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Review de Kirby's Epic Yarn para Wii de GameTV

por Raziel619, fonte GameTV, data  editar remover




Após quatro anos sem um game inédito (Kirby Super Star Ultra, de 2008, era um remake de Super NES), a bolota rosa estreia no Wii com gráficos de encher os olhos e excelente jogabilidade, mas sem muita coisa extra para atrair os jogadores após o fim da aventura.

As peripécias começam com Kirby levando sua vidinha pacata em Dream Land. Ele andava tranquilo até encontrar (e comer) um tomate meio estranho. O problema é que o fruto pertencia ao Yin-Yarn, que castiga o pobre Kirby mandando-o para o mundo Patch Land, onde tudo é feito com lã, pano e retalhos - incluindo a bola rosa. Logo de cara, Kirby encontra o Príncipe Fluff, um amiguinho fofo (controlado pelo segundo jogador, caso a partida seja em dupla). Juntos, eles devem acabar com Yin-Yarn para trazer a paz de volta a Patch Land.

O jogo é no estilo plataforma em 2D, e é lindo. O design é único, e não se parece com nada que existe hoje em dia. Jogos com gráficos desenhados são bonitos, e os que lembram games em flash também, mas Kirby's Epic Yarn vai além e chega a causar o mesmo impacto que Super Mario World 2: Yoshi's Island (SNES) causou em em 1995. Os personagens realmente parecem que são feitos de lã mesmo.

Kirby's Epic Yarn exige o uso do Wii Remote na horizontal, como em New Super Mario Bros. Wii. O botão 2 pula, e o 1 ataca e interage com o cenário. O ataque básico é com uma espécie de chicote feito de lã e serve para desabotoar elementos do cenário, agarrar os inimigos (e atirá-los) e puxar os pano para lá e para cá, como numa cortina.



O jogo não é muito difícil e foca mesmo na experiência de curtir os cenários em vez de obrigar o jogador a abusar do timing e coisas do tipo. Na fase dos dinossauros, por exemplo, há uma sequência em que Kirby pega carona em um bicho aquático. Ao cair na água, em vez de morrer e ter de recomeçar, a corrente de água simplesmente leva a mascote de volta ao início daquela parte, onde você pode subir de novo na cabeça do dinossauro. Morrer mesmo, só em casos extremos - como cair na lava. Quando Kirby abre um botão na fase da caverna, o pano escuro cai e dá origem a uma fresta que libera a passagem de luz. ?? magnífico de verdade.

As transformações também são divertidas: além das básicas, que são o carrinho (basta apertar o direcional duas vezes para a esquerda ou direita), a bigorna (pulo e direcional para baixo) e o submarino (basta entrar na água), há aquelas específicas de cada fase, e que só acontecem em determinado momento do nível. Na fase da lava, Kirby vira um caminhão de bombeiro e deve apagar as chamas para poder chegar ao fim da fase sem sofrer danos, e a movimentação da mangueira é feita movimentando o Wii Remote. A transformação do tanque é no mesmo esquema, mas com projéteis em vez de água. Mas uma das mais interessantes é a do trem: com o remoto apontado para a tela, o jogador "desenha" o caminho que o trenzinho seguirá na tela. Tudo muito fácil e intuitivo.

Para completar o clima, as músicas não decepcionam e trazem até alguns remixes vindos de outros jogos da personagem. ?? uma trilha tranquila, que parece simples demais porque abusa de piano e tudo mais, mas que combina bem com a ambientação do game. De quebra, Kirby pode colecionar CDs com as músicas escondidos pelas fases, acessíveis posteriormente pelo menu.

?? difícil que algum jogador saia frustrado depois de jogar Kirby???s Epic Yarn. Os gráficos conquistam logo na primeira olhada e a jogabilidade é super simples. ?? um passeio mesmo e o desafio maior é o de sair explorando os cenários, buscando todos os itens e chegar ao fim da fase sem sofrer dano algum. Claro, Kirby perde itens ao encostar em algum inimigo, mas ele não morre assim (morre se cair na lava, mas reaperece na superfície mais próxima).

Os outros Kirby também eram fáceis, e como um game para iniciar as pessoas no gênero plataforma, isso funciona muito bem. Mas se lembrarmos que muita gente conheceu o mundo do vídeogame jogando Super Mario Bros. 3, Donkey Kong Country e Sonic the Hedgehog 2, fica a sensação de que um pouquinho mais de desafio aqui e ali não faria mal.

Depois de terminado (umas seis horas resolvem), Kirby's Epic Yarn ainda oferece alguns atrativos, como acabar as fases no modo "hide and seek" (um esconde-esconde em que Kirby precisa encontrar cinco amiguinhos pelo cenário) e coletar todos os itens. Mas, do jeito que é, Epic Yarn consegue a proeza de ser uma diversão para todas as idades. Uma mãezona pode curtir o jogo tanto quanto uma criança de sete anos. Mais do que isso, é um game que não escolhe público alvo, e obrigatório para qualquer pessoa que admira um jogo bem feito e divertido.


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