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Review de FIFA Soccer 11 para PS3 de GameTV

por Raziel619, fonte GameTV, data  editar remover




A mais antiga série de futebol começou em 1993, quando a Electronic Arts decidiu investir no esporte que mais movimenta dinheiro no mundo. Desde então, a empresa lança um novo jogo da série anualmente. FIFA passou muito tempo em baixa, até voltar a ser referência como jogo de futebol nos últimos anos.

Com as promessas da Konami para revigorar a série Pro Evolution Soccer, FIFA Soccer 11 tem a grande responsabilidade de continuar lutando para ser o melhor simulador de futebol, com novidades que possam trazer novos jogadores e dar algo além de novo para quem já era fã.

Debaixo das traves
As primeiras novidades do FIFA 11 vêm direto da versão lançada no meio do ano para a Copa da África. Ou seja, o visual aprimorado dos jogadores, dos estádios e dos menus são encontrados na nova versão do jogo.

Mas a principal mudança do novo FIFA foi o sistema de pênaltis. Nele o jogador precisa acertar a precisão do chute além da força e do sentido da bola. Tudo é muito sutil e um toque levemente mais forte pode estragar uma cobrança.

Já o goleiro deixa de defender com o analógico da esquerda (responsável pela sua movimentação antes da batida), e passa a saltar com o da direita. Com isso, há muito mais precisão do jogador sobre o movimento do salto do goleiro, e também antes da cobrança. Isso evita um bug que fazia o goleiro ficar parado no centro do gol até o jogador pressionar o botão de salto no momento certo nas partidas online.

Os goleiros, por sinal, são responsáveis por uma dar principais novidades do jogo, o modo ???Be a Goalkeeper???. Nele, finalmente é possível controlar o arqueiro durante as partidas e, portanto, usá-los no modo ???Be a Pro???, com partidas de 11 pessoas contra 11 pessoas online.

O controle do goleiro é bem simples, o analógico da esquerda o movimenta e o da direita salta no sentido que o jogador indicar, de maneira bem semelhante ao sistema de defesa de pênaltis.

O que parece ser uma adição simples, desnecessária para alguns, acaba virando um novo e viciante modo de jogo. ?? difícil ficar numa só partida na posição que é considerada a mais complicada em todo o campo. E não se surpreenda se você se empolgar tanto com o desafio dos amistosos e resolver criar um goleiro próprio para seguir no modo carreira.

Criando o atleta perfeito
Outra novidade para o modo Be a Pro que tenta fazer com que o jogo fique ainda mais próximo da realidade, é que agora os jogadores contam com certas especialidades. Com elas, é possível ter alguém não muito habilidoso com os pés, mas que seja um ótimo cabeceador, ou um jogador capaz de definir partidas com jogadas individuais e mais difícil de ser desarmado.

O jogo apresenta uma série de especialidades e acaba deixando a simulação mais próxima da realidade. Assim, é possível existir um volante medíocre, mas um exímio batedor de faltas.



Ajustando os detalhes
Para os veteranos da série, a primeira diferença está no sistema de passes. Não há nenhuma novidade milagrosa, apenas uma mudança em busca do realismo. Como todo game de futebol, FIFA conta com dois tipos de passe padrão, toque de bola ???na medida???, ou seja, nos pés do companheiro de equipe, e outro ???adiantado???, para lançar o jogador com um passe em profundidade.

Quem está acostumado a jogar online sabia que o passe na medida fazia com que o time adversário ficasse desnorteado em campo. Como era quase impossível errar esse tipo de toque, quem sabia organizar o time corretamente, conseguia ficar na cara do gol apertando um só botão meia dúzia de vezes.

Para arrumar esse problema, a EA fez com que todo passe funcione como um chute, ou seja, a força do toque, o posicionamento do jogador e a indicação do sentido passam a ser fundamentais para a criação de uma boa jogada. Pressionar o botão de toque diversas vezes sem se preocupar com esses detalhes é entregar a bola nos pés do adversário.

Outra novidades para os veteranos de FIFA são as comemorações. Sempre que o jogador faz um gol no jogo, ele pode comemorar pressionando certos botões. Agora, além de novos movimentos, há comemorações em grupo que dão um toque a mais. Não é nada que vá revolucionar o jogo, mas tira a impressão estranha que ficava antes com essa individualidade na comemoração.

Consertando os erros
Apesar da grande evolução da série nos últimos anos, alguns defeitos continuavam rondando a franquia. Felizmente a equipe que trabalhou com o jogo, conseguiu resolver alguns dos mais gritantes defeitos que assombravam a série FIFA.

Uma das primeiras diferenças está na barra de fôlego. Isso é algo que existe há anos na série, mas agora ficou mais importante administrar a energia do atleta jogada por jogada. Já que ela se tornou uma peça útil tanto para que na realização de um cruzamento, chute ou até para que ele não se machuque logo no começo da partida.

