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Review de Singularity para PS3 de E-Zine/MyGames

por AllanLauncher, fonte E-Zine/MyGames, data  editar remover




  1. Numa altura em que a tecnologia já permite a qualquer companhia criar um bom jogo caso seja essa a sua vontade, chegou a altura em que começamos a ver surgir boas histórias acompanhadas de jogabilidade cliché ou história cliché acompanhadas de boas ideias. ?? verdade, por vezes parece que a indústria dos jogos já começa a padecer do síndrome de repetição em que tudo parece similar, gasto e até mais que usado.
  2. Eis o problema principal de Singularity, tudo o que faz não faz propriamente mal, e a narrativa é realmente impressionante. A parte curiosa está associada ao seu ambiente e àquilo que pretende fazer o jogador viver. Mas para perceber melhor o porque desta explicação inicial, vamos conhecer melhor Singularity.
  3. A história arrasta a vossa personagem, um soldado americano especial, para uma ilha isolada na costa da Rússia, conhecida pelo nome de código Katorga-12. Depois do avião ser atingido por uma anti-aérea deparam-se com um complexo de edifícios desertos e esquecidos pelo tempo. O jogo conta-vos que durante a guerra fria, a União Soviética descobriu uma fonte de energia catalogada por E-99 e com esta seria possível criar armas incrivelmente poderosas, reverter os ciclos temporais e até viajar no tempo.




  1. Claro que como seria de esperar, algo corre mal e o Singularity é activado, criando um universo paralelo onde aqueles os que não conseguiram fugir da ilha, foram transformados em aberrações violentas. Cabe então a nós viajar no tempo entre passado, presente e até um futuro alternativo para desvendar os acontecimentos que levaram à destruição de Katorga-12 e quem está a mexer os cordéis nas sombras.
  2. Há que dizer que a história e todo o Lore criado em volta de Singularity é realmente bom e está bem construído. Existem sempre várias pistas deixadas pelos cenários, como vídeos, faixas de áudio e até páginas de memórias que vão aprofundando a realidade vivida em Katorga-12 antes de alguém ter feito asneira da grande. Vão sentir que o jogo está realmente a construir algo e que a história está a ir a algum lado, o problema aqui prende-se ao facto de grande parte dos personagens secundários poderem ser eliminados tão depressa como surgem, e devido à tentativa de criar um sentimento de isolamento, somos deixados muitas vezes sozinhos, quando o jogo iria beneficiar muito mais da presença de outra personagem no cenário.




  1. Como jogo, Singularity é um FPS ao género clássico. Podem usar várias armas como pistolas, metralhadoras e caçadeiras, até a armas mais exóticas como uma Sniper que dispara balas que podem controlar no ar.
  2. Mas o
  3. grande destaque do jogo é o TMD (Time Manipulation Device), que permite alterar o rumo do tempo, além de deixar mover livremente massas físicas, como caixas, barris explosivos (sim eles também invadiram Katorga-12), e até fazer abrandar o tempo numa zona determinada. Usar o TMD é simples, num sistema de jogabilidade a fazer lembrar os Plasmids de Bioshock, controlados através do uso dos gatilhos esquerdos e direitos que permitem alterar entre as armas de jogo e o TMD.
  4. Existe uma grande diferença entre os espaços temporais principais de Singularity. Enquanto as fases temporais do passado fazem lembrar um Medal of Honor carregado de Russos da União Soviética que gritam ordens constantemente uns aos outros antes de serem despedaçados pelas nossas arma, a parte mais futurista de Katorga-12 é uma zona abandonada, repleta de criaturas que tentam criar um ambiente tenebroso ao género de Bioshock, ou mesmo F.E.A.R.. Embora esta diferença ofereça alguma variedade, tanto uma fase temporal como outra são muito semelhantes aos títulos anteriormente referidos, e nem mesmo a introdução do TMD consegue colmatar este sentimento.




