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Review de Tom Clancy's Splinter Cell Double Agent para PC de GameVicio

por AIguy, data  editar remover


Prologo


A grande párea da série MGS provavelmente foi Splinter Cell, por também priorizar a ação furtiva em vez da intensa; criar mais um ícone dos videogames e por ter desenvolvido histórias bem contadas nos seus games. Tudo começou em 2002, com o lançamento do primeiro da série, mudando o conceito de jogabilidade furtiva e introduzindo Sam Fisher ao mundo dos videogames. O grande sucesso prosseguiu com mais dois títulos: Pandora Tomorrow e Chaos Theory, que adicionaram novas características ao game e continuaram com as missões de Sam a cargo da Third Echelon, uma subsidiária da Agência Nacional de Segurança dos EUA. Dessa vez, as mesas viram para Sam em Double Agent. Será essa mais uma missão espetacular ou um fracasso?

Enredo


Todos os ?dias de glória? de Sam ficam para trás aqui. Após os eventos de Chaos Theory, Sam continua trabalhando para a NSA, e o jogo começa em 2007, com ele e o novato John Hodge se infiltrando numa suposta instalação geotérmica para investigar atividades suspeitas. Logo Sam descobre que ela se trata de uma cobertura para um míssil pronto para ser lançado por terroristas islâmicos. Infelizmente, Sam presencia seu companheiro ser fuzilado por eles antes de desativar a sequencia de lançamento. E o pior estava por vir. Após escapar da unidade, Sam se encontra com Irving Lambert, o diretor da Third Echelon, lhe noticiando que sua única filha, Sarah Fisher, morreu ao ser atropelada em um acidente de carro. Sam não consegue suportar a dor e entra em depressão, incapaz de lidar com o trabalho e permanece inativo por um tempo. Mas não muito. Já em 2008, Lambert logo o designa para uma missão, em que deve ganhar a confiança e se infiltrar em uma nova organização terrorista que pretende acabar com os males dos EUA através de uma arma química chamada Mercúrio Vermelho. Ela se chama John Brown?s Army ou JBA. Para tanto, Sam ganha uma identidade falsa, com inúmeros assaltos a banco e assassinatos de ficha criminal, para ir preso e se encontrar com um membro da JBA, Jamie Washington. O resto da história fica por sua conta. Como sempre, o enredo fica a cargo do gênio escritor Tom Clancy, sempre dando uma história com reviravoltas, tramas internacionais, perigo de terrorismo e conspirações. Mas dessa vez a história é mais simples, com Sam tendo que provar para a organização sua confiança enquanto tenta descobrir mais sobre seus planos como terroristas, vasculhando informações dentro da organização. Ela consegue ser bem cativante, prosseguindo mais durante o game do que com cenas. Porém mais curta que os outros Splinter Cells, sendo terminada em 10 missões e uma extra, caso faça os objetivos exatos. Ainda há outra versão de enredo de Double Agent para o PS2, XBOX e GameCube, mas como a review é de PC, é melhor avaliar por si próprio as outras versões.

Visual


Não há como não se deslumbrar com os visuais de Double Agent, todos bem variados e detalhados. Eles variam das geladas terras da Islândia e do Mar de Okhotsk na Sibéria até as quentes e conturbadas áreas urbanas de Kinshasa, no Congo. Tudo apresentando realismo impressionante, inclusive na iluminação, que detalha cada objeto ao brilhar. Ao se aproximar dos personagens é possível ver rugas e marcas de expressões bem construídas; gotas de suor e até a textura da pele. Mas o mesmo não pode se dizer dos inimigos, que mesmo apresentando o detalhismo dos personagens principais, não possuem a mesma movimentação realista deles. Quando Sam os agarra por trás e os interroga, muitos ficam com a mesma cara de assustado e movimentação surreal das bocas quando se confessam. Pior fica quando são neutralizados, em que por algum bug ou erro de colisão seus corpos começam a se mexer no estilo ?boneco de posto de gasolina?, mexendo braços e pernas loucamente. Também há certo problema com ?terrenos improváveis?, em que o personagem segue caminho, por exemplo, no meio do ar até encontrar o fim dessa plataforma fantasma de imediato e cair. Outro ponto meio perturbador é em relação a Sam, que mantém o mesmo rosto de mal o tempo inteiro no game. Nenhuma outra expressão foi identificada. Pode ser que ele não esteja passando pelo melhor de seus momentos na vida, mas nem quando ele é pego de surpresa ele demonstra surpresa. ?? uma pena ter que ver um game usando a boa Unreal Engine 2.5 melhorada, mas perder qualidade ao fazer o porte para o PC.


