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Review de Crackdown 2 para X360 de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


Com Crackdown 2 a Ruffian Games levou a expressão ???em time que está ganhando não se mexe??? tanto ao pé da letra que o jogo mantém a mesma fórmula, cidade, super policiais e até os mesmo gráficos agora datados. A única grande novidade é a adição de um co-op para quatro jogadores, mas por mais interessante que ele possa parecer, não foi um atrativo suficiente para suprir as expectativas geradas pelo sucesso do primeiro jogo.

Pacific City e seus zumbis
Crackdown 2 se passa na já conhecida Pacific City. The Agency, organização policial de que o jogador faz parte, continua firme e forte como no primeiro título. Agora, um grupo terrorista conhecido como The Cell aparece para tentar tomar o controle da cidade. Se não bastasse lutar com caras fortes e mal encarados, o jogador precisa ficar atento e aniquilar uma horda de zumbis chamados The Freaks que do nada brotam do chão todas as noites. A The Agency precisa lidar com os dois problemas ao mesmo tempo, embora eles não estejam relacionados.

A história nunca foi o ponto forte. Ela é simplória e um tanto quanto sem nexo. ?? um pano de fundo que só existe porque é uma tradição dos jogos, mas não é o foco do jogo. Crackdown tenta basear-se no absurdo como forma de diversão e para isso parece que seus desenvolvedores pensaram não precisar de nenhum enredo mirabolante.

As missões são variadas e mudam de acordo com a hora do jogo. Enquanto de dia o policial do futuro irá defender a cidade dos ataques terroristas e eliminar pontos estratégicos para eles, à noite as missões focadas nos zumbis, e aí é preciso destruir os buracos de onde eles saem e matá-los para evitar que os mesmos destruam toda a cidade. Embora seja possível encontrar uma relativa variedade de missões, todas se resumem na mesma coisa: matar tudo o que houver no caminho. Essa simples dica é um caminho direto aos créditos finais.

A repetência acaba cansando por forçar o jogador a sempre executar a mesma tarefa. Some com o enredo pouco presente e não é difícil perder a noção de o quanto se avançou, tendo que recorrer às estatísticas para saber em que parte da campanha se está.

Poder ilimitado
A evolução do personagem acontece através de esferas variadas que vão da agilidade à força. Todas elas estão espalhadas ao longo do mapa sandbox e algumas como as de agilidade, apesar de serem fáceis de encontrar, não possuem uma utilidade definida. Outro problema é o poder quase ilimitado para quem juntar todas as orbs. O personagem se torna tão forte, ágil e auto-suficiente que, justamente no final, onde a dificuldade é naturalmente mais alta, o jogador não vai encontrar resistência alguma e o jogo perde toda a graça. A Ruffian foi infeliz em não saber dosar bem os inimigos, e apenas largou um punhado de seres repetitivos que reaparecem constantemente em todas as missões.

Pacific City é grande e divertida. Jogadores entediados das campanhas monótonas podem buscar alguns momentos de prazer ao longo de suas largas avenidas. As possibilidades de atrocidades são vastas e é preciso muita imaginação para fazer tudo que é possível. Talvez pensando nisso, no divertimento que a cidade pode dar ao jogador, a Ruffian inovou colocando o cooperativo para quatro jogadores. De longe foi a melhor (para não falar única) boa ideia que Crackdown2 teve em relação ao seu antecessor. Entre uma missão e outra os quatro amigos vão dar boas risadas matando Freaks em grupo e um sacaneando um ao outro. Um caso curioso é a possibilidade de três pessoas entrarem em um carro enquanto um quarto jogador simplesmente ergue o veículo nos braços e o arremessa em um rio, matando seus companheiros e arrancando risos no headset.

Quem começar a jogar sozinho vai notar uma dificuldade excessiva no início do jogo que realmente é complicado quando se tem poucas esferas coletadas. Neste momento ter o auxílio dos companheiros é essencial para aqueles que não querem repetir inúmeras vezes a mesma fase. Dá pra notar que jogar o co-op é a melhor forma de extrair o máximo de experiência que Crackdown 2 pode passar ao jogador.

Jogabilidade, gráficos, som, tudo igual
O maior pecado do jogo é não ser um jogo novo. Crackdown2 não tem quase nada de novo em relação ao primeiro o que faz parecer, no máximo, uma expansão com meia dúzia de armas novas e a adição gratificante do cooperativo. Até os problemas graves como a falta de mira que tanto reclamavam no primeiro título permanece inalterado no segundo. Para quem gosta de coletar coisas pode ficar tranquilo porque o jogo continua igual neste aspecto. Várias orbs e áudios espalhados pelo mapa deixarão qualquer ocupado por muito tempo.

Já os gráficos são horríveis. Eles não sofreram nenhuma alteração em relação aos lançados lá nos idos de 2007, e estão visivelmente ultrapassados. Quando o antecessor foi lançado eles já não eram nenhuma obra de arte, mas agora são inaceitáveis e isso fica visível nas construções chapadas e sem vida, por exemplo. Os efeitos gráficos foram esquecidos e estão ausentes em todo o jogo como explosões que não tem estilhaços ou a tosca animação que o protagonista possui. Tudo em Crackdown 2 parece feito às pressas.

Conclusão:
O que a Ruffian ficou fazendo durante estes três anos? Crackdown 2 não parece um título novo e sim um update com algumas novidades adicionadas ao título original. Talvez um mod barato que meia dúzia de programadores amadores jogou na web para download. Se o jogador gostou muito do primeiro e quer novas missões, ou está procurando apenas mais um jogo para se divertir com os amigos, talvez Crackdown 2 seja uma opção, mas certamente muitos outros jogos devem entrar na frente dele na fila.

Prós:
  1. Pacific City guarda bons momentos de diversão;
  2. Co-op é o que mais divertirá.


Contras:
  1. Gráficos horríveis e ultrapassados;
  2. Pegue 500 esferas e seja enganado;
  3. Início complicado, final fácil;
  4. Diferentes missões para fazer a mesma coisa.



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Outer Space
4/ 10
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7 / 10
Eurogamer

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