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Review de Skate 3 para X360 de GameTV

por Giordano Trabach, fonte GameTV, data  editar remover


Antes me mais nada, é preciso que eu me confesse: Nunca joguei Skate na vida. Tinha ouvido falar e tudo mais, mas depois da decepção de Tony Hawk Project 8 (último game de skate que joguei), não me arrisquei em nada mais que misturasse mundo virtual e manobras radicais. Isso até Skate 3 aparecer na redação e servir de material para a análise que você está para ler agora aqui no GameTV.

Rodinhas no asfalto
O melhor de se praticar um esporte radical como o skateboarding no videogame é que você não se machuca, não importa o realismo da parada. ?? claro que você perde um pouco da real dificuldade que é executar uma simples - no jogo - manobra de flip e acaba reclamando quando erra um combo básico de Heel - Kick Flip. Pensando um pouco nessa banalização de manobras super complicadas na vida real e que viram carne de vaca nos consoles, a série Skate destituiu das funções giratórias os botões do seu joystick. No lugar, o direcional direito funciona como seu único instrumento de trabalho.

Os comandos a lá hadouken inovaram o sistema de jogo do gênero e transformaram Skate num game bastante inventivo, trabalhando com novas possibilidades juntamente com o joystick limitado dos jogos eletrônicos. Uma girada de prancha exige uma dedicação do jogador em colocar o controle na diagonal certa e de forma bastante precisa, forçando-o a treinar aquele movimento específico e evitar a "sorte" como companheira de grandes pontuações. E como não foi surpresa para ninguém, esse tipo de comando continua presente, ativo e recalibrado em Skate 3.

A incorporação de algumas manobras de grab (segurar a prancha), outras offboard (como hippies jumps) e até mesmo umas bem aleatórias, do tipo apertar R1 para dar uma 'skeitada' no pedestre desavisado, deixam você ainda mais vidrado no jogo e ávido para decorar pelo menos 1/3 da lista de possibilidades.

Se você espera por alguma coisa mais realista, pode variar entre as dificuldades, que agora foram agraciadas com um modo Hardcore, para os mais exigentes em relação à física das manobras quando executadas sob as adversidades do terreno, como pistas inclinadas, em alta velocidade ou mesmo de acordo com qual truck você cairá no chão primeiro depois de determinada manobra. O modo de dificuldade, inédito até então, funciona como uma faca de dois gumes: aumenta a realidade ao custo de diminuir a diversão.

Fato semelhante ocorria em Tony Hawk Project 8, que dizia possuir controles simuladores de realidade, com balança de peso do personagem durante um grind ou um tail manual (aquela de andar só com as rodinhas de trás), mas deixa o skatista rodar em gramados floridos ou dentro de fontes cheias d'água sem maiores dificuldades. Por isso, opte pela diversão, sempre.

Impossible? Rapidinho para aprender...
Aprender as manobras não é problema. E graças a participação especial de Jason Lee, torna-se uma das atrações mais divertidas do jogo. Para aqueles que não sabem, Jason Lee é um ator estadunidense famoso por sua série My Name is Earl, por pelos filmes do diretor-escritor de quadrinhos Kevin Smith - quem não se lembra dele em Mallrats interpretando o Sega Boy?

Uma coisa que poucos sabem - inclusive o humilde redator desse texto - é que o ator já integrou o seleto grupo dos grandes astros do skateboarding, e, ao lado de Tony Hawk, foram os primeiros a ganharem um tênis com seu nome da Airwalk, famosa marca de skate. No jogo, ele é o Treinador Frank, e vai lhe ensinar um ou dois truques para se dar bem nos corrimões e escadarias de Carverton Town, cidade fictícia que serve de cenário para o game.

Aprender o básico é como passear (de skate) no parque. Facinho. O problema é utilizar todo o seu aprendizado nas ruas da cidade. Saber exatemente a distância para o ollie e o corrimão, pegar embalo na hora certa e aumentar sua velocidade nas corridas, segurar o giro da prancha até alcançar um Triple Flip, essas coisas. A dedicação é sua melhor aliada.

