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Review de Lost Planet 2 para X360 de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


O relativo sucesso comercial que Lost Planet alcançou foi o suficiente para a Capcom investir no título comandado por Keiji Inafune e fazer dele uma nova franquia. O tema nesta sequência é a exploração de um novo mundo para os terráqueos, e o foco passa a ser o multiplayer, algo que pode afastar jogadores que gostam de jogar sozinhos.

Cooperativo obrigatório
Bem diferente de seu antecessor, que focava a história no protagonista em meio a diálogos tortuosos e poucas cenas realmente memoráveis, a continuação gira em torno da ação entre amigos no co-op, com uma estrutura bem diferente da original.

Todos os personagens conhecidos foram desmembrados em diferentes facções, 10 anos após o final de Lost Planet. A mudança de um único herói para um grupo de soldados que atuam como os novos protagonistas acabou não sendo uma ideia bem sucedida, uma vez que a narrativa é vaga e pouco explicativa, não contando ao menos o que aconteceu para iniciar tal batalha. Para piorar, as facções mudam a cada capítulo e o enredo não liga os pontos, impedindo que o jogador se apegue aos personagens e mantenha-se envolvido com os acontecimentos.

A possibilidade de quatro jogadores simultâneos é muito divertida e, para quem busca um jogo exclusivamente para passar o tempo entre amigos, Lost Planet 2 realmente facilitará a vida de todos. O jogo começa com uma jogabilidade bastante simples e mais parece um cooperativo despretensioso, sem muito mistério. Contudo, com o tempo, tudo muda de figura e inicia-se uma aventura bem desafiadora. A curva de aprendizagem, combinada com o variado arsenal de armas sci-fi, faz o jogo ir crescendo e ficando mais emocionante à medida em que se avança nas missões.

Se a história é fraca, a estrutura co-op foi muito bem planejada. Jogadores que buscam a glória sozinhos, querendo aparecer realizando grandes méritos, são certeza de fracasso. O jogo acaba preferencialmente punindo o jogador mais ambicioso do que o time todo.

Quem pensa em jogar Lost Planet 2 sozinho deve se decepcionar. A inteligência dos parceiros controlados pelo computador é medíocre e acabara irritando mais do que ajudando. Em determinados momentos o ???NPC??? pode ajudar a resolver problemas, mostrando melhores lugares para ir ou até mesmo buscando itens esquecidos. Entretanto, em momentos de sufoco onde uma horda de inimigos aparece do nada, o infeliz ficará parado e olhando para os lados sem fazer nada.

Chega de neve
Enquanto o planeta E.D.N. III do jogo original era muito semelhante à Terra, mas trancado em uma eterna era glacial, agora tudo mudou. Desertos, lagos e até selvas de mata densa estão distribuídos ao longo dos seis capítulos. O mais interessante é que o planeta ainda é o mesmo, ou seja, quem jogou o antecessor vai acabar reconhecendo diversos locais que sofreram grandes mudanças.

Os gráficos estão excelentes em todas as escalas: texturas, polígonos, efeitos de luzes e cores. Não tem nada para se queixar neste quesito, muito pelo contrário, a Capcom tem excelentes designers que fizeram um ótimo trabalho.

Pena que nem toda a equipe era boa. Enquanto a equipe de arte se superava, os programadores não entendiam bem o que faziam com a jogabilidade. Deixaram passar pequenos problemas que atrapalham o suficiente para tirar o jogador do sério. Logo no início se nota a ausência de uma marcação na HUD mostrando para que lado o objetivo está no mapa, e usar o gancho que pode puxar o personagem para outra plataforma -- o mesmo encontrado no primeiro Lost Planet -- é uma incógnita. Não existe nenhuma marcação de qual tipo de superfície pode se prender e tudo funciona na base do achismo. Alguns inimigos podem congelar o jogador fazendo-o, desesperadamente, girar os analógicos tentando se libertar do gelo. O bizarro é sair do congelamento e, no mesmo instante, ser congelado novamente pelo mesmo inimigo, caindo em um looping sem sucesso. E não pense que a lista acabou ou está perto do fim, muita coisa ainda pode acontecer, como cair na água e morrer na hora, mesmo que outras fases se passem inteiramente embaixo da água, ou tentar jogar uma granada e, com apenas um tiro levado do adversário, deixá-la cair nos seus pés, morrendo quase que por imediato muitas vezes.

Os robôs gigantes que tanto chamam a atenção e eram aguardados neste novo título também acabaram decepcionando pela pouca necessidade de usar. Não que os Mechs não sejam divertidos de pilotar, eles apenas estão longe de realmente serem veículos necessários ou que mudam muito a jogabilidade. As raras vezes que estão disponíveis acabam passando batido por não trazerem grandes novidades.

O sistema de checkpoint é uma vergonha: ele só dá as caras no início das fases. Depois de bons minutos caminhando, matando, passando sufoco e, infelizmente, morrendo para um chefe ou para algum dos diversos bugs encontrados, o sofrido herói irá voltar para o começo da missão e correr até onde o grupo ficou. Claro, existem pequenos Data Posts que permitem ao jogador dar respawn perto deles quando morrer, mas é preciso carregá-los pressionando o botão por alguns segundos, só que nem sempre eles estão em lugares visíveis ou os jogadores procurarão o objeto em meio a tórridas batalhas.

Multiplayer vasto
Uma das coisas que mais agradou quem teve acesso ao antecessor foi o multiplayer. Lost Planet 2 tem um grande ponto positivo que é exatamente a variedade de possibilidades online. Elimination, Team Elimination, capture a bandeira e Fugitive são alguns exemplos de modos onlines. Quem já pegou pela parte online vai se sentir abençoado com tantas possibilidades e, diga-se de passagem, todas muito divertidas, principalmente o modo Fugitive. Nele, um pequeno grupo de jogadores deverão fugir equipados apenas com pistolas e armas vagabundas, enquanto outro grupo equipado com o que há de armamento tecnológico deve eliminá-los. Todos os mapas online são bem produzidos e vão de enormes para grandes grupos a claustrofóbicos, sendo excelentes para poucos jogadores.

Conclusão:
Lost Planet 2 é divertido quando três amigos juntam-se para as partidas cooperativas ou quando o jogador está disposta a curtir um multiplayer em terceira pessoa. E.D.N. III continua sendo um mundo lindo e agora o branco predominante fica de lado e é apresentada uma grande diversidade de ambientes. Mas o bom do jogo se resume a justamente isso: gráficos e multiplayer. O resto é ruim. Os diversos bugs da jogabilidade, a IA precária e o design irregular decepcionarão quem busca um jogo apenas para passar o tempo sem se preocupar com partidas online.

Prós:
  1. Gráficos excelentes;
  2. Co-op projetado para trabalhar em grupo;
  3. Multiplayer variado.


Contras:
  1. Bugs de jogabilidade que não acabam mais;
  2. Jogar sozinho é estressante e cansativo;
  3. História fraquíssima;
  4. Numa fase o protagonista entra na água, noutra ele morre.



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