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Review de Metal Gear Solid: Peace Walker para PSP de GameTV

por Raziel619, fonte GameTV, data  editar remover


Mais uma obra de Hideo Kojima chega às nossas mãos. O produtor japonês resolveu dirigir e escrever roteiro de Metal Gear Solid Peace Walker pessoalmente. Assim, mais uma vez, ele conseguiu extrair todo o potencial do PSP.

Nessa aventura vamos ver Naked Snake (também conhecido como Big Boss) em outra crise de proporções gigantescas. O jogo se passa logo após os eventos de Metal Gear Solid: Portable Ops, mais precisamente em 1974. Snake está desiludido com o mundo, afinal, dar cabo de sua mentora (The Boss), amiga e companheira não é algo fácil. Ele saiu dos EUA para criar os Soldados Sem Fronteiras, uma milícia que tem como objetivo ajudar todos os que precisem de ajuda. E foi justamente atrás disso que o Professor Ramón Galvez e sua estudante, Paz Ortega Andrade, pedem para Snake. O país deles, Costa Rica, é uma das poucas nações do mundo que não possui um exército próprio, com isso, um grupo militar conhecido como Peace Sentinels invade o território e ameaça a população. O governo costarriquenho está de mãos atadas e cabe ao grupo militar de Snake salvar a nação.

A história do jogo se intensifica a cada passo que o protagonista vai dando, assim como a complexidade do jogo. As cenas de corte são apresentadas usando a arte de Ashely Judd (o desenhista dos quadrinhos oficiais de MGS) e possuem alguns pontos interativos para mergulhar o jogador na ação, como por exemplo, atirar em robôs ou fazer o reconhecimento da área movimentando a câmera. Combinando isso com a direção de dublagem (que está um nível acima de MGS4), temos na palma de nossas mãos uma das melhores narrativas do PSP.

Assim como os outros games da série, Peace Walker é um jogo de espionagem, ou seja, quem se mantém na surdina se dá melhor do que quem vai andando e atirando sem parar. No entanto existem algumas concessões que tiveram que ser tomadas para deixar o game melhor adaptado para um videogame portátil.

A visão do game é bem parecida com a que conhecemos em Metal Gear Solid 4, ou seja, câmera livre e com uma aproximação por trás do personagem quando o botão de mira é ativado. A camuflagem também é importante, mas não tanto como em MGS3. E a própria furtividade pode ser esquecida caso você consiga mirar na cabeça dos soldados com sua pistola que dispara dardos traquilizantes. O pior problema do jogo está mesmo no controle da câmera, pois os botões de ação do PSP são ineficientes para manter Snake de olho em todos os movimentos dos inimigos. O mais recomendado seria o retorno da série às suas raízes, com visão por cima como no primeiro MGS. Mas agora que o game está aí não adianta reclamar, ou você se acostuma ou perde uma grande aventura.

Alguns elementos de Portable Ops continuam presentes, como o sistema de ???recrutar??? soldados para seu time (basta colocá-los para dormir e encaminhá-los para sua base), o sistema de evolução de equipamentos e outras características de gerenciamento de tropas. Porém a estrutura do jogo está muito mais próxima ao que vimos em Monster Hunter Freedom, com missões preparadas para serem jogadas tanto na campanha solo quanto em partidas multiplayer.

O jogo é dividido em tarefas curtas, propícias para uma viagem de metrô ou aquela jogadinha rápida antes de dormir. A história principal pode ser terminada sem ajuda, porém o brilho do game está mesmo em seu modo cooperativo, que permite que você se junte com até três amigos para realizar missões paralelas que rendem uma boa quantidade de itens e outros materiais inexistentes na campanha solo. O maior problema do game com foco tão grande no multiplayer é não ter a opção de jogar via internet. Nos EUA ou Japão é fácil ter um amigo que tenha um PSP e o jogo, mas para nós, brasileiros, jogar via Ad-Hoc é uma missão quase impossível.

Independente do modo de jogo, os cenários são ricos e cheios de detalhes, inclusive alguns soldados que parecem ter sido muito mais trabalhados do que em PO. Eles têm caracteríscas próprias, como o jeito de andar, de falar e até de atirar. Suas habilidades também influenciam nas missões que são designados, deixando o game muito mais complexo conforme avança na história.

De qualquer forma, Metal Gear Solid: Peace Walker é um jogo muito bom. Muito se deve, claro, ao criador estar tão presente no desenvolvimento. Para ficar melhor o jogo deveria ter um modo online e o PSP ter mais uma alavanca para pararmos de reclamar dos controles de câmera. Pelo menos estamos diante de um título que não influencia na série. Serve para conhecermos melhor Big Boss e entendermos a forma que ele pensa. E isso já é motivo suficiente para quem é fã da série não pensar duas vezes antes de comprar o jogo.


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