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Review de Metal Gear Solid: Peace Walker para PSP de E-Zine/MyGames

por Giordano Trabach, fonte E-Zine/MyGames, data  editar remover


Será que Kojima e as Kojima Productions conseguiram criar um título digno do nome Metal Gear Solid, na PSP?

Antes de começarem, fica aqui o aviso que Metal Gear Solid: Peace Walker tem instalação obrigatória. Temos de escolher se queremos instalar o small package que ocupa 320 MB ou o full package que ocupa 880 MB. Para além da óbvia redução dos tempos de carregamento, esta instalação permite que exista som nos diálogos feitos por rádio.

A história passa-se 10 depois de Metal Gear Solid 3: Snake Eater e 4 anos depois de Metal Gear Solid: Portable Ops. Snake (Big Boss) e Kazuhira Miller são abordados por dois estranhos que lhes pedem ajuda e explicam que uma força militar desconhecida ocupou o seu país, a Costa Rica. Gálvez Mena e Paz Ortega Andrade pretendem que Big Boss (Naked Snake) e os Militaires Sans Frontières, (organização não governamental dirigida por Naked Snake/Big Boss), descubram o que esta força invasora pretende e os obriguem a sair da Costa Rica em troca de uma Offshore Plant (base de operações) situada no mar das Caraíbas.

A excelente apresentação de Metal Gear Solid: Peace Walker começa logo nas cenas cinemáticas que têm um estilo muito próprio. Estas cenas são apresentadas de uma maneira interactiva e num estilo cartoon, desenhado à mão, como acontecia em Metal Gear Solid: Portable Ops. Porém, estas cenas vão mais além do que apenas contar a história. Nelas iremos encontrar interactividade onde poderemos fazer zoom in e zoom out em determinadas personagens ou zonas do cenário, de modo a apreciar os pormenores que os rodeiam. No entanto, Metal Gear Solid: Peace Walker traz com ele os quick time events onde, como já é habitual neste tipo de acção, teremos de pressionar um certo botão numa determinada altura.

Metal Gear Solid: Peace Walker ensina-nos, desde cedo, a mexer com o Naked Snake (Big Boss), ao sermos presenteados com um pequeno tutorial em que nos mostram os controlos do jogo. Como a PSP tem apenas um analógico, os botões do painel frontal da PSP servirão para controlar a câmara enquanto o ???L??? serve para apontar e o ???R??? para disparar. O D-Pad representa um papel essencial, pois é através do mesmo que controlamos o nosso equipamento e realizamos determinadas acções como agachar, deitar e até espreitar por uma porta. No entanto, a jogabilidade de Metal Gear Solid: Peace Walker não nos permite mexer enquanto estamos deitados. Em compensação, aumenta o nosso índice de camuflagem.

O CQC (Close Quarters Combat), presente em jogos anteriores, está de volta e com novidades, como o facto de podermos atacar vários inimigos ao mesmo tempo, o que é bastante útil quando somos detectados e nos encontramos rodeados por vários inimigos. Apesar de não podermos arrastar e esconder os corpos dos soldados inimigos, todas as outras acções como sufocar ou fazer hold up são possíveis em Metal Gear Solid: Peace Walker.

A Offshore Plant (base de operações) que nos é oferecida em troca do nosso ???sim??? à missão proposta por Gálvez Mena, não é só para enfeitar. Esta base desempenha uma papel muito importante em Metal Gear Solid: Peace Walker, pois como foi dito no inicio desta análise, Naked Snake (Big Boss) é o líder e gere uma organização independente e livre, o que quer dizer que iremos ter de recrutar soldados. Contudo, ao contrário do Metal Gear Solid: Portable Ops em que tínhamos de os transportar às costas para dentro de um camião, em Metal Gear Solid: Peace Walker temos acesso a um novo sistema, chamado ???Fulton Recovery System???, que consiste num balão insuflável, elevando o soldado ou POW (prisioneiro de guerra) em questão pelo ar, de forma a ser recolhido por um helicóptero e transportado para a nossa base.

