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Review de Halo: Reach para X360 de GameTV

por Raziel619, fonte GameTV, data  editar remover




Depois de pouco mais de um ano desde o anúncio oficial, o novo Halo chega com a responsabilidade de ser no mínimo excelente, afinal, ele marca a despedida do estúdio Bungie da série. Felizmente, acabou dando tudo certo.

Halo: Reach se passa em 2552, antes de Halo: Combat Evolved (de 2001). O planeta Reach é o último refúgio da humanidade - todas as outras colônias já foram dizimadas pelos Covenant. Para proteger as últimas bases militares dos humanos, a unidade de operações especiais Noble Team é convocada.

E o game começa assim, com o jogador no comando do soldado sem nome "Noble Six", recém escalado para o grupo, com os outros Noble o acompanhando . O jogo começa e flui como os outros títulos da série, naquele estilo de andar, ir detonando vários tipos de alienígenas, proteger bases e avançar até o local "x" ou "y", além de pilotar os veículos.

A novidade mesmo fica por conta das armaduras que dão poderes especiais a Noble Six. A lista desses power-ups, ativados com o botão RB, inclui corrida mais rápida, escudo, invisibilidade, "clone" com a finalidade de enganar os inimigos e até um jet-pack para alcançar lugares mais altos. A possibilidade de trocar entre duas ou três opções de armadura (a cada vez que um ponto de troca aparece no cenário) é muito bem vinda.

Mas a verdadeira magia de Reach está no fato do planeta não ter aparecido em nenhum outro jogo da série, e a destruição dele estar completamente ligada ao início do primeiro Halo - Master Chief sobreviveu à destruição de Reach junto com a nave Pillars of Autumn, que acabou encontrando o halo onde se passa o primeiro game. Toda essa ficção ajuda a criar uma ambientação muito mais interessante aos que já curtiram os games anteriores.

Uma vez no local de combate, logo de cara dá para perceber que o nível de detalhamento do planeta Reach é incrível. Você vê naves no horizonte a dezenas de quilômetros de distância, e cenários variados que vão desde desertos com construções militares e bunkers, até a cidade de Nova Alexandria, com arranha-céus típicos de uma megalópole.



E tudo conspira para o jogo ser agradável ao olhar. A sexta missão, que se passa no espaço, tem um visual espetacular. Nesta fase, um dos objetivos é detonar quatro partes de uma nave Covenant, com outra navinhas inimigas vindo aos montes e de todos os lados para tentar te impedir. Tudo rolando na órbita do planeta Reach e até com as galáxias mais distantes à vista. ?? realmente de encher os olhos, e o som abafado dos tiros e mísseis (tá, som não se propaga no espaço, mas game sem som não daria certo) ajuda a compor um clima ainda mais empolgante.

A missão à noite em Nova Alexandria, com quase metade da fase com ação com o helicóptero Falcon, também surpreende: parece que o lugar não tem fim, com prédios e mais prédios ao horizonte. A contagem de polígonos deve bater na casa dos milhões e nos faz pensar qual seria o limite de um hardware lançado já há cinco anos como o do Xbox 360. O preço é pago com a fluidez: em alguns (bem raros) momentos, parece que o game roda a uns 15 ou 20 quadros por segundo.

A campanha para um jogador (ou dois, em modo cooperativo) dura apenas seis ou sete horas, nas dificuldades Normal ou Heroica. No modo Legendário, o game se torna uma verdadeira batalha pela sobrevivência, a ponto do jogador realmente precisar acabar com os inimigos um por um e à distância, antes de sequer pensar em avançar.

Na versão nacional, todos os textos, menus e vozes estão em português. Por isso, acostume-se a ouvir termos pouco comuns como "pináculo" durante toda a aventura. Algumas expressões difíceis de aportuguesar, do tipo "vamos chutar alguns traseiros", também soam estranho. São desafios comuns em qualquer dublagem, seja de filme, seriado ou jogo e, no geral, o trabalho acaba ficando bem feito.

Longevidade garantida

A aventura é recompensadora, porque Halo: Reach dificilmente torna-se repetitivo: é aquele velho estilo Halo de ser, em que você para, acaba com os inimigos daquela parte da tela, puxa uma ou outra alavanca e avança, mas quando parece que as hordas de inimigos vão continuar cruzando seu caminho, a ação muda totalmente e te leva para o espaço ou para detonar alguns Banshees usando o helicóptero Falcon ou o tanque de guerra. Quem gostou dos games anteriores irá se sentir em casa. Quem não gosta de Halo não precisa nem chegar perto da campanha de Reach e pode (e deve) ir direto ao multiplayer.

A campanha para um ou dois jogadores é um pouco curta, mas a longevidade do game é garantida pelos modos online. O sistema de filtros trata de colocar o jogador contra adversário com nível próximo. Tem preferência por algum mapa ou modo de jogo? O game também ajuda a encontrar salas com aquela determinada arena ou modalidade. Dá até para escolher se você prefere jogar sozinho em deathmatches estilo "cada um por si" ou em equipes. São muitos menus e dá para se perder um pouco no começo, mas depois de tudo configurado, é só alegria. Cansou? ?? só mudar as preferências e abrir um novo mundo de possibilidades.

Ainda há opção de salvar replays das partidas e compartilhá-las com os amigos, saber em qual sala cada um está jogando, ter seu próprio "clã" formado para entrar sempre com a mesma formação em partidas em time, e tudo mais que um fã de tiro multiplayer poderia sonhar.

Aliás, milhares de jogadores ainda conectavam nos servidores de Halo 2 (que saiu no Xbox em 2004), e só pararam de jogar porque a Microsoft encerrou o suporte ao game. Em Halo: Reach, o número de jogadores ativos já bate na casa dos milhões. Não vão faltar adversários ou companheiros para qualquer mapa, a qualquer hora e qualquer modo de jogo. O uso de itens à venda (como capacetes e detalhes da armadura), o sistema de evolução por níveis e conquistas (in-game mesmo, sem relação com os "achievements) fazem do multiplayer de Reach uma experiência quase viciante.

Halo: Reach é totalmente obrigatório para quem gosta de um bom jogo de tiro ou tem o mínimo de apreço pela franquia. ?? tudo que os fãs da série esperavam e fecha com chave de ouro a participação da Bungie no desenvolvimento de games da série.


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Eurogamer
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