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Review de Metal Gear Solid 2: Substance para PC de GameVicio

por AIguy, data  editar remover


Prólogo


Ele é invejado pelos mais destemidos espiões do mundo, mas a pena é que ele só existe nos videogames. Estou falando de Solid Snake, o herói-ícone da saga Metal Gear. O sucesso estrondoso que fez ao estrear em 1987 no MSX2 prosseguiu até o sucesso maior ainda de Metal Gear Solid, no Playstation. A história contava com tudo que Hollywood podia oferecer e um pouco mais, sendo aclamado mundialmente como o game mais cinematográfico já feito, tudo graças à Hideo Kojima, o mestre absoluto em criar uma obra digna de cinema, mas que faz muito bem nos videogames. A Sequência, MGS2: Sons of Liberty veio em 2001 para PS2, mas certas coisas foram apontadas pelo público como ?faltantes? no novo game. Com isso, a Konami lançou o pacote MGS2: Substance, para PS2 e XBOX em 2002, e em 2003 chegou a vez do PC. Mas, o que há de tão especial no pacote para complementar a missão de Snake de salvar o mundo?

Enredo


De praxe, pode-se esperar tudo que há de bom na saga: Investigações; tramas; reviravoltas; diálogo e é claro, Metal Gear! A história é a seguinte: Dois anos após os incidentes em Shadow Moses em MGS, mais precisamente em 2007, Snake se une a Philanthropy com Otacon, uma ONG que roda o mundo em busca de vestígios ou traços de desenvolvimento de Metal Gears para expor ao público. Com isso, eles rastreiam informações de uma fonte confiável, ou seja, a irmã distante de Otacon, Emma Emmerich, que um novo tipo de Metal Gear está sendo desenvolvido pelos fuzileiros navais dos EUA, dessa vez um tipo anfíbio, capaz de se locomover debaixo d?água. Esse Metal Gear está sendo transportado por um navio cargueiro no Rio Hudson, em Nova York. Cabe a Snake investigar o que há por trás disso tudo. Obviamente que ele não iria infiltrar um navio cargueiro e se livrar de alguns marinheiros inocentes só para descobrir a verdade, e é aí que começa a esquentar a história. Snake não é o único atrás de Metal Gear. O navio é tomado por soldados russos da Spetsnasz , liderados pelo coronel Sergei Gurlukovich, que pretende usá-lo para reconstruir a Mãe Rússia com era na Guerra Fria. E eles são apoiados por Revolver Ocelot, um dos vilões de MGS, responsável pela venda de informações sobre Metal Gear no mercado negro. O que mais eles poderiam estar fazendo no cargueiro? Cabe a você descobrir. E isso encerra o primeiro segmento da história. ?? no segundo segmento que está a grande e polêmica ?surpresa? do game. Mesmo que a esse ponto muitos já saibam o que ocorre de tão especial na série a partir daqui, não vou revelar nenhum detalhe, só que mesmo sendo essa ?surpresa? ás vezes afeminada e com um visual não muito confiável, é importante para seguir na trama e se não fosse por ela, não haveria MGS2 com notas tão altas em outras reviews. Do início ao fim do jogo há o que ser revelado através de cenas cinematográficas e diálogos através do seu CODEC. A história mexe com todos os aspectos emocionais também, aprofundando e caracterizando os personagens como se devem ser conhecidos na série. A sequência continua caprichada nesse aspecto.

Visual


Mesmo depois de 2 anos após o lançamento do original, Substance para PC é deslumbrante. A Big Shell, unidade de limpeza de óleo localizada no Rio Hudson no segundo segmento é enorme e bem detalhada, com guindastes e pontes de conexão entre os seus postos visíveis até onde a vista alcançar. O novo Metal Gear, chamado RAY, parece um legítimo Godzilla, só que robô, e consegue ser medonho de alguma forma, mas no bom sentido. Cada personagem parece bem desenhado, fazendo-os serem únicos em todo o jogo, exceto pelos soldados inimigos, uniformizados até a cabeça e com a mesma postura e comportamento, mas isso é de se esperar quando se está em serviço. Apesar de parecer bem bonito, esperava que houvesse uma melhoria gráfica nesse, pois se passaram 2 anos e os gráficos só são levemente melhores que os dos consoles. Nesse tempo podia haver um trabalho na adaptação para PCs em relação a esse quesito, o que infelizmente não aconteceu.