Jogabilidade


Como em MGS, a prioridade é fazer uma aproximação furtiva da ação. Rambo de novo larga sua bandana por aqui. Seus itens são escassos, por isso devem ser usados sabiamente. No PC, todas suas ações se resumem ao teclado, mais precisamente a barra de espaço. Quando precisar agarrar um inimigo por trás, forçar fechaduras, hackear computadores, ou seja lá o que for, um ícone aparece no meio da tela e tudo o que deve ser feito é apertar a barra de espaço para que Sam execute. Tão simples quanto isso é a movimentação de Sam. Fora as teclas de direção, é possível controlar a velocidade do movimento através do scroll do mouse, indo de uma corrida até passos lentos. A movimentação também fica simples conforme Sam se aproxima de escadas ou dutos de ventilação, em que basta ir de encontro com eles que ele automaticamente se posiciona para passar por esses locais. Caso seja necessário ir para o combate, Sam dispõe de duas armas: uma pistola equipada com dispositivo de pulso eletro magnético, para danificar aparelhos como lâmpadas e câmeras de vigilância e um rifle de assalto equipado com lançador de granadas. Além das armas, ele também dispõe de seus óculos com visão térmica; noturna e elétrica e seu dispositivo OPSAT, onde podem ser encontrados seus objetivos, mapas, dados dos seus alvos (o pessoal da JBA). As armas quando equipadas podem ser usadas com os botões esquerdo e direito do mouse, para dar disparos letais e não-letais, respectivamente. O game também mudou a forma como Sam se mantém invisível, dessa vez com um sinalizador em suas costas com três cores: verde para não visto; amarelo como exposto e vermelho para descoberto.Conforme você cumpre determinados objetivos marcados com uma estrela no aparelho, você ganha novos equipamentos e melhorias. Outra função no game são os medidores de confiança, em que são mostrados os níveis de confiança que a NSA e a JBA têm em você. Eles podem ser aumentados conforme cumpre objetivos, mas o toque sutil do game é que você não poderá agradar as duas ao mesmo tempo. Como exemplo, a JBA pode te pedir para detonar um cruzeiro com uma bomba atômica, enquanto a NSA pede para não explodi-lo. Conforme você vai ganhando e perdendo confiança nos dois lados, o game pode apresentar três finais possíveis. Portanto, escolha o seu caminho como desejar e tente chegar a cada um dos finais. Mesmo com a disponibilidade de equipamentos e facilidade nos controles, não é tão fácil prosseguir em Double Agent, principalmente para novatos. ?? recomendável ficar sempre às escuras, mas muitas vezes não vai se possível, pois os cenários não apresentam uma sombra sequer ás vezes, como no caso de Kinshasa, que está em plena luz do dia. E todo o aparelho tecnológico não é realmente necessário, precisando apenas de sua pistola e algumas granadas para sair safo da situação.

Som


Começando pela dublagem, o som continua espetacular. Michael Ironside continua dublando o agente da Third Echelon com sua voz rouca e forte, além de um elenco de vozes novo. O som ambiente representa muito bem os locais em que Sam faz suas missões, como a barulhenta e caótica Kinshasa em guerra ou em lugares isolados e frios, como o mar de Okhotsk. As armas estão justamente sonorizadas, com sons adequados para cada disparo dado. Alguns erros feios acontecem, como quando você está em frente a uma porta de uma base e antes mesmo de entrar já se pode ouvir o som do interior da sala ou quando pretende sair dela e já se ouve o som do exterior, mas logo são suprimidos com a trilha sonora do game. Ainda composta pelos veteranos Michael McCann e Chris Velasco, ela aparece conforme sua situação, seja se aproximando do seu inimigo ou objetivo, quando você fica exposto ou nas cenas, sempre dando a emoção devida.

Conclusão


Ainda há o Multiplayer do game, que se baseia num pique - esconde moderno, com mercenários e espiões lutando contra si mesmos em cenários vastos e escuros. Basta escolher o lado que quer participar e partir para a missão. Enfim, o game em si já chama a atenção de jogadores por mostrar um novo Sam Fisher. A história é bem contada e cativante, mas curta. A falta de legendas dificulta ainda mais a compreensão da trama, principalmente aos jogadores sem um inglês fluente. De centros urbanos até geleiras congelantes, o visual impressiona pelo seu detalhismo fantástico, mas erros ocasionais acontecem durante o rolar do game, com bugs e erros de colisão feios de se encontrar. Jogar pode parecer difícil, mas o uso de teclado e mouse é bem avantajado para veteranos da série, e a adição do medidor de confiança faz o questionamento de quê objetivo cumprir essencial para prosseguir, deixando o jogador em situações bem tensas para resolver. O som continua espetacular em Double Agent, com dublagem impecável e representação de armas bem fiel, porém com certos erros em questão de calibragem quando se sai de um lugar para outro. No geral, Double Agent marca a série por mudar radicalmente o destino de Sam Fisher e entregar nas mãos do jogador o poder da escolha. Sem dúvida, uma brilhante adição. Agora não há mais o que perder. Escolha o objetivo e complete a missão!


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