Uma coisa bastante interessante em Skate 3 é seu estilo de câmera. ?? possível jogar com uma câmera baixa, como se alguém estivesse filmando das suas costas, mas com o equipamento um pouco abaixo da cintura. ?? uma sensação diferente e bastante parecida com assistir aqueles vídeos de profissionais que são vendidos nas lojas especializadas.

História? Quase isso...
Skate 3 coloca você como um dono de uma marca recém criada. Aí, é preciso vender suas pranchas, fazer nome em capas de revistas, vídeos e conquistar companheiros de time para aumentar ainda mais o seu império. Seus pontos são computados como número de vendas, e a cada quantidade específica, novos itens são destravados dos menus de personalização, tanto do seu personagem quanto das pistas que você pode construir.

As missões são distribuídas no mapa como em Skate 2, tirando aquela coisa mais natural do primeiro jogo da série. Elas são divididas em diversas categorias, como corridas suicidas, fotos de capa de revista, campeonatos, disputas contra profissionais do skate e o famoso Hall of Meat, o qual ganha mais pontos quem matar seu personagem de forma mais violenta.

Todas as missões do modo offiline podem ser disputadas no modo online, o que é a maior - e melhor - evolução da série. Jogar partidas via PSN/EA, criar seu próprio time, aumentar sua reputação mundial e ficar no topo do ranking virtual são atividades recompensadas com um extra de pontos. Uma corrida contra a inteligência artifical do jogo pode valer quase 3 mil pranchas a mais se disputada contra adversários reais via PSN.

Tipo brincar de Barbie
A quantidade de itens disponibilizados para a personalização do seu avatar em Skate 3 é reconfortante (pelo menos no caso masculino, mas chego lá). Quase todas as grandes marcas marcam presença, seja num tênis, calça ou casaco com capuz. E à medida que você vai vendendo mais, novas opções pipocam na tela para você se esbanjar.

Assim como no jogo anterior, é possível escolher o sexo do seu skatista. No entanto, na hora de escolher uma camiseta ou calça, não há a distinção entre roupas masculinas e femininas. São as mesmas opções e elas apenas diferem porque a forma feminina a roupa um pouco mais esguia, devido ao próprio corpo da personagem. Além das roupas, é possível tatuar, pimpar com anéis, correntes e pulseiras e escolher as suas poses de comemoração, que ficam pré-definidas no direcional digital do controle.

Dá para escolher também o seu estilo de movimentação. Se for um cara mais casual, ou então se anda de forma mais largada ou agressiva, tudo é levado em consideração na hora da execução de uma manobra. E, assim como a regulagem dos trucks (mais apertados ou soltos) e das rodinhas (mais duras ou macias), são as únicas personalizações que afetam de fato a sua habilidade no jogo.

Crie seu próprio parque
O modo online, além de fornecer adversários e novos desafios, dá a chance de você participar de uma verdadeira comunidade de skatistas virtuais. Você pode criar sua própria prancha, com um desenho único e exclusivo (e distribuir, se quiser) e divulgar filmes que você mesmo produz para as outras pessoas opinarem.

A parte boa da distribuição de material produzido por conta é baixar os parques construídos por pessoas mais talentosas que você (eu sou péssimo nisso, mas baixei de um um fulaninho lá que ficou demais!) e se divertir despretensiosamente por horas a fio. Tem parque de tudo quanto é tipo e com obstáculos dos mais inusitados. Escadas, half pipes, tubos, canos, lagos, arbustos, qualquer coisa que possa virar um obstáculo (no bom sentido, claro) para você, skatista virtual.

Skate 3 vai além do resto dos jogos da série, não evolui muito em questões gráficas, mas trabalha com maestria seu modo online, não muito explorado anteriormente. Com uma trilha sonora digna dos jogos do gênero, astros hollywoodianos fazendo ponta e uma quantidade maior de manobras para serem executadas, ele pode facilmente ser considerado "O" jogo de skate. Jogue e se empolgue para tentar algumas manobras na vida real. Tentar subir uma guia e tal...


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