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Review de Blur para PC de Gamerview

por Giordano Trabach, fonte Gamerview, data  editar remover




Blur é a nova criação da produtora inglesa Bizarre Creations, responsável por jogos como Project Gotham Racing e Geometry Wars. Um game de corrida? Sim, mas um que vai além da simulação com carros licenciados. Trata-se de uma mistura interessante entre corrida realista e Mario Kart, com power-ups para serem usados contra os adversários. No início a mistura pode causar certa estranheza, mas no fim acaba por funcionar perfeitamente.

Em Blur não temos nenhum tipo de história ou mesmo personagens. Você é apenas um corredor tentando chegar em primeiro lugar sempre que possível, e para isso conta com a velocidade e os vários itens espalhados pelas pistas. A campanha single player se resume em enfrentar nove adversários diferentes, sendo que cada um deles possui alguns requerimentos especiais antes que se possa enfrentá-los.

A progressão em Blur é medida através do seu número de luzes e fãs. Luzes são conquistadas de acordo com a sua posição de chegada; no terceiro lugar são três luzes, quatro no segundo e no primeiro lugar são cinco, além de algumas extras que podem ser ganhas fazendo os chamados fan runs e fan targets. Quando mais luzes são conquistadas novos oponentes vão sendo destrancados, junto com seus desafios e circuitos. Os fãs, por sua vez, vão sendo ganhos durante as corridas, conforme você executa manobras, como saltar de rampas, derrapar nas curvas (Drifts) ou atacar inimigos.

Os fan runs citados anteriormente são ativados durante os trajetos quando você passa por ícones amarelos. Uma série de doze arcos luminosos são colocados no percurso e devem ser atravessados pelo jogador que, caso seja bem sucedido, terá uma quantidade generosa de fãs adicionada ao seu total, além de receber uma outra luz caso termine a corrida entre os três primeiros. As luzes também podem ser conquistada através dos já citados fan demands. Da mesma maneira que com os fan runs, deve-se passar por ícones amarelos específicos espalhados pelos circuitos para que eles sejam acionados. Quando isso é feito, condições especiais, como atingir algum inimigo com uma mina ou fazer uma ultrapassagem usando um nitro, são dadas a você e devem ser executadas em um tempo limitado. Há ainda em cada corrida um objetivo secundário chamado fan target. Ele pede que um certo número de fãs seja adquirido em um percurso, recompensando-o com uma outra luz extra caso a meta seja alcançada.

Além de ajudar no ganho de luzes, os fãs funcionam como pontos de experiência que o ajudam a subir de nível. A cada nível conquistado novos carros são abertos, sendo que cada carro tem características diferentes, como velocidade máxima, aceleração e dirigibilidade. Essas características tornam cada um dos mais de cinquenta carros únicos, conferindo a cada um deles um balanço e pegadas diferentes. Isso dá um ar de simulação ao game e contrabalanceia com a parte arcade, deixando o jogo mais equilibrado no que diz respeito à jogabilidade. Talvez a maior característica de Blur, além do uso de Power-ups, seja esses múltiplos desafios durante as corridas. Eles fazem com que todo esse festival de disparos coloridos tenham um sentido a mais além do puro prazer de metralhar algum inimigo; não basta dirigir bem, tem que ser bom de mira.

Quanto aos modos de jogo, existem alguns diferentes além da tradicional corrida. Há o chamado Checkpoint, em que se precisa terminar um circuito em um determinado tempo, e o Destruction, que consiste em destruir os carros adversários à sua frente. As corridas, ou Races, sempre contam com um número que vai de dez a vinte competidores, o que por si só já resulta num caos automobilístico. Mas isso, somado aos power-ups, forma cenários em que você está sendo metralhado fortemente, criando um desafio acima da média que, mesmo para os que gostam de jogos mais difíceis, pode ser causar certa frustração. Algumas vezes para poder completar algum pré-requisito de algum adversário são necessárias luzes ganhas por fan runs ou por fan demands, e para que elas sejam contabilizadas você precisa estar entre os três primeiros ao cruzar a linha de chegada. Aqueles que já jogaram Mario Kart sabem qual a sensação de ter a linha de chegada na sua frente para logo em seguida levar um casco azul na cara; pois é, isso vai acontecer algumas vezes com você em Blur. E não é vergonha admitir que tive que abaixar o nível de dificuldade algumas vezes para poder progredir no jogo.

A parte gráfica de Blur tem seus altos e baixos. Os efeitos de iluminação e reflexo estão decentes, assim como os de explosão quando um carro é atingido ou as faíscas que aparecem quando ele raspa contra outro objeto que estão muito bonitos. Os modelos de carros estão bem fieis às suas contrapartes no mundo real, já os cenários das pistas, apesar de terem um visual variado por se passarem em várias localidades do mundo, como Barcelona, Los Angeles e Tóquio, possuem texturas irregulares, para não dizer em alguns momentos feias. Outra parte a se considerar são os efeitos de física aplicados aos danos que os carros sofrem. Apesar de eles serem bem feitos, criando mutações na fisionomia de cada carro conforme os danos se acumulam, algumas vezes a detecção deixa a desejar. Um exemplo é o fato de não importar que você tenha apenas batido a frente do carro, o para-choque traseiro vai ficar caindo mais cedo ou mais tarde. Apesar disso, há detalhes incríveis, como o interior dos carros e os movimentos do motorista.

Por mais que os gráficos cometam alguns deslizes, um ponto alto inegável é a parte sonora. Blur possui uma trilha de Techno e R&B que embala com competência as voltas que você dá pelos circuitos. Os efeitos sonoros são outra parte positiva; cada carro tem seu próprio som e os efeitos dos power-ups apresentam diversas nuances. Exemplos de como eles são bem feitos podem ser percebidos no eco causado pelos projéteis que passam pelo seu carro ou o som do motor que fica abafado quando um escudo de energia é acionado.

Blur também tem um ótimo fator online, além de permitir competições em split-screen para até quatro jogadores. As corridas no modo multiplayer online são o que se pode imaginar; até vinte jogadores humanos armados com vários power-ups são uma tremenda bagunça. Existem também variações para menos jogadores e também um modo de corrida onde os corredores são divididos em times. ?? interessante observar que a evolução no modo multiplayer é feita de maneira independente da carreira no single player. Você consegue carros novos e mods conforme avança nas corridas online, sendo que esses últimos funcionam como os perks de Call of Duty. Esses mods dão diferentes habilidades, como deixar seu escudo com maior duração ou seus tiros teleguiados mais poderosos. No single player esses mods até dão as caras, sendo ganhos quando derrotamos algum adversário, mas apenas um pode ser equipado. Já no multiplayer esses mods são conquistados de acordo com o numero de fãs e até três mods podem ser equipados de uma só vez.

Blur é um jogo único pela mistura de simulação com jogabilidade arcade. Se você é um jogador que gosta de ver seu dinheiro render por várias horas de desafio, esse é um ótimo titulo para você. A única ressalva fica por conta da dificuldade que é desequilibrado em alguns momentos. Tanto o single quanto o multiplayer podem se tornar um experiência um tanto quanto caótica de vez em quando, mas mesmo assim vale a pena conferir o título, que é tão improvável quanto divertido.

Prós:
  1. Inovativo em misturar o visual de corrida real com power-ups
  2. ??tima variedade de carros e pistas
  3. Multiplayer competente e divertido
  4. Game oferece desafio elevado


Contras:
  1. ??s vezes, o desafio é alto demais
  2. O multiplayer com muitos jogadores se torna uma bagunça



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