Graficos e Realismo



A prioridade sempre foi e sempre será a furtividade em Metal Gear. Por isso não se prioriza nenhuma ação á lá Rambo aqui. ?? necessário prosseguir pelos cenários com o menor de atenção possível atraída, senão os alarmes vão soar e a equipe de reforço entra para te neutralizar, bem mais armada e resistente que os soldados comuns. Você vai dispor de vários itens e armas para prosseguir, como a já conhecida caixa de papelão para se esconder; revistas de conteúdo adulto para distraí-los; uniformes de soldados para passar despercebido e por aí vai. Há armas que variam de dardos tranquilizantes a rifles de assalto; lança - mísseis a granadas; minas, etc. Também é possível usar seus golpes para imobilizar ou desacordar inimigos, caso queira ser bonzinho e poupar suas vidas. Para continuar imperceptível, também é necessário esconder corpos em armários ou cantos escuros para que os soldados não estranhem. Enfim, tudo feito detalhadamente para que o jogo ficasse realista, algo bem feito. Durante o jogo é possível chamar seus contatos por CODEC e descobrir mais sobre a trama e curiosidades, vale a pena continuar insistindo em chamá-los para ver como reagem. Mesmo que seja bem profunda e leve em conta a furtividade, nessa sequência a jogabilidade ocorre bem menos, devido a cenas mais longas e diálogos maiores. Mesmo sendo o charme do jogo priorizar a história em cenas, ao dá pra ficar por até 20 minutos sem tocar em uma tecla, assistindo a cenas e cenas e quem você podia estar jogando. Kojima pode ter se formado em Cinema, mas devia levar em conta que suas contribuições são para a indústria dos videogames. Outra coisa que merece sério destaque, mas não para o lado bom, são os controles. Eles são muito complexos. Há diversos botões de comando em diversas áreas do teclado, o que atrapalha muito na hora de pôr em prática suas técnicas de furtividade durante o game. O uso do mouse fica extremamente irrelevante aqui, podendo ser deixado de lado o game inteiro. Pode ser possível ajustar os controles, mas se for assim, vai ter que ajustar cada um deles, pois há muitos atalhos nas teclas. Essa parte da conversão ficou precária, como se para a empresa valesse apenas a transposição do game, sem levar em contar ao equilíbrio entre mouse e teclado. Mas deixando de lado os erros, vamos reforçar o que realmente faz desse pacote algo que se deve ter. Ele inclui uma série de opções que prolongam a vida útil do game por muitas horas. Isso inclui os Snake Tales, uma série de missões com Snake pela Big Shell, sem nenhuma ligação direta com a história principal. Há também um editor de cenas, em que se pode mudar o elenco de várias cenas principais da história; documentos e livros que complementam a história por trás da série; manual prático de instruções para saber os comandos do game e o melhor de todos, que são as VR Missions. Aqui é possível fazer vários tipos de missões em realidade virtual, como furtiva, tiro em 1a pessoa, eliminar todos e altenativas. São centenas de missões que vão aumentando a dificuldade conforme se avança. ?? tão viciante que quase não conseguia parar, admito!

Som


E com muito prazer, introduzo a vocês um dos maiores gênios da orquestragem, Harry Gregson-Williams! Sim, o grande compositor de trilhas sonoras de filmes fez a musiquinha de introdução que todo fã da série ou de Video Games Live adora. E fizeram certo em contratá-lo. Graças a junção de suas obras com um remix eletrônico, foi possível dar um ar futurístico ao game, que possui muitos elementos do tipo. Cada faixa de som, seja nas cenas ou no modo de alerta ou só andando por aí, é de sua autoria. O elenco de vozes também não faz feio, com os mesmos David Hayter e Christopher Randolph fazendo as vozes de Snake e Otacon, respectivamente. Há também novas vozes, especialmente a da ?surpresa? do game, que ainda reforça seu ar de afeminado. Os sons de armas estão justos como sempre foram, não tão reais, mas deixados em segundo plano.

Conclusão


Mesmo não sendo o pacote perfeito para se ter, ainda vale muito a pena. Toda a história consegue ser cativante e complexa do início ao fim, com as conhecidas reviravoltas e tramas envolvendo armas nucleares que todo fã ardiloso gosta, mantendo um bom ritmo de revelações, que só Kojima sabe organizar. Tudo no game consegue ser bem detalhado e bonito, indo dos cenários das salas até os personagens, porém dois anos de espera só fizeram uma leve vantagem sobre os consoles nesse quesito. A jogabilidade continua a tradição do furtivo e imperceptível, mas peca gravemente ao não adaptar apropriadamente os controles para o PC, deixando a jogabilidade parecida como uma digitação de texto, com muitos botões para serem usados. Essa falha é balanceada com a quantidade de conteúdo extra que é aplicada no pacote, incluído as divertidas VR Missions e os Snake Tales, prolongando a vida do game. Ouvir cada peça musical durante o jogo é bem agradável, tudo composto pelo mestre das trilhas Harry Gregson-Williams, que deu uma recriada no tema principal da saga e deu um ar mais futurístico ao game. Enfim, se não pode esperar para encara essa nova aventura novamente na pele de Snake, não perca tempo e procure a caixa de papelão mais próxima, ou compre o jogo. Não vai se arrepender.


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