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Review de God of War: Ghost of Sparta para PSP de Eurogamer

por shoaress, fonte Eurogamer, data  editar remover


Depois de uma fantástica entrada na nova geração, a série God of War está de regresso à PlayStation Portátil e com toda a imponência com que se distinguiu ao longo dos anos. God of War é uma série de referência na indústria e com todo o mérito, apesar de já contar com seis jogos (Ghost of Sparta é o sexto) tem ainda todo um potencial e uma riqueza que torna o seu regresso irresistível, especialmente quando vindo de mãos que tão habilmente elaboraram as fundações que lhe valeram um triunfo inigualável no género. Podem haver melhores, certamente existem piores, mas nenhuma outra série é realmente igual a God of War e não é por obra do acaso que se tornou uma referência comparativa dentro do género.


Depois de God of War III, as aventuras de Kratos podem (ou não) ter terminado, mas quando se tem uma série elaborada com base numa mitologia tão imponente quanto a Grega, é mais do que certo que existe sempre algo mais a contar. Assim o é com Ghost of Sparta que decorre após Kratos ter morto Ares e quando assumiu recentemente o título de "Deus da Guerra" e antes dos eventos vistos no segundo capítulo. Fazer um jogo dentro de uma série que cativa milhões de jogadores não é tarefa que se queira deixar ao acaso, e a Ready at Dawn regressa ao leme depois de Chains of Olympus e faz com que toda esta experiência tenha imenso valor dentro do panorama da série.


Em Ghost of Sparta vamos não só conhecer eventos épicos e de escala impensável como já é apanágio na série, como também vamos experienciar em primeira mão alguns dos eventos que tem repercussões tanto em God of War II como em God of War III, ou seja, ramificações bem ponderadas e de valor dentro de toda uma perspectiva global de acontecimentos. Não é à toa que Poseidon investe furiosamente sobre Kratos em God of War III e não é à toa que Kratos se sente traído e com sede de vingança em God of War II. Na verdade tudo está relacionado com Deimos, o irmão de Kratos e um guerreiro de Esparta. Um sonho de Kratos inicia toda a sua aventura e o desvendar de uma mentira muda toda a sua história, de uma forma bem fatal. Vamos descobrir mais sobre o seu passado, sobre a sua infância e toda a origem da sua raiva contra os deuses do Olimpo, todas com uma comum, Deimos.


Quando a Ready at Dawn aclamou que estava a criar um título em tudo superior ao anterior para a portátil não estava definitivamente a brincar. Desde os primeiros momentos do imponente combate contra o gigante monstro dos mares, Scylla, até à chegada a cidades imponentes e majestosas (cujo nome permanece por revelar para não estragar elementos importantes da história) percebemos que esta é uma aventura largamente acima da anterior aventura PSP. Uma das características que frequentemente prejudica os jogos na PSP é a própria conversão directa de um título de plataforma caseira e cujas restrições as limitações da PSP impõe. No entanto, em Ghost of Sparta isso é um elemento que parece ter contribuído em seu favor pois nenhum momento pode ser desperdiçado e não temos aquelas secções que servem apenas para prolongar artificialmente a longevidade, aqui cada segundo é tão importante quanto o próximo e o anterior, e é esse alto ritmo e o alto tom frenético aliados a uma enorme, surpreendente envolvência cinematográfica para uma portátil que fazem desta uma das melhores experiências na plataforma.


Outra das aclamações da Ready at Dawn foi a de que este seria um jogo maior do que Chains of Olympus, é mais do que isso, é mais rico. A jogabilidade característica está de volta e tão natural quanto se podia desejar, mesmo numa portátil, e os grandes impulsionadores e enriquecedores da experiência são tanto os novos movimentos e armas de Kratos como os novos e desafiantes inimigos. As Blades of Athena regressam, uma vez que são uma das peças base de toda a jogabilidade God of War, e tem como companhia as estreantes Arms of Sparta, Eye of Atlantis, e outras que não vamos revelar para não estragar quaisquer surpresas aos que assim preferem. Podemos no entanto adiantar, que são duas armas para ataque físico e quatro armas relacionadas com os ataques mágicos.


Assim também o é em Ghost of Sparta e se alguns inimigos podem ser derrotados com um único golpe, basta que os agarrem para que Kratos autenticamente os desfaça, outros já precisam de levar alguns golpes antes que Kratos possa executar esta espécie de finisher. Outros inimigos, os novos, surgem com armaduras ou outros elementos que impedem os ataques normais e temos então que usar a magia para triunfar. Quando ao lado de outras criaturas, a acção intensifica-se e a destreza é testada e premiada quando o jogador consegue conquistar aquilo que pode ser quase descrito como uma dança ritmada.