Até o FIFA 10, o jogador possuía uma barra que quando chegava ao fim, ele ficava lento. Agora esse medidor possui uma gradação. Com isso, sempre que ela deixa de ser verde e se torna vermelha, mostra que o jogador chegou ao limite e as chances que ele faça alguma besteira em um momento crítico, aumentam. Fora isso, sempre que ele chega a esse limite, ele fica lento e precisa de um tempo maior para se recuperar. Por isso, não é mais tão simples montar contra-ataques e aproveitar bolas jogadas nas costas da zaga adversária, já que tentar encobrir um goleiro quando o fôlego do seu jogador estiver no vermelho é quase impossível.

Outra grande reclamação com a edição 2010 de FIFA era com o botão de desarme de bola, que também cometia faltas. Até aí tudo bem, o grande problema é que o jogo as ignorava quando eram feitas dentro da área, mesmo se fosse algo gritante como um zagueiro chegando atrasado e passando uma rasteira em um atacante. Esse defeito se foi e é muito fácil cometer uma meia dúzia de pênaltis até se acostumar com o novo tempo dos controles.

Inimigos muito mais inteligentes



Uma promessa constante de todo jogo de esporte está na inteligência artificial. Os produtores sempre dizem que ela aprenderá com os erros e que será quase um adversário humano. Todo jogador sabe que isso é sempre papinho de entrevistas e marketing para estampar nas caixas dos jogos, mas finalmente é possível ver certa melhoria nesse departamento.

Apesar de ainda podermos explorar algumas falhas do computador mais de uma vez, é difícil ver ele ficar quieto com a situação. Normalmente depois do segundo gol com certo tipo de ataque, o jogo muda toda a formação da equipe para tentar sanar o problema defensivo. ?? um desafio extremamente interessante superar os remendos defensivos do videogame e, com isso, quase impossível terminar partidas com placares tão elástico quanto nas versões anteriores.

Mas a graça da nova inteligência artificial aparece mesmo quando você está sendo atacado. Jogar uma partida Real Madrid contra Barcelona pode ser terrível para os dois lados. Ver o controle de bola do jogo com um Messi, David Villa, Cristiano Ronaldo ou Híguain é um pesadelo para qualquer um que está na defesa. Já que, pela primeira vez, eles não apenas chutam a bola melhor, mas saem para o drible e tentam sempre caçar os erros do jogador. ?? algo impressionante de se ver, essa evolução da inteligência artificial ofensiva em FIFA 11.

Problemas que persistem
Se a inteligência artificial dos seus oponentes está melhor do que nunca, infelizmente, o mesmo não pode ser dito sobre os seus companheiros de equipe. Desde o goleiro até os atacantes.

Um dos grandes problemas com os goleiros eram o retorno de suas saídas para proteger a meta, isso foi corrigido e é difícil ver o seu jogador dar as costas para a jogada e correr para baixo das traves enquanto você sofre um ataque. Mesmo assim, é comum vê-lo perdido em jogadas na área enquanto sai para cortar um cruzamento, ou vê-lo preso em meio a um mar de atacantes.

Mas o grande drama é quando você assume o papel do arqueiro e pega as luvas. ?? sofrível ver seu time jogar e desperdiçar chances. Fora isso, a habilidades dos jogadores como zagueiros é algo deplorável e parece que o jogo fica com a inteligência artificial boa, deixando a ruim para você. Os jogadores batem tanta cabeça entre si que não é estranho vê-los entregando a bola para um atacante na meia lua da área.

O retorno dos brasileiros
Um dos grandes problemas do FIFA 10 era a pequena quantidade de times brasileiros licenciados no jogo. A equipe da EA ajudou quem gosta de jogar com seu time do coração e colocou quase todos os grandes clubes brasileiros no jogo, que são: Atlético Paranaense, Atlético Mineiro, Botafogo, Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Palmeiras, Santos, São Paulo, Vasco.

Todos os clubes contam com as escalações atuais (mesmo que ignorando algumas contusões como é o caso de Paulo Henrique Ganso no meio-campo santista) e, se a EA seguir o padrão dos últimos jogos, ele terá ao menos uma grande atualização para as equipes brasileiras no primeiro semestre de 2011.

Além disso, os clubes que foram integralmente licenciados também contam com os uniformes oficiais e, boa parte deles conta com os cantos das torcidas para incentivar os times. Duas coisas que também já se tornaram padrão na série.

Aparando as arestas
?? preciso dar os parabéns à equipe da EA Sports que desenvolveu FIFA 11. ?? difícil pegar um jogo de esportes com versões anuais e deixar jogadores, que diariamente participam de partidas online, perdidos com novas nuances e sistemas de jogo. Com certeza alguns acharão as partidas mais travadas e os jogadores mais lentos, enquanto outros acharão que é exatamente por isso que parece mais com futebol.

Se você é fã de futebol e sempre quis encontrar algo próximo em suas mãos, a série FIFA faz você se perguntar como era possível achar a versão anterior do jogo realista. Não é um salto para os jogos do gênero mas é, com certeza, um grande passo para os fãs do esporte.


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