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Review de S.T.A.L.K.E.R.: Call of Pripyat para PC de E-Zine/MyGames

por Giordano Trabach, fonte E-Zine/MyGames, data  editar remover


Na criação de um videojogo, um dos processos mais importantes deste, é a criação de um enredo que cative o jogador ao máximo, ao ponto de se sentir envolvido nele, e criar uma grande relação entre jogador e jogo. Em Stalker: Call of Pripyat, o enredo toca num assunto muito frágil da história da humanidade, mais precisamente o acidente nuclear de 1986 em Chernobil, o pior acidente nuclear da história da energia nuclear. A história de Stalker: Call of Pripyat, desenrola-se logo após os eventos de Stalker: Shadow of Chernobyl, e este último passa-se vinte anos após o acidente em Chernobil, onde a central nuclear é reactivada e um segundo desastre nuclear acontece na mesma central, mas desta vez, a causa deste acidente foi um programa de nome C-Consciousness.

Em Stalker: Call of Pripyat, o governo Ucraniano decide criar um plano para tomar conta da central nuclear de uma vez por todas. Na preparação da tomada da central, nada corre como pretendido, vários helicópteros despenham-se, e a razão para estas súbitas quedas dos helicópteros, permanecem um mistério. Alexander Degtyarev é o protagonista desta história. Ele é a pessoa indicada para investigar a causa por de trás da queda dos helicópteros numa área de alto risco denominada, ???The Zone???. O jogador irá aventurar-se nesta localização desolada, sendo que no início do jogo, sentir-se-á bastante vulnerável ao meio ambiente mais hostil, estando numa posição débil em termos de armamento bem como em termos monetários. Como alguns shooters/rpgs que recentemente têm sido lançados, o jogador poderá executar missões extra enquanto se aventura na missão principal de investigar os helicópteros despenhados ou sobreviventes deste acidente. Esta primeiro contacto com Stalker: Call of Pripyat, em estar bastante vulnerável, poderá frustrar alguns jogadores à espera de uma mecânica de jogo mais rápida, sendo que muitos dos animais e monstros que vagueiam na "Zone" são difíceis de matar e deveras irritantes por vezes.

Os NPCs desempenham um papel muito importante no jogo, e que por infelicidade gráfica parecem ter uma apresentação um pouco oca mas tendo características bem humanas, dando-nos informações preciosas sobre aquilo que procuramos, bem como vender-nos ou melhorar-nos o nosso armamento, sendo que alguns destes NPCs podem chegar ao ponto de nos enganar usando o nosso lado mais humano. Um dos aspectos mais importantes que os NPCs fornecem aos jogadores, são as missões, missões estas que são oferecidas por vezes dependendo da maneira que podemos retribuir este NPC. Em Stalker: Call of Pripyat, o jogador irá ter à sua disposição um número vasto de armamento, derivando das simples pistolas até às metralhadoras ou granadas. Infelizmente, as armas de fogo no início de jogo e mesmo até ao seu final, mostram-se bastante imprecisas, gerando momentos irritantes e de frustração ao tentar matar um simples monstro.

Este armamento pode ser adquirido via outros NPCs, sendo que estes podem ser comprados dos vivos, e retirados dos corpos dos mortos. Este último gera uma enorme desvantagem ao primeiro porque maior parte do armamento que iremos usar é o encontrado em corpos de NPCs mortos. O jogador tem um número limitado de itens que pode carregar consigo, e assim que atinge esse limite, estranhamente a personagem fica parada no cenário sem que possa se movimentar para qualquer direcção, algo bastante negativo e pouco realista. Quando não estamos em missão poderemos estar a procurar artefactos, e que nos dão oportunidades de desbloquear mais missões, sendo que a caça destes não é muito fácil no início do jogo. O jogador irá dispor de um radar próprio para a procura dos artefactos, radar este que pode ser trocado por melhores, e os artefactos situam-se normalmente em zonas com anomalias causadas pela radiação.A apresentação mostra-se um pouco mista em Stalker: Call of Pripyat. As texturas estão algo pobres, as personagens encontram-se com falta de vida e um pouco ocas, estando ocasionalmente a trespassar objectos como se fossem fantasmas, ou então olham para um sítio completamente diferente de onde a nossa personagem está, e o aparecimento súbito a uma certa distância de ervas e outros objectos. Mesmo assim, alguns pormenores no clima e nas animações como poças ou armas estão bem conseguidas e bastante interessantes. Os actores de voz baseiam-se num inglês narrado com um sotaque soviético, mas que mesmo assim parecem por vezes forçadas e pouco entusiasmantes.Apesar de ser curta, a banda sonora consegue bem acentuar o clima deveras pesado e dramática que se faz passar na ???Zone???, dando uma boa razão para aumentarmos mais um pouco o volume das nossas colunas. Para além do modo campanha, o jogador poderá ingressar no modo multiplayer com modos bastante conhecidos como capture-the-flag, deathmatch e afins. Se mesmo assim a história principal não saciou o vosso desejo de jogar, então podem vaguear pela ???Zone??? quanto vos apetecer, pois existem vários sub-missões à vossa espera.

Stalker: Call of Pripyat é com certeza uma regresso em grande da série Stalker, mas que peca em certos detalhes que podem agradar apenas aos fãs da série. Com uma jogabilidade um pouco estranha, grafismo medíocre mas com uma história e personagens bastantes fortes, dão a Stalker: Call of Pripyat a merecida oportunidade de ser experimentado pelo menos.

Prós:
  1. Enredo cativante
  2. NPCs inteligentes


Contras:
  1. Grafismo datado
  2. Apresentação de NPCs fraca
  3. Sistema de físicas fraco



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