  1. Além do mais, o terror que Singularity procura oferecer já é algo mais que batido, até mesmo neste género. O mundo faz lembrar Silent Hill, e os sustos (como o corpo morto que ganha vida) já foram vistos nos primeiros Resident Evil. ?? impossível jogar Singularity sem pensar que já vimos uma determinada coisa acontecer em outro jogo, chegando ao ponto de vos colocar dentro de uma vedação com vários monstros enquanto um elevador desce lentamente, algo que até já foi satirizado no universo dos videojogos por Borderlands, na expansão Zombie Island of Doctor Ned.




  1. Algo que Singularity explora bem é o compasso entre a resolução de puzzles, acção e luta contra bosses. Embora os puzzles possam ser desafiantes e chegar ao ponto de ser bastante inteligentes, os bosses nunca oferecem um desafio sério, além de terem por vezes a escassez de balas a jogar a seu favor. Algo que se torna um puzzle por vezes, são os caminhos a seguir, pois fiquei praticamente à nora em cenários que me faziam avançar para becos sem saída, apenas pelo caminho estar escondido algures no meio.
  2. Além da campanha, Singularity ainda tem um modo online bastante competente que até vos deixa jogar criaturas contra humanos, mas isso não ajuda propriamente a criar uma experiência que o destaque das restantes experiências online. Felizmente a jogabilidade é boa e acessível, acabando por não decepcionar, mas há melhores apostas no que toca ao Online dentro do género FPS, sendo que até o Bioshock consegue ser melhor apesar de ser uma experiência bastante parecida.




  1. Algo que Singularity explora bem é o compasso entre a resolução de puzzles, acção e luta contra bosses. Embora os puzzles possam ser desafiantes e chegar ao ponto de ser bastante
  2. inteligentes, os bosses nunca oferecem um desafio sério, além de terem por vezes a escassez de balas a jogar a seu favor. Algo que se torna um puzzle por vezes, são os caminhos a seguir, pois fiquei praticamente à nora em cenários que me faziam avançar para becos sem saída, apenas pelo caminho estar escondido algures no meio.
  3. Além da campanha, Singularity ainda tem um modo online bastante competente que até vos deixa jogar criaturas contra humanos, mas isso não ajuda propriamente a criar uma experiência que o destaque das restantes experiências online. Felizmente a jogabilidade é boa e acessível, acabando por não decepcionar, mas há melhores apostas no que toca ao Online dentro do género FPS, sendo que até o Bioshock consegue ser melhor apesar de ser uma experiência bastante parecida.
  4. A nível visual, Singularity também não é espantoso, alguns elementos são bons e há alguns grandes pormenores a surgir aqui e ali, como os
  5. corpos que ficam esburacados pelas balas, e todos os elementos que fazem o jogador sentir que está num complexo construído durante a Guerra Fria. De resto, tanto as personagens, como os monstros, não estão muito detalhados e os cenários estão recheados de texturas fracas e mobílias que se repetem várias vezes em salas seguidas.
  6. A música por seu lado não está nada má e varia bem entre a acção e o opressivo. As vozes são o vosso típico Inglês falado com sotaque russo, que acabam por não se destacar e os inimigos repetem sem parar as mesmas vozes ou sons.
  7. Quando a história termina vão dar conta que passaram pouco mais de 12 horas agarrados a Singularity. De seguida ainda têm o Online que só se justifica se não tiverem os restantes FPS fortes do mercado. Claro que ainda tem outros níveis de dificuldade para o modo de campanha, mas se o modo normal já era bastante difícil, então o Hard deve ser um bom desafio.




  1. Singularity, tal como referi logo de início, é um bom jogo,
  2. sendo o seu principal problema a exploração de conteúdos e estilos já mais que explorados por outros jogos mais antigos e que mesmo assim, conseguiram fazê-lo bem melhor. Assim como está, Singularity faz lembrar Alpha Protocol, é um jogo que tem uma boa história mas que falha em outros departamentos. O curioso, é que o jogo em análise não me entusiasmou nem metade do que o RPG de espionagem da Obsidian.



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