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Review de Castlevania: Harmony of Despair para X360 de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


Castlevania é uma franquia que teve apenas duas boas ideias ??? a do título original e a do mais cultuado deles, Symphony of the Night ??? mas rendeu incontáveis jogos, que aparecem com regularidade desde os anos 80. Versões 3D já foram tentadas, mas nunca funcionaram, e agora, na Xbox Live, seus produtores arriscam finalmente outra inovação: multiplayer cooperativo online.

Propor alguma inovação em uma série tão conservadora é louvável, mas Harmony of Despair infelizmente é mais um que vai para o grande poço de ideias fracassadas da série.

Sem comer, ir ao banheiro, nada
A aventura ocorre em seis diferentes cenários, apresentados friamente, sem qualquer ambientação ou enredo que venha a chamar a atenção do jogador. Cada fase apresenta um mapa e um chefão diferente e ambos devem ser finalizados dentro do tempo estipulado. O limite de tempo é levado à risca. Não pense em ir ao banheiro, buscar um petisco para comer enquanto joga ou abrir a porta para o carteiro ??? nada pode parar o tempo. ?? sério mesmo! Tela de seleção de equipamentos ou pause não são páreos para o irremediável e cruel relógio. Por que a Konami fez isso? Não se sabe. Talvez esse seja um mistério mais bem guardado e sem sentido depois da localização do castelo do Drácula.

Embora se possa comprar armas, poções e proteção nos menus iniciais, elas não irão superar o poder das poções deixadas dentro dos baús encontrados durante o jogo. A única real valia da loja é comprar poções de cura para usar nas batalhas contra os chefes. A disponibilidade das poucas armas vendidas na loja varia de acordo com o personagem que se joga. Enquanto alguns heróis podem gastar suas ricas moedas de ouro lá, outros podem arrecadar uma fortuna e não encontrar nada disponível pra comprar, turbinando seu personagem apenas com o que for encontrado pelas fases. Pela primeira vez, Castlevania parece ter um foco ???caça ao tesouro??? e os jogadores irão perder muito tempo procurando itens pelo cenário, o que é extremamente cansativo.

Por outro lado, o jogo possibilita até seis jogadores simultâneos e este é um ponto positivo que Harmony of Despair tem a oferecer. Existem mapas desenvolvidos especialmente para as partidas em grupo e alguns lugares que são acessíveis apenas enquanto outro caçador de vampiros pressiona um interruptor. Os mapas foram bem construídos neste ponto, evitando o tão comum congestionamento de personagens que tanto atrapalha outros jogos co-op. Talvez o único defeito a ser apontado aqui é exatamente a caça ao tesouro mencionada no parágrafo anterior. Os itens raros serão disputados entre os caçadores participantes, ou seja, não serão uma ou duas vezes, mas sim vários momentos em que a disputa pelas melhores armas e escudos estará na frente do real objetivo que é matar o chefe da fase.

Castlevania HD
O nome escolhido, Harmony of Despair, não foi em vão. Quando abreviado, ele se torna Castlevania HD, mostrando um toque de humor (nem tão engraçado assim) da Konami. A alta definição aqui consiste em rodar um jogo com gráficos de 16 bits em 1280 x 720 pixels e que comporta um mapa inteiro dentro da tela. Castlevania possui gráficos 2D no nível do Super Nintendo e, em alguns momentos com um pouco de boa vontade, até se vê uma imagem de Nintendo DS, mas nada mais. Graficamente, o jogo beira a linha tênue do mediano ao ruim, com o apego à tradição impossibilitando qualquer evolução do desenho e animação 2D.
Os controles também não são dos mais competentes. O jogador pode executar infinitas vezes os mesmos saltos para atingir as mesmas plataformas, contudo dificilmente o resultado será exatamente o mesmo. Principalmente os pulos que nunca atingem a mesma altura ou a mesma precisão. Com o joystick na mão fica fácil entender: basicamente é como se a pressão aplicada no botão variasse a cada vez que fosse pressionada.

Conclusão:
Harmony of Despair tentou ser original apostando em um jogo sem história e sem elementos de exploração complexos, mas oferecendo em troca um modo multiplayer, com os jogadores completando cada cenário antes do tempo acabar. O resultado final é um título bem fraco, que só serve para mostrar as limitações criativas desta divisão da Konami. Para quem está pensando em gastar US$ 15 acreditando que terá pelo menos um bom Castlevania em alta definição e 2D, esqueça. Melhor guardar seu dinheiro para outros títulos que estão por vir.

Prós:
  1. Multiplayer para até seis pessoas funciona bem;
  2. As músicas são excelentes e fazem jus à série.


Contras:
  1. HD não adianta com gráficos retrôs demais;
  2. Controles estranhos, principalmente o pulo;
  3. Sem pausa;
  4. Castlevania virou uma caça ao tesouro.



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