Outra das características marcantes de God of War são as lutas contra enormes criaturas e como estas não se restringem unicamente a uma cena mas sim como se podem estender ao longo de todo o nível, mesmo com pausas ou interrupções. ?? um dos pontos pelo qual tudo começa tão frenético, a luta contra Scylla. Após o tradicional confronto directo no qual é preciso ler os padrões e agir em conformidade, somos levados para os já icónicos segmentos nos quais temos que pressionar no botão correcto no momento exacto, os QTE. Agora implementados de uma forma mais subtil e discreta, como visto em God of War III, estão inseridos tanto nas lutas contra as criaturas de maior porte, nos finishers e claro, nas lutas contra os monstros enormes. Existem outras secções nas quais vão surgir mas é mais uma das surpresas que ficam para descobrirem.


Esta experiência mais coesa e mais frenética na portátil Sony surge patrocinada por outro dos elementos de grande destaque na série que mostrou crescente qualidade ao longo dos anos, a componente visual. Toda a mitologia Grega é usada com sabedoria e se oferece uma qualidade quase por pré-definição na história e locais, também o parece fazer na inspiração artística. Mesmo na portátil, os locais que visitamos tem uma arquitectura e construção que denotam tanto uma bela inspiração como um talentoso uso da fonte. Desde o primeiro momento ao último que Ghost of Sparta grita com convicção que pretende ser tão imponente e épico quanto o que a série sempre foi e mesmo que a plataforma não tenha capacidade para uma majestosa luta contra um titã, como visto em God of War III, consegue na mesma espantar o jogador com os seus méritos próprios.


Muito devido às grandes evoluções no motor gráfico que não só mostra personagens mais detalhados e a níveis quase inacreditáveis para a portátil como também permite combates mais fluidos e dinâmicos. Maior quantidade de inimigos no ecrã podem resultar em screen-tear mas são pequenos detalhes face ao ritmo intenso e estonteante que o jogo pode por vezes atingir. A Ready at Dawn não devia estar a brincar quando disse que levou a PSP até ao seu máximo limite pois parece bem ter sido o caso, se recentes êxitos como Kingdom Hearts ou MGS: Peace Walker eram um espanto, Ghost of Sparta está, pelo menos, ao seu nível. Visualmente espantoso, este novo jogo não se esquece de nos colocar frente a um elenco de vozes cuja qualidade pode simplesmente ser atestada dizendo unicamente que é o elenco de sempre da série. A banda sonora surge triunfal e nos momentos adequados sendo mais um dos elementos de excelência. No entanto, sendo apenas uma curiosidade, não podemos deixar de referir que o jogo não contém nem vozes nem texto em Português.


Como já devem ter reparado, Ghost of Sparta é um jogo que dificilmente não vos vai cativar e que nos cativou desde o primeiro ao último momento. Foi uma jornada intensa e completamente aconselhada na portátil. Como referido anteriormente, foi uma forma bem agradável de moldar a série às limitações da portátil e mesmo sendo mostrado um trabalho altamente astuto nesse aspecto, existe o elemento da longevidade que inevitavelmente impede que a experiência atinja um patamar da mais pura excelência. Neste caso é a sua longevidade que se fica abaixo das 6 horas no modo normal e o facto de que para o bom e para o mau, esta é uma experiência God of War em toda a sua glória mas que apesar dos pequenos refinamentos, não apresenta nada de realmente novo ou que não tenha sido visto na série.


Após terminar o jogo, somos convidados e desafiados a fazer o mesmo mas em dificuldades superiores e até com novas skins que nos oferecem habilidades especiais. Para além da possibilidade de ver todos os vídeos como se fossem um filme, temos ainda o Templo de Zeus no qual podemos comprar bónus extras. As únicas alternativas à jornada deste espartano do pior são os modos Challenge of the Gods e a Combat Arena. O primeiro, como o nome indica, é uma série de desafios em forma de lutas que temos que consecutivamente triunfar. Já o segundo é uma versão do primeiro mas no qual somos nós a escolher os elementos em jogo.


God of War: Ghost of Sparta é não só um jogo obrigatório para os fãs como é um jogo recomendável a todos os donos de uma PSP, mesmo que o terminem num dia. ?? completamente digno de envergar o nome desta já mítica série e se pela jogabilidade pouco de novo oferece, já a sua história é mais uma fatia altamente interessante de um bolo já enorme. Se procuram um bom presente para a vossa PSP, já não precisam de procurar mais, este Espartano está pronto para vos impressionar.


NOTA: 9/10


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