Os soldados que vão chegando à Offshore Plant possuem vários parâmetros/habilidades. A nossa base é constituída por vários departamentos onde serão incluídos estes soldados que são recrutados no terreno. Temos vários departamentos mas os que se destacam são: Staff, R&D (Research & Development), Metal Gear e Versus Ops.

Staff ??? Aqui será onde destacaremos o nosso pessoal pelos diversos departamentos existentes na nossa base. Os departamentos são: Combat Unit, R&D Team, Mess Hall Team, Medical Team, Intel Team, Sickbay e Brig.

  1. Combat Unit ??? ?? para onde vão os recrutas com melhores aptidões militares.
  2. R&D Team ??? Sítio onde colocamos os soldados com melhores capacidades para o desenvolvimento de armas e itens.
  3. Mess Hall Team ??? Todos os soldados precisam de comer, certo? ?? neste departamento que pomos todos aqueles que têm uma especial habilidade na cozinha.
  4. Medical Team ??? Como qualquer local, a nossa base também precisa de staff médico.
  5. Intel Team ??? Alguns soldados que capturamos conhecem bem uma determinada região e nada melhor que os colocar a trabalhar nos serviços de inteligência.
  6. SickBay ??? Como acontece na vida real, as pessoas ficam doentes ou feridas em combate. Sickbay será o local para onde elas são deslocadas automaticamente cabendo ao nosso staff médico cuidar destas.
  7. Brig - Nem todos os soldados estão dispostos a juntar-se a nós, sendo necessário que eles sejam convencidos a tal.


Os recrutas dos vários departamentos pode ser gerido à nossa maneira, ou seja, a qualquer momento podemos mover pessoal de umas funções para as outras e até dispensar os serviços de um determinado soldado. No entanto, e caso não sejam pessoas pacientes, é possível, atribuir recrutas automaticamente às diversas divisões presentes no staff.

R&D (Research & Development) ??? Ao contrário de jogos como Metal Gear Solid 3: Snake Eater ou Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots em que encontramos e apanhamos/compramos armas novas, em Metal Gear Solid: Peace Walker dependemos da nossa equipa investigação de armamento e não só, para termos acesso a novo equipamento. Porém, armas e itens custam dinheiro para serem desenvolvidas, por isso, quantos mais soldados tiverem na Combat Unit mais dinheiro (GMP) entra para a nossa organização.

Existe também uma componente RPG presente em Metal Gear Solid: Peace Walker. Quanto mais utilizarmos as armas mais experiência ganhamos com as mesmas, fazendo com que as utilizemos mais eficazmente. Para além disso, é possível aumentar o rank das armas e itens, aumentando e melhorando a sua performance.

Metal Gear ??? Aqui, é uma das partes mais interessantes deste Metal Gear Solid: Peace Walker,visto podermos construir o nosso próprio Metal Gear através de peças que adquirimos através de determinados bosses.

Versus Ops ??? O nome diz tudo. Por outras palavras, é onde nos preparamos para entrar online para combates até 6 pessoas. Podemos escolher se queremos ser o host da partida ou então procurar, através da ligação Wi-Fi, jogos que estejam a decorrer algures no mundo.

A nossa base também nos oferece a possibilidade de trocarmos soldados entre diferentes jogadores, enviar ou aceitar presentes de outros jogadores, recrutar novos soldados através de uma pesquisa de pontos wireless e até participar num mini-jogo em que enviamos as nossas tropas para zonas militares, cumprindo determinadas missões. Este mini-jogo é apresentado em combate por turnos e, caso os nossos soldados vençam, as suas capacidades/habilidades aumentarão.

?? na campanha que Metal Gear Solid: Peace Walker brilha em todo o seu esplendor. A mecânica não é muito diferente de outros Metal Gear e o jogador terá de seguir o rumo do enredo. Durante várias missões podemos encontrar POW e blueprints (esquemas de novas armas/itens para o nosso departamento R&D desenvolver), assim como, os habituais bosses que nos tentam transformar em picadinho, enquanto fazemos de tudo para não sermos detectados ao longo de quase 16/17 horas (apenas) de campanha.

