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Review de Clash of the Titans para X360 de GameTV

por Raziel619, fonte GameTV, data  editar remover


A parte mais difícil de escrever sobre Clash of the Titans, jogo inspirado no filme homônimo, é, sem dúvida alguma, impedir que todas aquelas piadas prontas sobre o assunto apareçam na análise. Menos uma: a de que o novo jogo da Game Republic já era considerada uma tragédia grega antes mesmo de ser lançada.

Some o game a um filme discutível, que usa Liam Neeson para o papel de um Zeus "sapecão" (tanto quanto o Raiden de Christopher Lambert), Sam Worthington como o grande herói Perseus, que tem um pseudo caso com Io (amante de Zeus na mitologia), ignorando Andrômeda, que deveria ser sua esposa e mais um monte de remendos mitológicos deturpados da sua versão real, e comece a se preocupar.

Aquela historinha pra disfarçar

Clash of the Titans não muda seu roteiro cinematográfico (precário) para o jogo. Tudo que vemos no filme, encontramos no disco para PS3 (e X360). E mais: histórias paralelas na vila de pescadores onde a família adotiva de Perseus reside, muita conversa mole e tutoriais de golpes.

Os comandos são um tanto quanto travados, e notamos isso logo de cara, movimentando-o pelo cenário. Perseus pode executar combos com ataques fracos e fortes, mas não é difícil eles não encaixarem de forma precisa. Quase sempre funcionam apenas os ataques fracos, e num segundo momento, apenas os fortes. E quando o inimigo vai para o ar, apenas comandos específicos são permitidos, nada de pular por conta e criar sua versão de aniquilação.

As armas são, provavelmente, o ponto "forte" do jogo. A variação de itens no menu do jogo é assustadora. São tantas armas, com seus inúmeros subtipos e evoluções, que fica difícil imaginar alguém utilizar todo o acervo. Fica claro desde o início que usaremos basicamente a marreta para quebrar rochas e uma ou outra espada mais forte.

Você pega sua primeira subweapon logo no tutorial. Uma marreta esquelética que pode ser utilizada para quebrar alguns elementos específicos do cenário. Só que para usá-la, é necessário acumular uma barra especial, que vai se esvaziando a medida que a arma é utilizada. Essas subweapons podem ser usadas em combos, modificando suas finalizações.

Rise from your grave

No geral, você vai enfrentar muitas e muitas caveiras. Não todas de uma vez, já que elas aparecem em duplas ou trios. E aqui fica bem difícil não comparar esses monte de ossos com os encontrados na série God of War. A forma como elas aparecem no cenário é bem parecida com o jogo do espartano careca.

E já que tocamos no assunto, fica difícil não pensar em God of War quando o assunto é mitologia grega. Não dá para não comparar o fracote Perseus, com seu modelito de mini saia e o grandalhão assassino de deuses, Kratos. Não é aquela coisa óbvia como em Dante's Inferno, mas uma hora você vai largar Clash of Titans para espancar de verdade alguns seres mitológicos em GoW.

Mas de volta ao jogo, os combates contra os monstrengos que aparecem no longa metragem são bacanas. Alguns até realmente empolgam. Certos momentos, e isso depende da cor que os adversários aparecem quando você os coloca na "mira", é possível encaixar certos "Fatalities" pressionando uma sequência correta de botões. Essa ação é obrigatória para que você consiga a arma do derrotado (aumentando seu acervo).

Clash of the Titans segue a máxima dos jogos feitos a partir de longa metragens hollywoodianos: é ruim. Bem ruim. A Game Republic tentou criar um sistema de jogo rico e variado, mas falhou miseravelmente na sua execução. O jogo é travado, pobre de conteúdo e graficamente não faz juz ao PS3 ou X360.


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