados confrontos possam ser frustrantes pois devido à jogabilidade do jogo não existe uma forma eficaz de desviar os ataques. A solução que encontrei para concluir estes confrontos irritantes é experimentar diferentes combinações de armas até achar uma que resulte melhor.

Além da campanha, que não é muito grande, existe a componente multijogador com quatro modos: deathmatch, team deathmatch, domination e supremacy. Ao jogarem qualquer um destes modos adquirem experiência e consequentemente sobem de nível, o limite é o nível 70. O multijogador não é muito melhor que a campanha, mas pode-se tornar mais divertido.

Graficamente e a nível de som é um jogo pobre, abaixo dos padrões actuais. Os diálogos são maus e os cenários e níveis tem pouco detalhe. A única coisa que se aproveita são os Wanzers, que estão razoavelmente bem criados.

Mesmo que sejam grandes fãs desta série ou de mechs, Front Mission Evolved muito provavelmente não será do vosso agrado. ?? aquele tipo de jogo em que perguntamos a nós mesmo porque razão foi lançado, pois está destinado a falhar e a cair no esquecimento.


1 comentário

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Eurogamer
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