Antes de começarmos qualquer missão somos levados para um menú de debriefing, onde saberemos os detalhes e iremos escolher o equipamento, assim como, a camuflagem que achamos adequada para a missão. Estas escolhas têm de ser ponderadas pois não é possível trocar de camuflagem em plena missão como acontecia em Metal Gear Solid 3: Snake Eater. No final de cada missão, somos presenteados com um relatório da nossa performance, onde somos avaliados consoante a nossa prestação, e também as recentes novidades da nossa base de operações.

Porém, existem missões secundárias que vão sendo desbloqueadas à medida que completamos missões. Estas são muito úteis se pensarmos que, em média, cada arma/item demora cerca de uma missão a desenvolver fazendo com que exista uma certa componente estratégica em Metal Gear Solid: Peace Walker.

Outra particularidade destas missões é o facto de poderem ser jogadas em co-op até 4 jogadores. Esta experiência dá, sem dúvida, um novo alento à serie Metal Gear Solid e torna a experiência muito mais gratificante. Para além de facilitar as missões, nomeadamente em lutas de bosses, em co-op podemos usar itens especiais como é o caso da love box onde a utilização da mesma é feita por duas pessoas, algo inédito nesta série.

Gráfica e sonoramente, Metal Gear Solid: Peace Walker é uma obra prima, com o nível de qualidade a que o Kojima já nos habituou. Metal Gear Solid: Peace Walker é, definitivamente, um jogo que puxa pelas capacidades da PSP e para provar isso, a Kojima Productions mostra-nos um jogo com visuais e músicas que nos põem no espírito ideal e nos fazem querer jogar mais e mais.

Big Boss, encontra-se com um nível de detalhe soberbo, onde até é possível verificar as costuras da pala de Naked Snake e observar a sua cicatriz, em forma de cobra, situada no peito. Os efeitos de luz e poeira são reflectidos em Naked Snake quando ocorre uma explosão. No entanto, o que mais impressiona, é mesmo o facto de determinados bosses ocuparem o ecrã todo da PSP e não existir um único slow down.

O elenco de vozes foi muito bem escolhido e podem contar com o regresso de David Hayter e outros ( que não vou revelar porque são spoilers) conhecidos da série. Os sons ambiente também estão muito bons e realistas, como o disparar das diferentes armas.

Kojima, já nos habituou a excelentes composições sonoras e este Metal Gear Solid: Peace Walker não foge à regra. Com a produção de grande parte das músicas a cargo do Akihiro Honda, Metal Gear Solid: Peace Walker apresenta-nos belos temas sonoros. Contudo, se querem mesmo desfrutar do som de Metal Gear Solid: Peace Walker terão de usar headphones.

Por estes motivos acima descritos, Metal Gear Solid: Peace Walker é um belíssimo jogo em todos os sentidos e dos melhores títulos da história da PSP. A sua história cativante e a maneira como é apresentada agradará, certamente, a todos os fãs de Metal Gear Solid. Com uma campanha que dura entre 16 a 17 horas e o humor habitual, a possibilidade de descobrir mais um pouco sobre Big Boss e a sua mentora Boss, várias missões secundárias e opções multiplayer, seja em versus ou co-op, que prolongam a experiência do jogo, tornam este Metal Gear Solid: Peace Walker um jogo obrigatório para todos os fiéis da série Metal Gear.

Kojima e a Kojima Productions provaram que é possível produzir excelentes jogos para a portátil da Sony.

Prós:
  1. Um verdadeiro Metal Gear Solid portátil
  2. Banda sonora, sons ambiente e elenco de vozes
  3. Co-op e versus
  4. Construir o nosso Metal Gear


Contras:
  1. Provavelmente alguns poderão sentir a falta de bosses à antiga (Spoilers)



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